quinta-feira, 1 de agosto de 2024

SOCORRE A TI MESMO

 SOCORRE  A  TI  MESMO

 

         

          Para nosso estudo de hoje, vamos dar continuidade no livro “Pão Nosso, psicografado por Francisco Candido Xavier, ditado pelo espirito Emmanuel.

           O tema de hoje está no capítulo 51, sob o título “Socorre a ti Mesmo”.

           Emmanuel começa o texto retirando um fato da Bíblia, de Mateus (9:35), que diz: “Pregando o Evangelho do reino e curando todas enfermidades”.

           Sabemos que o Mestre onde ia pregava a Boa Nova, que era o advento do reino dos céus, através do Evangelho.

            Nesse processo também realizava inúmeras curas à todas as enfermidades.

            E quando se fala todas enfermidades, se quer dizer todas mesmas, ou seja, as doenças do físico, da matéria e também as doenças da alma.

            Emmanuel nos faz entender que Jesus sabia que as doenças da alma e aqui se incluem os vícios, a falta de virtudes, as más tendências, o mal em si necessitam de socorro e tratamento bem como as doenças inerentes a matéria.

             Assim ele faz uma correlação entre os dois tipos de doença corpo e alma, fornecendo o caminho para cura ou prevenção.

             Então:

              Cura a catarata e a conjuntivite, mas corrige a visão espiritual de teus olhos.

              Aqui nos diz para termos cuidado com os olhos, pois são os órgãos da visão, mas que saibamos corrigir a visão espiritual, sabendo enxergar o próximo como um irmão, vendo como praticar o bem, não observar as falhas dos outros no intento de julgar, ao ver o sofrimento do outro usar de empatia para auxiliar.

 

              Defende-te contra a surdez, entretanto, retifica o teu modo de registrar as vozes e solicitações variadas que te procuram.

              Nos aconselha que cuidemos do nosso aparelho auditivo, afim de que não venhamos a ficar surdos ao mesmo tempo que nos diz para que saibamos ouvir as vozes e solicitações daqueles que nos procuram, dando, pois, ouvidos ao que é certo.

 

              Medica a arritmia e a dispnéia, contudo, não entregues o coração à impulsividade arrasadora.

               Que se medique as causas de descompasso e acelerações do batimento cardíaco, mas que sejamos brandos e pacíficos, não usando a impulsividade exacerbada para dirigir nossos atos.

 

               Combate a neurastenia e o esgotamento, no entanto, cuida de reajustar as emoções e tendências.

                Combater a irritação exagerada, o mau humor o esgotamento, que traz a cefaleia e alterações do sono, entendendo, que para isso se faz necessário reajustar as emoções e tendencias, controlando assim pensamentos e atos, para um proceder equilibrado.

 

                Persegue a gastralgia, mas educa teus apetites à mesa,

               Procura a cura para a dor do estomago, mas não esquece de educar o apetite a mesa, pois que esta doença moral é conhecida com o nome de gula e que se torna um vício, comprometendo todo organismo corpóreo e espiritual uma vez que ficamos presos psiquicamente a matéria, ao excesso de comida e essa fome fictícia é na realidade uma manifestação irracional de nosso instinto animal.

 

               Melhora as condições do sangue, todavia não o sobrecarregues com os resíduos de prazeres inferiores.

                O sangue é o líquido de vida orgânica presente em nossos corpos, alimentando nossos órgãos e todos desregramentos que fazemos em busca de prazeres inferiores, mundanos, efêmeros, com certeza passada a ocasião deixará resíduos prejudiciais no organismo e também um imenso vazio na alma.

 

                 Guerreia a hepatite, entretanto livra o fígado de excessos que te comprazes.

                 Guerrear a hepatite diz respeito a controlar o que entra pela boca em forma de comida e bebida, mas Emmanuel, recomenda não se deixar levar por excessos, sem controle, só porque nos dão prazeres, que nos aprisionam mais e mais na matéria.

 

                 Remove os perigos da uremia, contudo, não sufoques, os rins com os venenos de taças brilhantes.

                 Na ingestão de bebidas alcoólicas os rins como filtros do corpo humano são os primeiros a serem prejudicados e não esqueçamos que as taças brilhantes levam em seu interior esses venenos que são causadores de vícios e tantas desgraças, levando muitos ao desencarne prematuro, a lares desfeitos a uma vida de sofrimento e solidão.

                  Desloca o reumatismo dos membros, reparando, porém, o que fazes com teus pés, braços e mãos.

                  Sair da inercia, mas atuando com responsabilidade com o que fazemos no uso de nossos membros, ou seja, usá-los para promover o bem, abraçando, cuidando, acarinhando, protegendo a todos,

 

                   Sana os desacertos cerebrais que te ameaçam, todavia, aprende a guardar a mente no idealismo superior e nos atos nobres.

                   Curar nossos desacertos cerebrais, aprendendo a manter a mente, o pensamento no idealismo superior e nos atos nobres, para que nossas ações não venham contradizer o Evangelho do Cristo.

 

                     Por fim Emmanuel nos fala que as doenças vêm da alma e se manifestam no corpo.

                     Que os vícios, as más tendências, nascem na alma e somos nós que as criamos com nossas escolhas no uso do livre arbítrio e como toda a ação gera consequências para o mal ou para o bem, respondemos por elas.

                     Emmanuel nos aconselha a nos consagrarmos a nossa própria cura, mas que não nos esqueçamos de pregar o Reino Divino aos nossos órgãos, pois são vivos e educáveis.

                     Cabe a nós, com pensamento puro e vontade firme comandarmos o barco do organismo para o bem, pois se assim não o fizermos a intervenção dos remédios se mostrará inútil.

                      Para encerrar reflitamos, que somos espíritos em construção, habitando um corpo de carne e morando num planeta de provas e expiações, onde temos que cuidar desse corpo e dessa alma para alçar voos maiores na nossa evolução.

                      

A LEI DE DESTRUIÇÃO E A FÉ

 A Lei de Destruição e a Fé.  


Tendo em vista o flagelo que se abateu no Rio Grande do Sul, com enchentes em muitas cidades, o tema escolhido é sobre a lei de Destruição e a Fé. 

O Livro dos Espíritos, obra basilar da doutrina espírita, é dividido em quatro (4) livros, contendo no livro terceiro (3º), capítulos I a VI o tema que iremos ver nesta noite, que é a lei de Destruição. 

Por ocasião da codificação da doutrina, Alan Kardec indaga aos espíritos sobre a Lei Natural ao que eles esclarecem serem as leis de Deus, imutáveis, eternas, perfeitas regendo o universo material e o universo moral, as únicas verdadeiras para a felicidade do homem, indicando-lhe o que fazer e não fazer para ser feliz. 

Dentre estas leis, vamos encontrar a Lei de Destruição, que temos visto ao longo dos tempos agindo com a extinção de espécimes da fauna e flora, com desaparecimento de civilizações inteiras, com transformações geográficas do orbe, com guerras e barbáries humanas, com a morte de estrelas e sóis no universo, até onde nossa vista alcança, com flagelos diversos e pandemias. 

Os espíritos lhe dizem que é preciso que tudo se destrua para renascer e se regenerar e que o que chamamos de destruição é somente o processo de transformação para renovar e melhorar os seres vivos. 

Já está mais que na hora de entendermos que somos espíritos vestindo um corpo de carne e não o contrário e que este corpo físico tem prazo de validade, que vai do berço ao tumulo e que serve para evolução, desde quando viemos com a condição de princípio inteligente e que indestrutível sofre diferentes metamorfoses para evoluir. 

Se observarmos atentamente, vamos ver que nosso planeta vem sendo acometido de tempos em tempos, por diferentes flagelos, desastres e pandemias, incluindo aqui as guerras e vemos que a humanidade sai sempre melhor e que nesses momentos aflora o melhor das pessoas, muito embora também alguns mostram o seu pior, mas tudo faz parte dos planos divinos e nosso planeta tem em seu comando nosso amado mestre Jesus. 

Temos que mudar nossos paradigmas e ver que a morte não é a cessação da vida, pelo contrário é a porta para uma nova vida e que essas desgraças tem o sentido de nos despertar. Importante que entendamos que muitos, ou melhor, todos flagelos, guerras, pandemias, tem o homem como causador.

 Então essas coisas não são castigos de Deus, uma vez que Deus não castiga ninguém, mas são consequências de nossas escolhas, ao desarmonizarmos o planeta, vamos pagar o preço, com enchentes, incêndios, verões causticantes, invernos rigorosíssimos e doenças. Deus por sua vez permite, pois temos livre arbítrio e consciência e condições de fazermos as escolhas. 

Como já dissemos temos que mudar nossa visão, para citar um exemplo, graças a Segunda Guerra Mundial, desenvolveram-se as ideias para a ida do homem à Lua, o uso do Césio para bombardear na radioterapia os canceres e tantas outras invenções e descobertas, que vem facilitando nossas vidas. 

Chegamos à conclusão que a destruição está entranhada na natureza, ou seja, a lei de destruição não é um elemento acidental, mas estrutural e que falando da morte orgânica, tudo que possui forma, tudo que nossos olhos veem, está sujeito a destruição. 

A respeito de uma citação do Cristo que diz que “o Reino de Deus não vem com aparências exteriores”, Emmanuel nos diz que tudo que os olhos mortais podem contemplar está morto ou está morrendo. Todos estamos caminhando em direção ao nosso velório e cada dia vivido é um dia a menos como reencarnado, sendo inúmeras as causas para provocar nossos desencarnes, por exemplo: idade avançada com falência dos órgãos, pandemias, catástrofes, guerras, flagelos, etc. 

 Quando desencarnamos, não levamos nada, ficam os bens materiais casa, carro, conta bancária, roupas, pessoas, donde entendemos que a desencarnação é uma profunda renovação e a cada nova existência adquirimos um novo grau de perfeição. 

Os animais tem que passar pela destruição, para que o princípio inteligente aprenda os automatismos que hoje temos. Haroldo Dutra renomado palestrante espírita, cita como exemplo a inocente zebrinha pastando e bebendo água num rio, quando sorrateiramente vem um crocodilo e devora a coitadinha. 

Esse princípio inteligente armazena esse fato e o coloca como automatismo, no seu instinto para a próxima encarnação. Para nós que só vemos a forma, esses impactos são muito dolorosos, mas para Deus o olhar é outro, pois a morte não existe, o espírito é imortal e Deus cria seres imortais. É preciso ver o fim para apreciar os resultados. 

Classificamos como flagelos, o que deveríamos entender como renovação, porque só vemos a forma e não o objetivo, que é nos conduzir pela encarnação e desencarnação a um patamar evolutivo melhor, até chegarmos à condição de espíritos puros. 

Progresso se faz com nascimentos e velórios.

 E onde entra a fé nesse contexto? 

Primeiramente temos que entender o que é fé. 

 Fé não é apenas crer em Deus. Todos que professam uma religião até mesmo aqueles a que chamam pagãos acreditam em Deus. E isto é ter fé? É claro que não fé é muito além de crer, pois aqueles que apenas creem estão somente envolvidos e a verdadeira fé em Deus exige que se esteja comprometido. 

Para exemplificar: num café da manhã com ovos, a galinha está apenas envolvida (bota o ovo e vai embora), mas o ovo, esse está comprometido. 

Então a fé raciocinada é esse entendimento, que tudo está correto na criação, que Deus é infinitamente bom e justo, que os perrengues porque passamos são consequências de nossas escolhas e os falados flagelos servem para nosso aprimoramento onde vamos exercer a aceitação, a resignação, a resiliência, o sentimento de fraternidade e amor, praticando a caridade, olhando a todos como Jesus ensinou e exemplificou, ou seja fazendo ao outro o queríamos que nos fizessem. 

E para encerrar, quando vierem as águas invadindo nossas casas, levando nossos carros, empregos, pessoas, vamos fazer o possível e o impossível para superar as dificuldades, dando o nosso melhor, mas com fé, sem maldizer a vida, pois tudo é para um bem maior e não esqueçamos, que Jesus está no comando dessa nau chamada planeta Terra e nada de errado pode acontecer. 

 

ÊXITOS E INSUCESSOS

 

ÊXITOS  E  INSUCESSOS

 


Dando continuação ao estudo do livro “Pão Nosso”, psicografado por Francisco Cândido Xavier e ditado pelo espírito Emmanuel, o tema de hoje está no capítulo 56, sob o título, Êxitos e Insucessos.

Este texto começa com uma frase de Paulo, que está na Bíblia, (Filipenses, cap.4, vers.12) e diz: “Sei viver em penúria e também sei viver em abundância”.

Se fizermos uma leitura rápida nesta frase, ela nos dirá somente o óbvio, mas Paulo sempre nos diz muito mais em uma única frase e Emmanuel vai fundo numa interpretação abrangente e esta singela frase assume uma bússola para o bem viver.

Paulo nos mostra a necessidade de sabermos compreender e aceitar as provas do êxito e da fartura, mantendo um equilíbrio para um bom viver.

Emmanuel nos fala, que existem em cada comunidade social, muitas pessoas, preocupadas por demais, por motivos particularistas, em estarem em evidência, acreditando serem modelos de sucesso, sejam por aptidões físicas, intelectuais e na mais das vezes materiais.

Essas pessoas são as que menos aproveitarão as oportunidades de se destacar na prática do bem coletivo, pois seus interesses orbitam tão somente em torno de si mesmas, desperdiçando assim a elevação que a vida lhes confere.

Por estarmos num planeta de provas e expiações, presos a carne, supervalorizamos a matéria e os bens materiais, entendendo que ter êxito na vida é ser bem sucedido, com muito dinheiro, é ser possuidor de boas casas de bons carros, ter o casamento perfeito, filhos que só nos trazem alegrias, uma profissão de sucesso e que o insucesso é o oposto disto tudo.

Emmanuel diz nas entrelinhas deste texto que os êxitos e os insucessos, são provas que fazem parte do aprendizado nas reencarnações e que ora viremos na fartura e ora na penúria, entendemos então que em algum momento passaremos por esta provas e se quisermos sair vitoriosos, temos que fazer como Paulo sabendo viver com equilíbrio tanto na penúria como na abundância.

Para exemplificar vamos imaginar alguém que obteve este êxito material que descrevemos e de posse de todas essas benesses essa pessoa, por ser como nós um espírito em construção, se deixe levar pelo orgulho, pautando suas ações em atos supérfluos para evidenciar cada vez mais a si própria, acabando por perder essa reencarnação e com certeza terá que retornar sem o que lhe foi emprestado para evoluir moralmente.

Vamos a outro exemplo de alguém que só teve insucessos na vida, desempregado, pobre, casamento desfeito, lar desmoronado, sem casa, sem carro, mas essa pessoa não se revolta nem com Deus, nem com os outros, nem consigo mesmo ao contrário, aceita, resigna-se e resiliente ergue a cabeça e segue a luta com esperança e fé, que um dia tudo passará.

A pergunta que fica, quem foi o que obteve êxito e quem foi que teve o insucesso?

Temos que lembrar, que somos espíritos encarnados e, portanto, iremos desencarnar e o que importa é amealhar valores para o espírito e que tudo aquilo que conseguimos quando em nossa estada terrena é para construir esses valores.

Na maioria das vezes, aqueles que aprenderam a suportar a pobreza é que irão gerir melhor os bens materiais adquiridos, demonstrando que por vezes a riqueza seja talvez uma prova mais difícil que a pobreza.

Para quem não trabalhou para adquirir a riqueza material, por vezes é causa de crimes, separações, perturbações.

Pais trabalhadores e honestos com exemplo e ensinamentos, formarão filhos com mentalidade voltada para o bem, para construção de suas vidas com esforço próprio, se pisar nos outros respeitando e acolhendo o próximo, cumprindo as palavras do mestre, “fazer ao próximo aquilo que queremos que nos façam” e “amar ao próximo como a si mesmo”, ao passo que progenitores egoístas e descuidados vão favorecer nos descendentes a inutilidade e a preguiça.

Emmanuel nos fala, que Paulo de Tarso, na lição a igreja em Filipos reforça a ideia de valorizarmos em nossas vidas tanto a riqueza como a pobreza, tanto a escassez como a abundância.

Emmanuel encerra esse texto, afirmando que tanto o Êxito como o Insucesso, são com duas taças com elementos diversos, que servem adaptados para a mesma finalidade sublime, que em resumo é despertar o homem de bem.

Por ignorância encontramos no êxito, o licor para a embriaguez e no insucesso a causa para desesperação.

Contudo o sábio saberá extrair da alegria e da dor, da escassez e da fartura o conteúdo divino, que vai fazer o verdadeiro êxito na sua caminhada.