ÊXITOS E INSUCESSOS
Dando continuação ao
estudo do livro “Pão Nosso”, psicografado por Francisco Cândido Xavier e ditado
pelo espírito Emmanuel, o tema de hoje está no capítulo 56, sob o título,
Êxitos e Insucessos.
Este texto começa com uma
frase de Paulo, que está na Bíblia, (Filipenses, cap.4, vers.12) e diz: “Sei
viver em penúria e também sei viver em abundância”.
Se fizermos uma leitura
rápida nesta frase, ela nos dirá somente o óbvio, mas Paulo sempre nos diz
muito mais em uma única frase e Emmanuel vai fundo numa interpretação
abrangente e esta singela frase assume uma bússola para o bem viver.
Paulo nos mostra a
necessidade de sabermos compreender e aceitar as provas do êxito e da fartura,
mantendo um equilíbrio para um bom viver.
Emmanuel nos fala, que
existem em cada comunidade social, muitas pessoas, preocupadas por demais, por
motivos particularistas, em estarem em evidência, acreditando serem modelos de
sucesso, sejam por aptidões físicas, intelectuais e na mais das vezes
materiais.
Essas pessoas são as que
menos aproveitarão as oportunidades de se destacar na prática do bem coletivo,
pois seus interesses orbitam tão somente em torno de si mesmas, desperdiçando
assim a elevação que a vida lhes confere.
Por
estarmos num planeta de provas e expiações, presos a carne,
supervalorizamos a matéria e os bens materiais, entendendo que ter êxito na
vida é ser bem sucedido, com muito dinheiro, é ser possuidor de boas casas de
bons carros, ter o casamento perfeito, filhos que só nos trazem alegrias, uma
profissão de sucesso e que o insucesso é o oposto disto tudo.
Emmanuel diz nas
entrelinhas deste texto que os êxitos e os insucessos, são provas que fazem
parte do aprendizado nas reencarnações e que ora viremos na fartura e ora na
penúria, entendemos então que em algum momento passaremos por esta provas e se
quisermos sair vitoriosos, temos que fazer como Paulo sabendo viver com
equilíbrio tanto na penúria como na abundância.
Para exemplificar vamos
imaginar alguém que obteve este êxito material que descrevemos e de posse de
todas essas benesses essa pessoa, por ser como nós um espírito em construção,
se deixe levar pelo orgulho, pautando suas ações em atos supérfluos para evidenciar
cada vez mais a si própria, acabando por perder essa reencarnação e com certeza
terá que retornar sem o que lhe foi emprestado para evoluir moralmente.
Vamos a outro exemplo de
alguém que só teve insucessos na vida, desempregado, pobre, casamento desfeito,
lar desmoronado, sem casa, sem carro, mas essa pessoa não se revolta nem com
Deus, nem com os outros, nem consigo mesmo ao contrário, aceita, resigna-se e
resiliente ergue a cabeça e segue a luta com esperança e fé, que um dia tudo
passará.
A pergunta que fica, quem
foi o que obteve êxito e quem foi que teve o insucesso?
Temos que lembrar, que
somos espíritos encarnados e, portanto, iremos desencarnar e o que importa é
amealhar valores para o espírito e que tudo aquilo que conseguimos quando em
nossa estada terrena é para construir esses valores.
Na maioria das vezes,
aqueles que aprenderam a suportar a pobreza é que irão gerir melhor os bens
materiais adquiridos, demonstrando que por vezes a riqueza seja talvez uma
prova mais difícil que a pobreza.
Para quem não trabalhou
para adquirir a riqueza material, por vezes é causa de crimes, separações,
perturbações.
Pais trabalhadores e
honestos com exemplo e ensinamentos, formarão filhos com mentalidade voltada
para o bem, para construção de suas vidas com esforço próprio, se pisar nos
outros respeitando e acolhendo o próximo, cumprindo as palavras do mestre, “fazer
ao próximo aquilo que queremos que nos façam” e “amar ao próximo como a si
mesmo”, ao passo que progenitores egoístas e descuidados vão favorecer nos
descendentes a inutilidade e a preguiça.
Emmanuel nos fala, que
Paulo de Tarso, na lição a igreja em Filipos reforça a ideia de valorizarmos em
nossas vidas tanto a riqueza como a pobreza, tanto a escassez como a
abundância.
Emmanuel encerra esse
texto, afirmando que tanto o Êxito como o Insucesso, são com duas taças com
elementos diversos, que servem adaptados para a mesma finalidade sublime, que
em resumo é despertar o homem de bem.
Por ignorância
encontramos no êxito, o licor para a embriaguez e no insucesso a causa para
desesperação.
Contudo o sábio saberá
extrair da alegria e da dor, da escassez e da fartura o conteúdo divino, que
vai fazer o verdadeiro êxito na sua caminhada.

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