MUNDOS DE PROVAS E EXPIAÇÕES
Hoje vamos ver o tema MUNDOS DE EXPIAÇÕES E
PROVAS, capítulo III, itens 13, 14 e 15 do EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, DE Allan Kardec.
O que devemos entender, por
mundos de provas e expiações?
Jesus diz que há
várias moradas na casa do Pai, que é o Universo, e que as moradas dos espíritos
são os inúmeros planetas habitados que foram criados por Deus para povoar a sua
criação.
A classificação espírita divide os mundos em 5
principais categorias, conforme o grau de evolução material e moral dos
habitantes destes planetas.
- Mundos Primitivos
- Mundos de Expiação e Provas
- Mundos Regeneradores
- Mundos Felizes
- Mundos Celestes ou Divinos
Então Mundos
de Expiações e Provas: é a situação atual do nosso planeta,
que nos oferece o exemplo de um dos tipos de mundos expiatórios.
Os espíritos têm que lutar ao
mesmo tempo contra a perversidade dos homens e a inclemência da natureza.
O mal predomina sobre o bem, e conseqüentemente
o sofrimento predomina sobre a felicidade.
Os espíritos aí encarnados têm
que expiar, ou seja, consertar erros do passado, de outras encarnações, e ao
mesmo tempo passar por provações, cujo objetivo é fazer evoluir as qualidades
do coração e da inteligência.
Conclui-se então que são dois
objetivos que norteiam a destinação da Terra. São eles:
EXPIAÇÃO: O Homem não
é punido, portanto, sempre, ou completamente na sua existência presente, mas
jamais escapa das consequências de suas faltas. Toda dificuldade,
problema, doenças provenientes de atos errados que fizemos em uma vida passada.
Pois para toda ação existe uma reação, e para uma ação ruim vem uma reação ruim
em forma de sofrimentos e dores. Nós nem sempre recebemos estas reações na
mesma vida que praticamos o erro, então elas ficarão para o resgate em uma
próxima reencarnação. É assim que age a justiça divina, que tem o objetivo
maior de ensinar e nunca de castigar.
PROVAÇÃO: As provas têm por fim exercitar a inteligência, assim como a paciência e a resignação. São também frutos das atitudes dos outros com quem interagimos. São situações que passamos e que têm a finalidade de exercitar a nossa inteligência, paciência e a nossa resignação. Não têm, necessariamente, nada a ver com atos que fizemos em outras encarnações, mas sim, são frutos de atitudes que tomamos ou deixamos de tomar nesta colocados a conviver nesta vida. Por isso que é necessário compreendermos o que estamos fazendo aqui para aceitarmos melhor as pequenas alfinetadas diárias que a vida nos oferece, e que visam nos educar
PROVAÇÃO: As provas têm por fim exercitar a inteligência, assim como a paciência e a resignação. São também frutos das atitudes dos outros com quem interagimos. São situações que passamos e que têm a finalidade de exercitar a nossa inteligência, paciência e a nossa resignação. Não têm, necessariamente, nada a ver com atos que fizemos em outras encarnações, mas sim, são frutos de atitudes que tomamos ou deixamos de tomar nesta colocados a conviver nesta vida. Por isso que é necessário compreendermos o que estamos fazendo aqui para aceitarmos melhor as pequenas alfinetadas diárias que a vida nos oferece, e que visam nos educar
.
“Ai do mundo por causa
dos escândalos, porque é necessário que venham os escândalos, mas ai daquele
homem por que os escândalos vêm” (Mateus l8:7).
Escândalos: Nesta passagem
Jesus afirma que os sofrimentos são necessários no estágio atual do nosso
planeta, pois há espíritos atrasados que causam as dores e outros espíritos
também atrasados que precisam passar por isto para o seu aprendizado. Mas ai
daquele que faz o seu semelhante sofrer, pois ele colherá frutos amargos das
sementes ruins que plantou durante a sua vida aqui neste planeta.
“Em verdade vos digo,
que tudo o que ligardes na terra, será ligado no céu e tudo o que desligardes
na terra, será desligado no céu” (Mateus l8:l8).
Esta frase de Jesus confirma
que só encarnados é que consertaremos os erros que cometemos. E é na matéria
que iremos aplicar os conhecimentos que aprendemos, mudando o nosso espírito e
superando os nossos limites morais e intelectuais.
Que nossa felicidade estará ligada naquilo que mais estimarmos, ou seja, se gostarmos mais das coisas da terra do que das do espírito, nossa paz dependerá de como estiver a situação material por qual estivermos passando.
Que nossa felicidade estará ligada naquilo que mais estimarmos, ou seja, se gostarmos mais das coisas da terra do que das do espírito, nossa paz dependerá de como estiver a situação material por qual estivermos passando.
E como a vida na matéria é
inconstante, nossa felicidade também será assim. Ao passo que se tivermos nosso
coração, nossos desejos, principalmente na parte espiritual, nas coisas de
Deus, alcançaremos a paz de espírito, pois o que vem do céu é constante. Ou
seja, só porque estamos encarnados nesta fantástica escola chamada Terra, não
significa que estamos fadados a sermos infelizes. Felicidade é um estado de
espírito e se observarmos aquilo que nos foi ensinado pelo Mestre, seremos
felizes e as provas, as expiações, as
pandemias serão usadas por nós para crescermos na prática da resignação, da
resiliência, da aceitação, da caridade, da misericórdia, da piedade com fé e
com esperança.
“A Terra chegou a um
de seus períodos de transformação, e vai passar de um mundo expiatório a mundo
regenerador. – Então os homens encontrarão nela a felicidade, porque a Lei de
Deus a governará” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.
III, item 19).
Usando esta frase do Evangelho
Segundo o Espiritismo, temos que, salientar, que a Terra está perto de uma de
suas fases de transição e que só ficarão aqui espíritos que tiverem merecimentos
para viverem em um mundo mais civilizado, onde o bem predominará sobre o mal.
Os indivíduos trabalharão primeiro para o bem coletivo e depois pensando na
individualidade. Mas, como a natureza não dá saltos, situações difíceis
acontecerão na vida das pessoas, para separar joio do trigo. E quem persistir
no bem, não se deixando levar pelas imperfeições, poderá encontrar a paz de
espírito que tanto busca.
Somos espíritos imortais, Deus nos criou para
sermos felizes e a nossa meta é a angelitude e a cocriação de sua obra, numa
feliz e eterna comunhão. Que para tal é necessário que façamos reformas
em nossos caracteres,
pensamentos e ações ao longo de inúmeras reencarnações, para nos livrarmos dos
velhos vícios morais, que fomos adquirindo fazendo mau uso do nosso livre
arbítrio e optando por péssimas escolhas cegos e surdos a nossa consciência.
Enfim para fazermos de nossa encarnação num mundo de expiação e prova basta
seguirmos o ensinamento do Cristo, “ama
teu próximo como a ti mesmo e faz ao teu próximo tudo que gostaria que te
fizessem”.
