sábado, 16 de novembro de 2024

NECESSÁRIO ACORDAR

 

NECESSÁRIO  ACORDAR


Dando continuidade ao estudo do livro “Pão nosso”, psicografado por Francisco Candido Xavier e ditado pelo espírito Emmanuel, hoje veremos o tema do capítulo 68, com o título “Necessário Acordar”.

Como temos visto Emmanuel, retira uma citação do Novo Testamento e faz um texto com uma profunda reflexão.

Este começa com uma citação de Paulo que está em Efésios (5:14) e nos diz:

“Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e o Cristo te esclarecerá”.

Esta frase, Paulo a diz para os seus discípulos em Efésios, que eram em grande número, onde existia uma Igreja por ele fundada e como todas as outras ele estava sempre a par dos acontecimentos, monitorando seus discípulos para que a mensagem do Evangelho fosse transmitida integralmente.

Emmanuel capta a profundidade das palavras de Paulo, vendo que ela pode ser aplicada para todos os tempos, nos dá sua interpretação, abrangendo todo seu significado.

Sabemos que somos espíritos em construção, portanto estamos todos sob um ponto de vista, dormindo, uns mais, outros menos. Mas todos temos que fazer um esforço para despertar do sono da alma, pois só assim vamos abrir os olhos, enxergar e evoluir.

O espirito André Luiz, no livro “Missionários da Luz”, psicografia de Francisco Cândido Xavier, vai nos dizer que por ocasião de uma visita a um local de atendimento no plano espiritual, da existência de inúmeros espíritos que se encontram em sono profundo desde a sua desencarnação, tal o apego a vida material, criando uma letargia em si mesmos que os forçava a dormir initerruptamente, vivendo seus pesadelos num inferno que criaram para si próprios.

Na citação de Paulo notamos a gravidade deste sono da alma, quando ele diz “levanta-te dentre os mortos”, e Emmanuel, nos faz ver que muitas criaturas seguem pela vida afora como mortos vivos, quais sonâmbulos, quais zumbis.

Emmanuel em outros textos diz:

“Os verdadeiros mortos estão sepultados na carne terrestre” e também “Viver, é experiência da imortalidade”.

Emmanuel entendendo o sentido atemporal da mensagem de Paulo nos elucida a diferença de estar vivo ou encarnado, pois a criatura pode estar encarnada, mas não viva, porque constrói sua existência tão somente nas experiências vivenciadas na matéria, não levando em conta sua imortalidade e que a presente e demais encarnações são um ensaio e aprendizado para a verdadeira vida.

Então ela pode estar progredindo na vida material, conquistando louros, acreditando ser feliz e realizada, mas enquanto a criatura não pensa e trabalha também visando a sua imortalidade, ela na realidade não vive apenas existe.

Ao passo que aquele que cultua valores, procedimentos, pensamentos, objetivando a imortalidade, cultuando a sua espiritualidade, este está acordando.

E nesse despertar ele será esclarecido pelo Cristo.

Emmanuel nos diz que não somente os iniciantes, mas também os iniciados, acusam dificuldades na compreensão e aplicação dos ensinamentos do Mestre, ficando na superfície do que aprendem.

Decoram a palavra, ali escrita e não vão mais além, se contentando com a superficialidade, e assim procedendo não se conduzem a mares mais profundos, a um entendimento completo do real significado da palavra.

Emmanuel nos diz ainda, que interpretação e entendimento do Evangelho também é trabalho e que não devemos desistir ao primeiro obstáculo, mas seguir em frente em busca da luz, que na realidade é a busca da nossa espiritualidade.

Outros alegam serem os textos obscuros ou se prendem a questiúnculas literárias, se prendendo a forma desprezando o ensinamento moral.

Evangelho é o pão divino que vem direto do Pai na palavra de Jesus e que dada a época teve que vir com envoltório humano para preservar-se na Terra, alguns não entendem isto e fixam-se no envoltório desprezando o mais importante, que é a mensagem eterna de vida. São como pessoas que recebem um presente, desembrulham o presente e ficam com o que envolvia o presente, descartando o conteúdo.

Emmanuel nos diz que quem dá mais importância a forma, a letra e não ao significado, não despertou sua sensibilidade para uso de suas faculdades superiores, permanecendo paralisado, dormindo.

No capítulo 1 do livro “Mensageiros” Narcisa diz para André Luiz:

Enquanto nos engolfamos apenas em cálculos e raciocínios, o Evangelho nos parece apenas um repositório de conhecimentos comuns”.

Mas quando a criatura desperta o sentimento, indo mais fundo ela vai adquirindo mais sensibilidade para compreender e aplicar o Evangelho.

Outros se deixam envolver momentaneamente com a beleza do evangelho, sentem-se tocados, mas depressa esquecem o que viram, ouviram e sentiram, interpretando como um sonho, como uma cena sagrada e relegadas ao esquecimento o coração não adere, dormitando, incapaz de analisar e compreender.

Faz-se necessário que conheçamos a nós mesmos, para saber o que fazer, o que desejar, a que propósitos temos que atender e a que finalidades se destinam e examinando-nos conseguimos emergir da animalidade e senhorearmos nosso próprio destino, com entendimento de que a observância nos ensinamentos do Evangelho torna essa jornada reencarnatória muito mais fácil e produtiva.

Numerosos encarnados, que se acreditam religiosos são levados engrossando fileiras de sonâmbulos inconscientes, nas circunstancias de cada dia.

Falam em Deus, em fé e espiritualidade, como se estivessem num pesadelo, pois associam as dores, os resgates, as provas a sofrimentos que são obrigados a passar, como se fossem castigos impostos por Deus e não consequências e aprendizado, e assim procedendo distorcem a mensagem do Cristo.

 Essas criaturas são então levadas de roldão pelo incessante rio da vida, fazendo-as rolar no turbilhão dos acontecimentos. Cegas, dormentes e semimortas até que despertem e se levantem através do esforço pessoal, a fim de que o Cristo as esclareça.

Para encerrar nosso estudo de hoje fica a reflexão de como espiritas, a necessidade de acordarmos. Lembremos a instrução do Espirito da Verdade, quando no advento do Espiritismo disse: “Espiritas! Amai-vos, eis o primeiro mandamento, instruí-vos, eis o segundo”, nos dizendo do amor, onde está inserida a caridade, a fraternidade, a benevolência, a humildade, a prática do perdão, a indulgência, e todas as virtudes que compõe o amor, mas também que buscássemos a instrução para  não ficarmos em um sono letárgico na alma e consequentemente sofrendo, aguardando um dia o despertar, para só então acordar e iniciar o processo de  encontrar Jesus e ser feliz.


quinta-feira, 17 de outubro de 2024

TENHAMOS PAZ

 

TENHAMOS PAZ

 

 

                

                Vamos dar continuidade ao estudo do livro “Pão Nosso”, psicografado por Francisco Cândido Xavier e ditado pelo espírito Emmanuel.

                O tema que iremos estudar está no capítulo 65 sob o título “Tenhamos Paz”.

                Antes de refletirmos sobre o texto, vamos tentar entender o real significado da palavra Paz.

               Para facilitar vamos dividir em Paz Externa e Paz Interna, onde:

                Paz Externa seria aquela que fala:

Da ausência de lutas, violências, tranquilidade pública.

Da ausência de conflitos entre pessoas; bom entendimento; harmonia.

Da situação de um país que não está em guerra com outro.

Do restabelecimento de relações amigáveis entre países beligerantes; cessação de hostilidades.

De tratado de paz.

                 Paz Interna seria aquela que diz respeito:

A ausência de conflitos íntimos;

A tranquilidade da alma;

Ao sossego;

Ao repouso, ao silêncio;

A harmonia consigo mesmo.

         Neste momento estamos com inúmeros países em guerra uns com os outros, tais como Rússia versus Ucrânia, Israel versus Resbolah e Hammas.

                Ameaças entre China e Taiwan, entre Coréia do Norte e Coréia do Sul e tantas outras, sugerindo que como o entendimento não chega trazendo a paz a possibilidade de uma 3ª Grande Guerra Mundial é viável e que por certo iria dizimar mais da metade da vida do planeta, destruindo também flora, fauna, ar e muito mais.

                   Sabemos, que esse processo está inserido na Lei de Destruição, sendo uma das ferramentas usadas pela espiritualidade para alavancar o progresso e a evolução, mas não existirá essa obrigatoriedade se cultivarmos a paz.

                  E aqui passamos a refletir o texto elaborado por Emmanuel, que começa com uma citação de Paulo que está em Tessalonicenses, 5:13, e diz:

Tende paz entre vós”.

                 O título deste texto de Emmanuel é “Tenhamos Paz” e se observarmos com atenção tanto uma como o outro se encontram com o verbo ter na forma imperativa, afirmando que a obrigatoriedade da paz é uma necessidade para seguirmos evoluindo como sociedade, na coletividade e também individualmente.

                 Emmanuel nos fala com a certeza de um espírito iluminado, que sem a paz torna-se impossível a construção do bem, da fraternidade e  do amor, entre todos do orbe.

               Porém somos humanos encarnados em um mundo de provas e expiações, espíritos em construção, onde a ignorância e a belicosidade, predomina e que por esta razão, o aprendiz do Evangelho, deve desenvolver a serenidade interior diante dos conflitos que buscam envolvê-lo a todo instante.

               Emmanuel nos diz ainda que toda mente encarnada sofrendo influencias dos sentidos e percepções, neste mundo material, tem que dominar a si mesmo em totalidade e direcionar ações e pensamentos para a prática do bem, pois só assim a guerra será banida do planeta.

                Entendemos assim que o primeiro passo para a construção da paz é aprendermos a ter paz em si mesmo.

                Isto significa em sermos pacíficos, observando a educação de nossa visão, o gosto e o ímpeto, em sermos brandos com todos.

            Ser pacífico é um exercício que como as demais virtudes, depende de boa vontade em mudar e vigilância constante dos nossos pensamentos e atos.         

          Geralmente nossas inclinações distorcem o que vemos, ouvimos e sentimos e com isto ficamos distantes da realidade essencial.

              Nossas perturbações internas fazem com que informações lançadas com boa intenção sejam interpretadas de acordo com o que distorcemos.

         A luz ou a treva absorvem nossa inteligência e vamos sentir com reflexão ou com o caos, aquilo que instalamos no próprio entendimento.

       Emmanuel termina este texto, afirmando que sem calma é impossível trabalhar para o bem e que sem paz dentro de nós jamais alcançaremos, os círculos da verdadeira paz.

                Para encerrar nosso estudo de hoje, vimos que para a construção da paz é necessário que sejamos pacíficos com todos, com nossa família, amigos, colegas, afetos e desafetos e pacíficos conosco mesmo, entendendo, que embora sejamos criações de Deus, criados para sermos espíritos puros, temos vícios e más tendências, adquiridos ao longo de inúmeras reencarnações e isto faz parte do aprendizado nessa caminhada de se construir a si próprio.

                   Jesus além de seu exemplo, nos deixa em seu Evangelho, a frase:  bem aventurados os pacíficos, pois eles serão chamados filhos de Deus”, nos dizendo que a doçura, a moderação, a mansuetude, a afabilidade a paciência são os caminhos que nos levam sermos chamados filhos de Deus ficando entendido que é condenável a violência, a cólera e toda expressão descortês com respeito ao semelhante.

                   Em continuação da construção de um ser pacífico, sejamos também pacificadores, pois assim seremos mensageiros e organizadores da paz, e quanto mais pacificadores no planeta a paz estará garantida. 

             

segunda-feira, 30 de setembro de 2024

JESUS PARA HMEM

 

JESUS PARA O HOMEM

 

Dando continuidade ao estudo do livro Pão Nosso, psicografado por Francisco Cândido Xavier e ditado pelo espírito Emmanuel o tema de hoje se encontra no capítulo 62, sob o título “JESUS PARA O HOMEM”.

Quando vi esse texto para, percebi que é impossível falar tudo que se quer dizer sobre Jesus, pois a grandeza desse espírito puro é imensa. O Mestre é o Governante do planeta Terra, estando presente na organização do orbe desde sua criação.

Portanto vou me ater a discorrer da importância de Jesus para o homem.

Sabemos então que Jesus é o espírito crístico responsável pelo orbe desde sua criação, estando a testa com sua equipe de espíritos em tudo que diz respeito ao planeta terra incluindo aí todos os reinos mineral, vegetal, animal e hominal.

Deus em sua infinita bondade permite, que esse espírito sinônimo de amor incondicional, encarne no nosso planeta, há dois mil anos passados para ser nosso modelo e guia.

Emmanuel neste texto, não nos fala especificamente de religião, mas sim de vida, de como Jesus viveu a vida para nos dar o legado do Evangelho, no intuito de promover nossa evolução como espíritos e por conseguinte nossa felicidade.

O ser humano se modifica quando toma o Cristo como referência sentindo-se imbuído a agir como Jesus e isto é maravilhoso porque nossa evolução se torna mais rápida e entendemos o real significado da palavra amor.

Emmanuel neste texto que iremos estudar, pega um versículo de Paulo, que está em Filipenses 2:8 e nos mostra todo significado das palavras ali contidas.

Diz o versículo: “E achado em forma como homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz”.

Jesus sendo espírito puro já havia passado pela prova e expiação da humanidade há muitos milênios.

Ele pertencia e pertence a categoria da angelitude.

Como espirito puro não encarna há muito tempo, abriu mão de tudo para vir como um ser comum.

Humilhou-se a si mesmo por puro devotamento e amor.

Neste versículo quando Paulo diz “obediente até a morte, e morte de cruz”, nos fala da perfeita fidelidade e obediência do Mestre ao Pai, que se deixou morrer na morte mais infamante da época, a crucificação.

Emmanuel continua enunciando o proceder do Mestre, nos dizendo:

Que Jesus desceu com o propósito de servir e não de ser servido, saindo do esplendor das estrelas, dos sóis e planetas celestes para a escuridão (do planeta terra), vindo nascer numa humilíssima manjedoura.

Que na condição de espirito puro seu limite era o infinito, mas agora se via limitado, preso a um corpo de carne saindo da grandeza à abnegação, exercendo o ofício de carpinteiro.

Exercendo a verdadeira humildade, Jesus desce da divindade dos anjos a miséria dos homens.

Convive com pecadores ao invés da convivência dos gênios a que estava acostumado.

De governador do mundo a servo de todos.

E embora fosse um homem santo que se fez nosso irmão, encontrou a perseguição, o desamparo, o ódio, quando era benfeitor, salvador e emissário do amor.

Emmanuel diz ainda:

De redentor dos séculos a prisioneiro das sombras...

De celeste pastor a ovelha oprimida...

De poderoso trono a cruz do martírio...

Do verbo santificante ao angustiado silêncio...

Aqui cumpre saber que o Mestre se cala, pois seu silêncio também é lição, ensinamento de aceitação, paciência, resiliência e perdão.

De advogado das criaturas a réu sem defesa.

Jesus não julgava, pois via o próximo como irmão e a todos advogava suas causas com justiça e bondade e a ele não foi dado o direito de defesa.

Dos braços dos amigos ao contacto dos ladrões.

Quando da infamante crucificação, Jesus foi afastado de todos por quem nutria afeição e colocado ao lado de ladrões, para humilhá-lo fazendo crer que ele era também um criminoso.

De doador da vida eterna sentenciado ao vale da morte.

Jesus é vida em abundância e achavam que matando-o se extinguiria essa vida e eliminada sua obra.

Humilhou-se e apagou-se para que o homem se eleve e brilhe para sempre!

Oh! Senhor o que não fizeste por nós, a fim de aprendermos o caminho da Gloriosa Ressurreição no Reino.

Jesus em toda sua caminhada deu mostras de ser possuidor de todas as virtudes e veio para ensinar por exemplos e palavras o que devemos fazer para sermos felizes.

Quando nos mostra a Gloriosa Ressurreição do Reino, ficamos ciente que o Mestre nos dá a certeza que seu amor abraça a todos e a ressurreição é na verdade o ressurgimento do Reino entre nós.

Então o convite é para que façamos a nossa parte.

 

quinta-feira, 1 de agosto de 2024

SOCORRE A TI MESMO

 SOCORRE  A  TI  MESMO

 

         

          Para nosso estudo de hoje, vamos dar continuidade no livro “Pão Nosso, psicografado por Francisco Candido Xavier, ditado pelo espirito Emmanuel.

           O tema de hoje está no capítulo 51, sob o título “Socorre a ti Mesmo”.

           Emmanuel começa o texto retirando um fato da Bíblia, de Mateus (9:35), que diz: “Pregando o Evangelho do reino e curando todas enfermidades”.

           Sabemos que o Mestre onde ia pregava a Boa Nova, que era o advento do reino dos céus, através do Evangelho.

            Nesse processo também realizava inúmeras curas à todas as enfermidades.

            E quando se fala todas enfermidades, se quer dizer todas mesmas, ou seja, as doenças do físico, da matéria e também as doenças da alma.

            Emmanuel nos faz entender que Jesus sabia que as doenças da alma e aqui se incluem os vícios, a falta de virtudes, as más tendências, o mal em si necessitam de socorro e tratamento bem como as doenças inerentes a matéria.

             Assim ele faz uma correlação entre os dois tipos de doença corpo e alma, fornecendo o caminho para cura ou prevenção.

             Então:

              Cura a catarata e a conjuntivite, mas corrige a visão espiritual de teus olhos.

              Aqui nos diz para termos cuidado com os olhos, pois são os órgãos da visão, mas que saibamos corrigir a visão espiritual, sabendo enxergar o próximo como um irmão, vendo como praticar o bem, não observar as falhas dos outros no intento de julgar, ao ver o sofrimento do outro usar de empatia para auxiliar.

 

              Defende-te contra a surdez, entretanto, retifica o teu modo de registrar as vozes e solicitações variadas que te procuram.

              Nos aconselha que cuidemos do nosso aparelho auditivo, afim de que não venhamos a ficar surdos ao mesmo tempo que nos diz para que saibamos ouvir as vozes e solicitações daqueles que nos procuram, dando, pois, ouvidos ao que é certo.

 

              Medica a arritmia e a dispnéia, contudo, não entregues o coração à impulsividade arrasadora.

               Que se medique as causas de descompasso e acelerações do batimento cardíaco, mas que sejamos brandos e pacíficos, não usando a impulsividade exacerbada para dirigir nossos atos.

 

               Combate a neurastenia e o esgotamento, no entanto, cuida de reajustar as emoções e tendências.

                Combater a irritação exagerada, o mau humor o esgotamento, que traz a cefaleia e alterações do sono, entendendo, que para isso se faz necessário reajustar as emoções e tendencias, controlando assim pensamentos e atos, para um proceder equilibrado.

 

                Persegue a gastralgia, mas educa teus apetites à mesa,

               Procura a cura para a dor do estomago, mas não esquece de educar o apetite a mesa, pois que esta doença moral é conhecida com o nome de gula e que se torna um vício, comprometendo todo organismo corpóreo e espiritual uma vez que ficamos presos psiquicamente a matéria, ao excesso de comida e essa fome fictícia é na realidade uma manifestação irracional de nosso instinto animal.

 

               Melhora as condições do sangue, todavia não o sobrecarregues com os resíduos de prazeres inferiores.

                O sangue é o líquido de vida orgânica presente em nossos corpos, alimentando nossos órgãos e todos desregramentos que fazemos em busca de prazeres inferiores, mundanos, efêmeros, com certeza passada a ocasião deixará resíduos prejudiciais no organismo e também um imenso vazio na alma.

 

                 Guerreia a hepatite, entretanto livra o fígado de excessos que te comprazes.

                 Guerrear a hepatite diz respeito a controlar o que entra pela boca em forma de comida e bebida, mas Emmanuel, recomenda não se deixar levar por excessos, sem controle, só porque nos dão prazeres, que nos aprisionam mais e mais na matéria.

 

                 Remove os perigos da uremia, contudo, não sufoques, os rins com os venenos de taças brilhantes.

                 Na ingestão de bebidas alcoólicas os rins como filtros do corpo humano são os primeiros a serem prejudicados e não esqueçamos que as taças brilhantes levam em seu interior esses venenos que são causadores de vícios e tantas desgraças, levando muitos ao desencarne prematuro, a lares desfeitos a uma vida de sofrimento e solidão.

                  Desloca o reumatismo dos membros, reparando, porém, o que fazes com teus pés, braços e mãos.

                  Sair da inercia, mas atuando com responsabilidade com o que fazemos no uso de nossos membros, ou seja, usá-los para promover o bem, abraçando, cuidando, acarinhando, protegendo a todos,

 

                   Sana os desacertos cerebrais que te ameaçam, todavia, aprende a guardar a mente no idealismo superior e nos atos nobres.

                   Curar nossos desacertos cerebrais, aprendendo a manter a mente, o pensamento no idealismo superior e nos atos nobres, para que nossas ações não venham contradizer o Evangelho do Cristo.

 

                     Por fim Emmanuel nos fala que as doenças vêm da alma e se manifestam no corpo.

                     Que os vícios, as más tendências, nascem na alma e somos nós que as criamos com nossas escolhas no uso do livre arbítrio e como toda a ação gera consequências para o mal ou para o bem, respondemos por elas.

                     Emmanuel nos aconselha a nos consagrarmos a nossa própria cura, mas que não nos esqueçamos de pregar o Reino Divino aos nossos órgãos, pois são vivos e educáveis.

                     Cabe a nós, com pensamento puro e vontade firme comandarmos o barco do organismo para o bem, pois se assim não o fizermos a intervenção dos remédios se mostrará inútil.

                      Para encerrar reflitamos, que somos espíritos em construção, habitando um corpo de carne e morando num planeta de provas e expiações, onde temos que cuidar desse corpo e dessa alma para alçar voos maiores na nossa evolução.

                      

A LEI DE DESTRUIÇÃO E A FÉ

 A Lei de Destruição e a Fé.  


Tendo em vista o flagelo que se abateu no Rio Grande do Sul, com enchentes em muitas cidades, o tema escolhido é sobre a lei de Destruição e a Fé. 

O Livro dos Espíritos, obra basilar da doutrina espírita, é dividido em quatro (4) livros, contendo no livro terceiro (3º), capítulos I a VI o tema que iremos ver nesta noite, que é a lei de Destruição. 

Por ocasião da codificação da doutrina, Alan Kardec indaga aos espíritos sobre a Lei Natural ao que eles esclarecem serem as leis de Deus, imutáveis, eternas, perfeitas regendo o universo material e o universo moral, as únicas verdadeiras para a felicidade do homem, indicando-lhe o que fazer e não fazer para ser feliz. 

Dentre estas leis, vamos encontrar a Lei de Destruição, que temos visto ao longo dos tempos agindo com a extinção de espécimes da fauna e flora, com desaparecimento de civilizações inteiras, com transformações geográficas do orbe, com guerras e barbáries humanas, com a morte de estrelas e sóis no universo, até onde nossa vista alcança, com flagelos diversos e pandemias. 

Os espíritos lhe dizem que é preciso que tudo se destrua para renascer e se regenerar e que o que chamamos de destruição é somente o processo de transformação para renovar e melhorar os seres vivos. 

Já está mais que na hora de entendermos que somos espíritos vestindo um corpo de carne e não o contrário e que este corpo físico tem prazo de validade, que vai do berço ao tumulo e que serve para evolução, desde quando viemos com a condição de princípio inteligente e que indestrutível sofre diferentes metamorfoses para evoluir. 

Se observarmos atentamente, vamos ver que nosso planeta vem sendo acometido de tempos em tempos, por diferentes flagelos, desastres e pandemias, incluindo aqui as guerras e vemos que a humanidade sai sempre melhor e que nesses momentos aflora o melhor das pessoas, muito embora também alguns mostram o seu pior, mas tudo faz parte dos planos divinos e nosso planeta tem em seu comando nosso amado mestre Jesus. 

Temos que mudar nossos paradigmas e ver que a morte não é a cessação da vida, pelo contrário é a porta para uma nova vida e que essas desgraças tem o sentido de nos despertar. Importante que entendamos que muitos, ou melhor, todos flagelos, guerras, pandemias, tem o homem como causador.

 Então essas coisas não são castigos de Deus, uma vez que Deus não castiga ninguém, mas são consequências de nossas escolhas, ao desarmonizarmos o planeta, vamos pagar o preço, com enchentes, incêndios, verões causticantes, invernos rigorosíssimos e doenças. Deus por sua vez permite, pois temos livre arbítrio e consciência e condições de fazermos as escolhas. 

Como já dissemos temos que mudar nossa visão, para citar um exemplo, graças a Segunda Guerra Mundial, desenvolveram-se as ideias para a ida do homem à Lua, o uso do Césio para bombardear na radioterapia os canceres e tantas outras invenções e descobertas, que vem facilitando nossas vidas. 

Chegamos à conclusão que a destruição está entranhada na natureza, ou seja, a lei de destruição não é um elemento acidental, mas estrutural e que falando da morte orgânica, tudo que possui forma, tudo que nossos olhos veem, está sujeito a destruição. 

A respeito de uma citação do Cristo que diz que “o Reino de Deus não vem com aparências exteriores”, Emmanuel nos diz que tudo que os olhos mortais podem contemplar está morto ou está morrendo. Todos estamos caminhando em direção ao nosso velório e cada dia vivido é um dia a menos como reencarnado, sendo inúmeras as causas para provocar nossos desencarnes, por exemplo: idade avançada com falência dos órgãos, pandemias, catástrofes, guerras, flagelos, etc. 

 Quando desencarnamos, não levamos nada, ficam os bens materiais casa, carro, conta bancária, roupas, pessoas, donde entendemos que a desencarnação é uma profunda renovação e a cada nova existência adquirimos um novo grau de perfeição. 

Os animais tem que passar pela destruição, para que o princípio inteligente aprenda os automatismos que hoje temos. Haroldo Dutra renomado palestrante espírita, cita como exemplo a inocente zebrinha pastando e bebendo água num rio, quando sorrateiramente vem um crocodilo e devora a coitadinha. 

Esse princípio inteligente armazena esse fato e o coloca como automatismo, no seu instinto para a próxima encarnação. Para nós que só vemos a forma, esses impactos são muito dolorosos, mas para Deus o olhar é outro, pois a morte não existe, o espírito é imortal e Deus cria seres imortais. É preciso ver o fim para apreciar os resultados. 

Classificamos como flagelos, o que deveríamos entender como renovação, porque só vemos a forma e não o objetivo, que é nos conduzir pela encarnação e desencarnação a um patamar evolutivo melhor, até chegarmos à condição de espíritos puros. 

Progresso se faz com nascimentos e velórios.

 E onde entra a fé nesse contexto? 

Primeiramente temos que entender o que é fé. 

 Fé não é apenas crer em Deus. Todos que professam uma religião até mesmo aqueles a que chamam pagãos acreditam em Deus. E isto é ter fé? É claro que não fé é muito além de crer, pois aqueles que apenas creem estão somente envolvidos e a verdadeira fé em Deus exige que se esteja comprometido. 

Para exemplificar: num café da manhã com ovos, a galinha está apenas envolvida (bota o ovo e vai embora), mas o ovo, esse está comprometido. 

Então a fé raciocinada é esse entendimento, que tudo está correto na criação, que Deus é infinitamente bom e justo, que os perrengues porque passamos são consequências de nossas escolhas e os falados flagelos servem para nosso aprimoramento onde vamos exercer a aceitação, a resignação, a resiliência, o sentimento de fraternidade e amor, praticando a caridade, olhando a todos como Jesus ensinou e exemplificou, ou seja fazendo ao outro o queríamos que nos fizessem. 

E para encerrar, quando vierem as águas invadindo nossas casas, levando nossos carros, empregos, pessoas, vamos fazer o possível e o impossível para superar as dificuldades, dando o nosso melhor, mas com fé, sem maldizer a vida, pois tudo é para um bem maior e não esqueçamos, que Jesus está no comando dessa nau chamada planeta Terra e nada de errado pode acontecer. 

 

ÊXITOS E INSUCESSOS

 

ÊXITOS  E  INSUCESSOS

 


Dando continuação ao estudo do livro “Pão Nosso”, psicografado por Francisco Cândido Xavier e ditado pelo espírito Emmanuel, o tema de hoje está no capítulo 56, sob o título, Êxitos e Insucessos.

Este texto começa com uma frase de Paulo, que está na Bíblia, (Filipenses, cap.4, vers.12) e diz: “Sei viver em penúria e também sei viver em abundância”.

Se fizermos uma leitura rápida nesta frase, ela nos dirá somente o óbvio, mas Paulo sempre nos diz muito mais em uma única frase e Emmanuel vai fundo numa interpretação abrangente e esta singela frase assume uma bússola para o bem viver.

Paulo nos mostra a necessidade de sabermos compreender e aceitar as provas do êxito e da fartura, mantendo um equilíbrio para um bom viver.

Emmanuel nos fala, que existem em cada comunidade social, muitas pessoas, preocupadas por demais, por motivos particularistas, em estarem em evidência, acreditando serem modelos de sucesso, sejam por aptidões físicas, intelectuais e na mais das vezes materiais.

Essas pessoas são as que menos aproveitarão as oportunidades de se destacar na prática do bem coletivo, pois seus interesses orbitam tão somente em torno de si mesmas, desperdiçando assim a elevação que a vida lhes confere.

Por estarmos num planeta de provas e expiações, presos a carne, supervalorizamos a matéria e os bens materiais, entendendo que ter êxito na vida é ser bem sucedido, com muito dinheiro, é ser possuidor de boas casas de bons carros, ter o casamento perfeito, filhos que só nos trazem alegrias, uma profissão de sucesso e que o insucesso é o oposto disto tudo.

Emmanuel diz nas entrelinhas deste texto que os êxitos e os insucessos, são provas que fazem parte do aprendizado nas reencarnações e que ora viremos na fartura e ora na penúria, entendemos então que em algum momento passaremos por esta provas e se quisermos sair vitoriosos, temos que fazer como Paulo sabendo viver com equilíbrio tanto na penúria como na abundância.

Para exemplificar vamos imaginar alguém que obteve este êxito material que descrevemos e de posse de todas essas benesses essa pessoa, por ser como nós um espírito em construção, se deixe levar pelo orgulho, pautando suas ações em atos supérfluos para evidenciar cada vez mais a si própria, acabando por perder essa reencarnação e com certeza terá que retornar sem o que lhe foi emprestado para evoluir moralmente.

Vamos a outro exemplo de alguém que só teve insucessos na vida, desempregado, pobre, casamento desfeito, lar desmoronado, sem casa, sem carro, mas essa pessoa não se revolta nem com Deus, nem com os outros, nem consigo mesmo ao contrário, aceita, resigna-se e resiliente ergue a cabeça e segue a luta com esperança e fé, que um dia tudo passará.

A pergunta que fica, quem foi o que obteve êxito e quem foi que teve o insucesso?

Temos que lembrar, que somos espíritos encarnados e, portanto, iremos desencarnar e o que importa é amealhar valores para o espírito e que tudo aquilo que conseguimos quando em nossa estada terrena é para construir esses valores.

Na maioria das vezes, aqueles que aprenderam a suportar a pobreza é que irão gerir melhor os bens materiais adquiridos, demonstrando que por vezes a riqueza seja talvez uma prova mais difícil que a pobreza.

Para quem não trabalhou para adquirir a riqueza material, por vezes é causa de crimes, separações, perturbações.

Pais trabalhadores e honestos com exemplo e ensinamentos, formarão filhos com mentalidade voltada para o bem, para construção de suas vidas com esforço próprio, se pisar nos outros respeitando e acolhendo o próximo, cumprindo as palavras do mestre, “fazer ao próximo aquilo que queremos que nos façam” e “amar ao próximo como a si mesmo”, ao passo que progenitores egoístas e descuidados vão favorecer nos descendentes a inutilidade e a preguiça.

Emmanuel nos fala, que Paulo de Tarso, na lição a igreja em Filipos reforça a ideia de valorizarmos em nossas vidas tanto a riqueza como a pobreza, tanto a escassez como a abundância.

Emmanuel encerra esse texto, afirmando que tanto o Êxito como o Insucesso, são com duas taças com elementos diversos, que servem adaptados para a mesma finalidade sublime, que em resumo é despertar o homem de bem.

Por ignorância encontramos no êxito, o licor para a embriaguez e no insucesso a causa para desesperação.

Contudo o sábio saberá extrair da alegria e da dor, da escassez e da fartura o conteúdo divino, que vai fazer o verdadeiro êxito na sua caminhada.


 


sábado, 11 de maio de 2024

O PROBLEMA DE AGRADAR

 

O PROBLEMA DE AGRADAR

 

           

           Hoje iremos dar continuidade ao estudo do Livro “Pão Nosso” psicografado por Francisco Candido Xavier, ditado pelo espírito Emmanuel e o tema que nos foi proposto está no capítulo 47, sob o título: “O Problema de Agradar”.

            O texto começa com uma citação de Paulo que está em Gálatas 1:10 e nos diz: “Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Deus”.

             Vamos então significar a palavra agradar, que nos diz da ação de ser agradável de animar, acarinhar, afagar, causar satisfação.

             Concluímos que agradar o próximo é ser bom, é levar felicidade, e agradar pode ser com uma ação, também com um conselho, com a realização de um sonho, com uma infinidade de outros procedimentos.

             Mas, vivemos em um mundo de provas e expiações, onde o culto as coisas inerentes a matéria têm muito valor e por isso se faz necessário entender que ser bom, não significa ser “bonzinho”.

            Ser bom nos diz o Evangelho Segundo o Espiritismo no capítulo XVII, em Sede Perfeitos, que é ser um homem de bem, fazendo ações que são agradáveis a todos.

             Agora, ser “bonzinho” é agradar sem observar leis éticas e morais a tal ponto que ser bonzinho se confunde com bajular, adular geralmente para troca de favores ou para se isentar da responsabilidade de ser exemplo, de instruir, etc.

             Assim vemos pais, avós, tios, irmãos, ou tutores sendo bonzinhos com seus filhos, tutelados, e por aqueles que somos responsáveis, liberando todo atendimento de vontades, desejos, construindo pessoas que não saberão na fase adulta lidar com o não, com a impossibilidade de se realizar o tudo, com as perdas e os fracassos.

              Então entendemos, que  temos que agir com consciência, com responsabilidade no intuito de agradar, para não cairmos nas armadilhas de nossa invigilância. Existe um ditado que diz: “não se pode agradar a gregos e troianos ao mesmo tempo”, ou seja, no ato de agradar uns por vezes, desagradamos a outros.

              Mas vamos aprofundar mais o assunto, com a interpretação que Emmanuel nos dá nas palavras de Paulo.

              Emmanuel nos esclarece que os discípulos do mestre devem estar atentos com o cumprimento de seus deveres nos trabalhos que foram chamados a executar a cada dia deixando-se orientar de forma tranquila e isolada pela consciência, não dando guarida as opiniões sem razão.

               O aprendiz fiel do Mestre será um trabalhador diferente, pois nos conflitos que surgem na marcha, ele não cederá as exigências e caprichos da multidão.

                Esta por sua vez dispensará carinho e admiração para obter seus intentos, que não lograrão êxito, se este trabalhador do Mestre tiver alicerçado em si o Evangelho.

              Conhecemos o conselho do Mestre que diz: orai e vigiai e aqui se aplica para que o mensageiro da boa nova não fique inquieto com os pareceres do mundo a seu respeito e que as armadilhas para o desviar do caminho surgirão e quando estiver em prosperidade material, concedida por Jesus, que é sabedor do uso que este trabalhador fará, muitos vizinhos lhe perguntarão maliciosos como consegue sucessivos êxitos e, quando advém a pobreza o povo vai julgar e culpar as dificuldades responsabilizando as sublimes ideias esposadas.

              Emmanuel nos diz que temos que trabalhar para os homens, sabendo que a obra integral pertence ao Cristo e que o mundo vai compreender o esforço do servidor sincero em outra ocasião, em outro patamar evolutivo.

              Em diversas ocasiões as opiniões populares vão se assemelhar a gritaria das assembleias infantis, que não suportam os educadores engajados nas linhas de ordem e elevação, trabalho e aproveitamento.

               Que o trabalhador sincero do Cristo, saiba operar sem se preocupar com os juízos errôneos das criaturas.

                Jesus o conhece e isto basta.


quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

ATÉ O FIM

 

 

 

ATÉ O FIM

 

Hoje estamos nos primeiros dias desse ano de 2024 cheios de esperança e fé, confiantes, que nossas reflexões encontrem eco em nossos corações e possamos todos entrar em comunhão com a boa espiritualidade.

Dando continuidade ao estudo que vimos fazendo do livro “Pão Nosso”, psicografado por Francisco Cândido Xavier e ditado pelo espírito Emmanuel, vamos ver o capítulo de número 36, intitulado “Até o Fim”.

Este texto inicia com uma citação de Jesus, retirada do versículo 24:13, que diz “Mas aquele que perseverar até o fim será salvo”.

Temos que ler a bíblia entendendo que os ensinamentos do Mestre tem duplo sentido e ás vezes bem mais lições nas entrelinhas.

O espírito Emmanuel entendendo isto, pinça frases, ditos, e faz uma análise profunda desses fragmentos separados do contexto, no sentido de buscar o que mais Jesus e os apóstolos tinham a ensinar.

Emmanuel, portanto nos diz que nesta citação o Mestre não falava de fim, de término, até porque, estamos sempre evoluindo, sempre buscando mais conhecimento, mais evolução, mais perfeição, mas falava em objetivo, em acertar o alvo, em cumprir a finalidade.

Jesus, quando aqui esteve nos presentou com uma jóia, que nos mostra o caminho, a verdade e a vida, que é o seu evangelho.

A nós cumpre, pregarmos a todos os povos para que as criaturas, compreendendo e praticando este Evangelho alcançem os fins superiores da vida.

Quanto a pregar, não consiste tão somente levar com palavras a boa nova, mas sim viver o evangelho a todo momento, a todo instante em nossos atos e pensamentos, não esquecendo que na impossibilidade de falar, sejamos exemplo. Lembremo-nos que Jesus mais ensinou pelo exemplo, que pela palavra. São Francisco de Assis dizia: “pregue o evangelho o tempo todo e se precisar, use palavras”.

Emmanuel nos faz entender que o Mestre dizia da importância de perseverar, e louvava aqueles que persistiam na tarefa árdua de procurar as excelências do caminho espiritual, pois estamos num planeta de provas e expiações, com a presença do mal, onde o chamado para as coisas da matéria são muito fortes.

Por sermos espíritos em construção trazemos arraigados em nós, uma série de vícios, más tendências adquiridos em vidas pregressas, onde culminam o Orgulho e o Egoísmo.

Temos armas para mudar o proceder e o pensar, que são a consciência, o livre arbítrio e o evangelho, que se ouvido e praticado nos conduzem a boas escolhas.

Deus que é todo bondade e justiça, dá a todos as mesmas oportunidades. Oportunidades infinitas cheias de misericórdia com seus filhos, mas engana-se quem pense que a divindade vai favorecer gratuitamente benesses no caminho rumo a perfeição. cabe a cada um o esforço nessa obra de aperfeiçoamento.

Esta tarefa exige muito esforço e boa vontade para atingir o objetivo e é aí que entra a perseverança, pois aqueles que não perseveram estacionam no caminho e perdem anos, séculos estagnados, refazendo as provas e aumentando suas expiações provocando sofrimento, remorsos, tristeza ficando portanto atrelados aos labirintos da inferioridade.

O Mestre nos convida, a mais de dois mil anos, a perseverar no bem, a lutar com perseverança, fazendo as reformas internas, na nossa alma, abraçando esse Evangelho que é todo amor e que se vivenciado vai nos dar as asas para nos conduzir às portas do céu, rumo a perfeição, rumo a felicidade plena.