sábado, 11 de maio de 2024

O PROBLEMA DE AGRADAR

 

O PROBLEMA DE AGRADAR

 

           

           Hoje iremos dar continuidade ao estudo do Livro “Pão Nosso” psicografado por Francisco Candido Xavier, ditado pelo espírito Emmanuel e o tema que nos foi proposto está no capítulo 47, sob o título: “O Problema de Agradar”.

            O texto começa com uma citação de Paulo que está em Gálatas 1:10 e nos diz: “Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Deus”.

             Vamos então significar a palavra agradar, que nos diz da ação de ser agradável de animar, acarinhar, afagar, causar satisfação.

             Concluímos que agradar o próximo é ser bom, é levar felicidade, e agradar pode ser com uma ação, também com um conselho, com a realização de um sonho, com uma infinidade de outros procedimentos.

             Mas, vivemos em um mundo de provas e expiações, onde o culto as coisas inerentes a matéria têm muito valor e por isso se faz necessário entender que ser bom, não significa ser “bonzinho”.

            Ser bom nos diz o Evangelho Segundo o Espiritismo no capítulo XVII, em Sede Perfeitos, que é ser um homem de bem, fazendo ações que são agradáveis a todos.

             Agora, ser “bonzinho” é agradar sem observar leis éticas e morais a tal ponto que ser bonzinho se confunde com bajular, adular geralmente para troca de favores ou para se isentar da responsabilidade de ser exemplo, de instruir, etc.

             Assim vemos pais, avós, tios, irmãos, ou tutores sendo bonzinhos com seus filhos, tutelados, e por aqueles que somos responsáveis, liberando todo atendimento de vontades, desejos, construindo pessoas que não saberão na fase adulta lidar com o não, com a impossibilidade de se realizar o tudo, com as perdas e os fracassos.

              Então entendemos, que  temos que agir com consciência, com responsabilidade no intuito de agradar, para não cairmos nas armadilhas de nossa invigilância. Existe um ditado que diz: “não se pode agradar a gregos e troianos ao mesmo tempo”, ou seja, no ato de agradar uns por vezes, desagradamos a outros.

              Mas vamos aprofundar mais o assunto, com a interpretação que Emmanuel nos dá nas palavras de Paulo.

              Emmanuel nos esclarece que os discípulos do mestre devem estar atentos com o cumprimento de seus deveres nos trabalhos que foram chamados a executar a cada dia deixando-se orientar de forma tranquila e isolada pela consciência, não dando guarida as opiniões sem razão.

               O aprendiz fiel do Mestre será um trabalhador diferente, pois nos conflitos que surgem na marcha, ele não cederá as exigências e caprichos da multidão.

                Esta por sua vez dispensará carinho e admiração para obter seus intentos, que não lograrão êxito, se este trabalhador do Mestre tiver alicerçado em si o Evangelho.

              Conhecemos o conselho do Mestre que diz: orai e vigiai e aqui se aplica para que o mensageiro da boa nova não fique inquieto com os pareceres do mundo a seu respeito e que as armadilhas para o desviar do caminho surgirão e quando estiver em prosperidade material, concedida por Jesus, que é sabedor do uso que este trabalhador fará, muitos vizinhos lhe perguntarão maliciosos como consegue sucessivos êxitos e, quando advém a pobreza o povo vai julgar e culpar as dificuldades responsabilizando as sublimes ideias esposadas.

              Emmanuel nos diz que temos que trabalhar para os homens, sabendo que a obra integral pertence ao Cristo e que o mundo vai compreender o esforço do servidor sincero em outra ocasião, em outro patamar evolutivo.

              Em diversas ocasiões as opiniões populares vão se assemelhar a gritaria das assembleias infantis, que não suportam os educadores engajados nas linhas de ordem e elevação, trabalho e aproveitamento.

               Que o trabalhador sincero do Cristo, saiba operar sem se preocupar com os juízos errôneos das criaturas.

                Jesus o conhece e isto basta.