O
PROBLEMA DE AGRADAR
Hoje iremos dar continuidade ao
estudo do Livro “Pão Nosso” psicografado por Francisco Candido Xavier, ditado
pelo espírito Emmanuel e o tema que nos foi proposto está no capítulo 47, sob o
título: “O Problema de Agradar”.
O texto começa com uma citação de
Paulo que está em Gálatas 1:10 e nos diz: “Se estivesse ainda agradando aos
homens, não seria servo de Deus”.
Vamos então
significar a palavra agradar, que nos diz da ação de ser agradável de
animar, acarinhar, afagar, causar satisfação.
Concluímos que agradar o próximo é
ser bom, é levar felicidade, e agradar pode ser com uma ação, também com um
conselho, com a realização de um sonho, com uma infinidade de outros
procedimentos.
Mas, vivemos em um mundo de provas
e expiações, onde o culto as coisas inerentes a matéria têm muito valor e por
isso se faz necessário entender que ser bom, não significa ser “bonzinho”.
Ser bom nos diz o Evangelho Segundo
o Espiritismo no capítulo XVII, em Sede Perfeitos, que é ser um homem de bem,
fazendo ações que são agradáveis a todos.
Agora, ser “bonzinho” é agradar
sem observar leis éticas e morais a tal ponto que ser bonzinho se confunde com bajular,
adular geralmente para troca de favores ou para se isentar da responsabilidade
de ser exemplo, de instruir, etc.
Assim vemos pais, avós, tios,
irmãos, ou tutores sendo bonzinhos com seus filhos, tutelados, e por aqueles
que somos responsáveis, liberando todo atendimento de vontades, desejos, construindo
pessoas que não saberão na fase adulta lidar com o não, com a impossibilidade
de se realizar o tudo, com as perdas e os fracassos.
Então entendemos, que temos que agir com consciência, com
responsabilidade no intuito de agradar, para não cairmos nas armadilhas de
nossa invigilância. Existe um ditado que diz: “não se pode agradar a gregos e
troianos ao mesmo tempo”, ou seja, no ato de agradar uns por vezes,
desagradamos a outros.
Mas vamos aprofundar mais o
assunto, com a interpretação que Emmanuel nos dá nas palavras de Paulo.
Emmanuel nos esclarece que os
discípulos do mestre devem estar atentos com o cumprimento de seus deveres nos
trabalhos que foram chamados a executar a cada dia deixando-se orientar de
forma tranquila e isolada pela consciência, não dando guarida as opiniões sem
razão.
O aprendiz fiel do Mestre será
um trabalhador diferente, pois nos conflitos que surgem na marcha, ele não
cederá as exigências e caprichos da multidão.
Esta por sua vez dispensará
carinho e admiração para obter seus intentos, que não lograrão êxito, se este
trabalhador do Mestre tiver alicerçado em si o Evangelho.
Conhecemos o conselho do Mestre
que diz: orai e vigiai e aqui se aplica para que o mensageiro da boa nova não
fique inquieto com os pareceres do mundo a seu respeito e que as armadilhas
para o desviar do caminho surgirão e quando estiver em prosperidade material,
concedida por Jesus, que é sabedor do uso que este trabalhador fará, muitos
vizinhos lhe perguntarão maliciosos como consegue sucessivos êxitos e, quando
advém a pobreza o povo vai julgar e culpar as dificuldades responsabilizando as
sublimes ideias esposadas.
Emmanuel nos diz que temos que
trabalhar para os homens, sabendo que a obra integral pertence ao Cristo e que
o mundo vai compreender o esforço do servidor sincero em outra ocasião, em
outro patamar evolutivo.
Em diversas ocasiões as opiniões
populares vão se assemelhar a gritaria das assembleias infantis, que não
suportam os educadores engajados nas linhas de ordem e elevação, trabalho e
aproveitamento.
Que o trabalhador sincero do
Cristo, saiba operar sem se preocupar com os juízos errôneos das criaturas.
Jesus o conhece e isto basta.
