OPINIÕES
Vimos estudando o livro
CAMINHO, VERDADE E VIDA, psicografado
por Francisco Candido Xavier e ditado pelo espírito Emanuel. Este livro foi um
marco na extensa obra de Emanuel, pois a partir dele, Emanuel para com os
livros espirítas romanceados e passa a ditar obras pedagógicas, abrangendo o
divino mestre Jesus, esmiuçando seus ensinamentos e exemplos.
O tema encontra-se no capítulo 80, com o título
OPINIÕES.
Cumpre informar que
esta exposição foi baseada:
No livro VINHAS DE LUZ, de Francisco Xavier e Emanuel – Nos textos
Falatórios e Porque Desdenhamos;
No livro CALMA, também de Francisco Xavier e Emanuel;
No LIVRO DOS ESPÍRITOS – No
capítuloVII, Da Lei Sociedade, questões
766, 767, 768;
E também em palestras de Divaldo Pereira Franco, citando Joana De
Angelis.
Afim de nos
inteirarmos melhor sobre o que iremos ver, será lido o que está no livro.
OPINIÕES
“Ai de vós, quando todos os
homens de vós disserem bem, porque assim faziam seus pais aos falsos profetas.”
— Jesus. (LUCAS, capítulo 6, versículo 26.)
Indubitavelmente,
muitas pessoas existem de parecer estimável, às quais podemos recorrer nos
momentos oportunos, mas que ninguém despreze a opinião da própria consciência,
porqüanto a voz de Deus, comumente, nos esclarecerá nesse santuário divino.
Rematada
loucura é o propósito de contar com a aprovação geral ao nosso esforço.
Quando
Jesus pronunciou a sublime exortação desta passagem de Lucas, agiu com absoluto
conhecimento das criaturas. Sabia o Mestre que, num plano de contrastes
chocantes como a Terra, não será possível agradar a todos simultaneamente.
O
homem da verdade será compreendido apenas, em tempo adequado, pelos espíritos
que se fizerem verdadeiros. O prudente não receberá aplauso dos imprudentes.
O
Mestre, em sua época, não reuniu as simpatias comuns. Se foi amado por
criaturas sinceras e simples, sofreu impiedoso ataque dos convencionalistas.
Para Maria de Magdala era Ele o Salvador; para Caifás, todavia, era o
revolucionário perigoso.
O tempo foi a única força de
esclarecimento geral.
Se
te encontras em serviço edificante, se tua consciência te aprova, que te
importam as opiniões levianas ou insinceras?
Cumpre o teu dever e caminha.
Examina
o material dos ignorantes e caluniadores como proveitosa advertência e
recorda-te de que não é possível conciliar o dever com a leviandade, nem a
verdade com a mentira.
Ao
longo de nossa existência fazemos nossas escolhas, muitas vezes baseados em
opiniões diversas. Não raro nos vemos indagando aos outros opiniões para o que
vestir, o que comer, como proceder em eventos sociais, o que falar, o que
pensar de fulano e cicrano, sem nos apercebermos que essa dependência de
opiniões vai se tornando um vício e ficamos preguiçosos em agir por nós mesmos,
como se os outros fossem os detentores da verdade e eles é quem sabem a forma
certa de ser e fazer.
Assim vamos nos anulando e nos transformando em personalidades carbono,
não vivendo nossas vidas, não vencendo nossos obstáculos conforme nos
propusemos, quando da nossa reencarnação. Enfim fazemos o que nos disseram em
suas opiniões.
Com isto não queremos dizer que opiniões não são válidas, ao contrário,
quando ditas por bons amigos ou pelos doutos, quando o assunto é científico,
têem seu valor e muitas vezes nos mostram a solução de dúvidas que temos.
Somos criados como seres sociais, para evoluirmos interagindo uns com os
outros, logo as opiniões fazem parte do nosso cotidiano. Na música Epitáfio da
banda Titans, tem uma frase que diz “Queria ter aceitado as pessoas como elas
são, cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração” isto nos fala da
importância de aceitar, compreender e respeitar a opinião do próximo.
Então se torna prudente que ao tecermos opiniões aos outros façamos um
exame criterioso do que vamos falar para não induzirmos o próximo ao erro.
Também
devemos fazer um exame criterioso daquilo que ouvimos para que não sejamos
induzidos ao erro.
Somos seres diferenciados uns dos outros, seja pela criação que tivemos
no nosso âmbito familiar, seja pelas nossas experiências vividas nessa ou em
outras vidas e sendo espíritos em processo de evolução temos opiniões
divergentes uns dos outros.
Aquilo que é verdade para alguns, pode não ser para nós, uma vez que
estamos sob influência do que vivemos, dos nossos costumes, religiões e aqui
temos como exemplo os povos do Islã, os Indus e tantos outros com cultura e
costumes totalmente diferentes dos nossos.
Então o que fazer para solucionar as dúvidas que se abatem sobre nosso
proceder?
Simples. O Pai celestial, quando da nossa criação nos forneceu
ferramentas para nossa evolução e elas estão lá guardadas na caixa de
ferramentas que existe dentro de nós, só esperando serem usadas.
Duas dessas ferramentas são fundamentais no uso das opiniões. São elas:
a CONSCIÊNCIA e o LIVRE ARBÍTRIO.
E porque são tão importantes?
Porque em nossas consciências estão as Leis de Deus, o código moral do
Evangelho de Jesus. E na consciência não tem erro, pois ela, quando indagada
usa a justiça sem ser tendenciosa, ditando o certo e o que devemos fazer.
E o Livre Arbítrio, porque ao usarmos fazemos com liberdade nossas
escolhas, sejam elas erradas ou não. Porém não devemos esquecer, que a tudo
iremos responder seja nesta ou noutras existências, até que se pague o último
centio. O plantio é livre, mas a colheita é obrigatória.
Joanna de Angelis nos recomenda estar atentos as opiniões dos
bajuladores, assim como daqueles que nos insultam e aqui vão máximas deste
espirito de Luz.
-
as
opiniões são na maioria das vezes adornos;
-
sem
comprovação científica a opinião não é ciência, é apenas senso comum;
-
ponto
de vista é só a vista de ponto.
Joana de Angelis ainda nos
aconselha, que na convivência com opiniões contrárias devemos proceder, co
paciência, aceitação e compreensão. Sorrir e deixar passar, mesmo quando houver
zombaria, sem rancor ou irritação. Nestes
casos o silêncio é a melhor resposta.
Quanto as opiniões que emitimos
devemos ter mais cuidado ainda, pois Jesus dizia vemos os defeitos alheios e
somos complacentes com os nossos.
Com o advento da internet e as redes
sociais o globo tornou-se uma aldeia e nesse território livre de leis coatoras
opinamos sobre tudo e todos. Tecemos comentários sobre a vida alheia, guiados
apenas pelo achismo e opiniões dos outros, sem tomar o cuidado de saber a
verdade, sem o conhecimento de causa.
Joana de Angelis ainda nos diz que
temos que evitar o julgamento das multidões, pois existe um ditado que diz que
a turba tem uma só cabeça inflamada, mas embotada de discernimento.
Para concluirmos, no que diz
respeito a opiniões, vamos fazer como o
Mestre Jesus, que quando opinou era para aconselhar; atire a primeira pedra
aquele que estiver sem pecados, ou faz ao teu próximo aquilo que queres que te
façam, ou a párabola do argueiro no olho. Enfim o mestre é a resposta para tudo
e com nossa consciência orientada pelos seus ensinamentos, nossas opiniões
serão de valor.
