“O Dever e a Transformação Íntima - Contigo
Mesmo”
Baseada no Livro dos Espíritos (Cap. XVII) e no livro
Renovando Atitudes, de Hammed
Boa noite a todos, que a paz do Mestre Jesus nos envolva e
fortaleça os nossos corações!
Hoje, convido cada um de vocês a uma caminhada íntima, um
mergulho sereno em nós mesmos, através de dois temas que se entrelaçam como o
espírito e a consciência:
“O Dever”, conforme o Livro dos Espíritos, e “Contigo Mesmo”,
do livro Renovando Atitudes, psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto,
pelo espírito Hammed.
1. O dever – A lei silenciosa da consciência
Allan Kardec, ao tratar do dever no Capítulo XVII de O Livro
dos Espíritos, nos ensina que:
“O dever é a obrigação moral para consigo mesmo, em
primeiro lugar, e depois para com os outros.”
E continua:
“O dever é a lei da vida. Encontra-se nos mais ínfimos detalhes, como nos atos mais elevados.”
É a voz da consciência, que nos chama à fidelidade com o que
é justo, bom e verdadeiro.
2. Contigo Mesmo – O início da verdadeira mudança
É nesse ponto que entra a preciosa lição do espírito Hammed,
em Renovando Atitudes, capítulo “Contigo Mesmo”.
“Enquanto não nos decidirmos a nos libertar das máscaras do ego e das ilusões do orgulho, permaneceremos em guerras internas.”
Transformar o mundo começa por transformar a si mesmo.
E transformar-se exige olhar com sinceridade para as próprias
imperfeições — sem medo, sem culpa e sem disfarces.
3. O dever de ser verdadeiro
No mesmo trecho do Livro dos Espíritos, encontramos esta
frase marcante:
“O mérito está na dificuldade vencida.”
Cumprir o dever não é parecer correto.
É agir com retidão, mesmo que ninguém esteja vendo.
É resistir ao impulso do egoísmo, ao arrastamento do orgulho,
mesmo que ninguém aplauda.
E Hammed completa:
“Aceitar-se como se é, sem se acomodar com o que se é, é o
início da verdadeira transformação.”
Aceitar-se... sem se acomodar.
Olha que equilíbrio bonito entre amor e responsabilidade!
4. A transformação começa contigo mesmo]
Amigos e amigas, o dever não é um caminho de culpa, mas de
luz interior.
Não é auto exigência impiedosa, mas compromisso com o
progresso espiritual.
Começa com o dever de sermos fiéis à nossa consciência.
O dever de calar quando a palavra machuca.
O dever de agir quando a omissão prejudica.
O dever de perdoar, mesmo que doa.
E o dever de se perdoar, mesmo após ter caído.
5. O dever como ato de amor
Cumprir o dever é um ato de amor.
E esse amor, antes de ser para o outro, é um compromisso
contigo mesmo.
“Sede perfeitos, como perfeito é o vosso Pai Celestial” —
disse Jesus.
Mas Ele sabia que nossa perfeição é um caminho, não um ponto
de chegada.
Por isso, o dever, mais do que cobrar perfeição, nos convida
à sinceridade:
Ser autêntico. Ser verdadeiro. Ser melhor do que fomos
Para concluirmos:
O dever verdadeiro não oprime — liberta.
Não aprisiona — desperta.
E sua raiz está em ti.
Renova tua atitude.
Escuta tua consciência.
Faz o bem mesmo quando ninguém vê.
E lembra-te:
O dever de te melhorares é o teu maior gesto de amor ao
mundo.
Tudo começa... contigo mesmo.
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[Encerramento:]
Que possamos sair daqui hoje com o coração mais leve e o
espírito mais comprometido com essa jornada de transformação.
Não para sermos santos de aparência, mas espíritos sinceros
na busca da luz.
Muita paz a todos, e que Jesus nos abençoe!
