terça-feira, 20 de dezembro de 2022

A LIÇÃO DO ESSENCIAL


 

A LIÇÃO DO ESSENCIAL


  Hoje daremos continuidade ao estudo do livro “Jesus no Lar”, psicografado por Francisco Cândido Xavier, ditado pelo espirito Néio Lúcio.  

  Este livro narra os ensinamentos do Mestre em singelas histórias, proferidas na casa de Simão Pedro, quando na prática do evangelho do lar, para tanto vamos ver o capítulo 44 do referido livro com o tema:   

 

A Lição do Essencial 

  

 

Discorriam os discípulos, entre si, quanto às coisas essenciais ao bem-estar, quando o Senhor, assumindo a direção dos pensamentos em dissonância, acrescentou:  

— É indispensável que a criatura entenda a própria felicidade para que se não transforme, ao perdê-la, em triste fantasma da lamentação. Longe das verdades mais simples da Natureza, mergulha-se o homem na onda pesada de fantasiosos artifícios, exterminando o tempo e a vida, através de inquietações desnecessárias. E, como quem recordava incidente adequado ao assunto, interrompeu-se por alguns instantes e retomou a palavra, comentando:  

— Ilustre dama romana, em companhia dum filhinho de cinco anos, dirigia-se da cidade dos Césares para Esmirna, em luxuosa galera de sua pátria. Ao penetrar na embarcação, fizera-se acompanhar de dois escravos, carregados de volumosa bagagem de jóias diferentes: colares e camafeus, braceletes e redes de ouro, adornados com pedrarias, revelavam-lhe a predileção pelos enfeites raros. Todo o pessoal de serviço inclinou-se, com respeito, ao vê-la passar, tão elevada era a expressão do tesouro que trazia para bordo.  

Tão logo se fez o barco ao mar alto, a distinta senhora converteu-se no centro das atenções gerais. Nas festas de cordialidade era o objetivo de todos os interesses pelos adornos brilhantes com que se apresentava.  

A excursão prosseguia tranquila, quando, em certa manhã ensolarada, apareceu o imprevisto. O choque em traiçoeiro recife abre extensa brecha na galera e as águas a invadem. Longas horas de luta surgem com a expectativa de refazimento; entretanto, um abalo mais forte leva o navio a posição irremediável e alguns botes descidos são colocados à disposição dos viajantes para os trabalhos de salvamento possível.  

A ilustre patrícia é chamada à pressa.  

O comandante calcula a chegada a porto próximo em dois dias de viagem arriscada, na hipótese de ventos favoráveis.  

A jovem matrona abraça o filhinho, esperançosa e aflita. Dentro em pouco ela atinge o pequeno barco de socorro, sustentando a criança e pequeno pacote em que os companheiros julgaram trouxesse as jóias mais valiosas. Todavia, apresentando o conteúdo aos poucos irmãos de infortúnio que seguiriam junto dela, exclamou:  

— “Meu filho é o que possuo de mais precioso e aqui tenho o que considero de mais útil. O insignificante volume continha dois pães e dez figos maduros, com os quais se alimentou a reduzida comunidade de náufragos, durante as horas aflitivas que os separavam da terra firme. O Mestre repousou, por alguns segundos, e acrescentou: 

— A felicidade real não se fundamenta em riquezas transitórias, porque um dia sempre chega em que o homem é constrangido a separar-se dos bens exteriores mais queridos ao coração. Os loucos se apegam a terras e moinhos, moedas e honras, vinhos e prazeres, como se nunca devessem acertar contas com a morte. O espírito prudente, porém, não desconhece que todos os patrimônios do mundo devem ser usados para nosso enriquecimento na virtude e que as bênçãos mais simples da Natureza são as bases de nossa tranquilidade essencial. Procuremos, pois, o Reino de Deus e sua justiça, tomando à Terra o estritamente necessário à manutenção da vida física e todas as alegrias ser-nos-ão acrescentadas. 

 

 

  Desde os tempos imemoriais, qual a eterna busca do homem? 

  A felicidade! 

  E onde está essa felicidade? 

  E o que é a felicidade? 

  Para podermos responder esses questionamentos temos que partir da ação de descobrirmos quem somos.

  Às vezes passamos a vida inteira sem sabermos quem somos no íntimo, quais nossas qualidades, nossos defeitos, nossos desejos e com isso não sabemos responder o que queremos, o que de fato queremos e ficamos iludidos no nosso desconhecimento e ficamos “navegando” num mundo de utopias, que nunca vão se realizar, por não sabermos focar o que é essencial para nossas vidas. 

  Vivemos tempos difíceis, em plena ebulição da passagem do orbe de planeta de provas e expiações para planeta de regeneração, onde o mal se contorce para que continuemos estacionados nesse plano onde o mal encontra eco e então nos vimos cercados de pandemias, guerras, violência de todas espécies e o pior a supervalorização do mundo material, do mundo físico, onde importa o ter e não o ser. 

  Somos influenciados pelo consumismo aliado ao orgulho e ao egoísmo a sermos os mais bonitos, a ter as melhores roupas, carros, casas, conforto supérfluo, a termos a posse de melhores parceiros e parceiras.

  E mais, conduzimos nossos filhos nesse sentido, almejando, serem bem sucedidos, ricos se for possível.

  E nesses objetivos colocamos a palavra felicidade, achando que só quem tem um ótimo emprego. uma casa espetacular, um carro do ano é que pode ser feliz.

  Mas, se observarmos com atenção que os bem sucedidos materialmente, também sofrem, também tem decepções, também cometem suicídios, também são infelizes, na maioria das vezes até mais que os pobres, pois vivem atormentados com a ganância, o egoísmo e o orgulho.

  Em suma vivemos correndo atrás dos bens terrenos, esquecendo-nos que nossa vida como encarnados é fugaz, uma vez, que se resume numa viagem do berço ao túmulo, durando uma média de oitenta anos. E o que é oitenta anos frente a eternidade, nada.

  Diz a música: “Que a vida é trem-bala parceiro, e a gente é só passageiro prestes a partir”

  Concluímos então, que temos a infeliz tendência de colocarmos o essencial, para nós, nos lugares errados, ou seja, ficamos priorizando a vida terrena e esquecemos que tudo que nos é dado, pelo Pai Celestial, é um empréstimo, para que sejamos bem sucedidos nessa encarnação, praticando a caridade, seguindo o exemplo e os ensinamentos do Mestre, mas que ao desencarnarmos, não levamos nada carros, casas, terrenos, até o corpo físico fica e teremos que dar conta do que fizemos com nossas vidas e com a do próximo.

  Aí sim, ficaremos sabendo se soubemos ou não descobrir o que é essencial.

  Então a felicidade é um estado da alma, essencial, espiritual, logo, não é na matéria que iremos encontrá-la.

  Jesus nos fala nessa história, que todos os patrimônios do mundo devem ser usados para nosso enriquecimento na virtude e que as bênçãos mais simples da Natureza são as bases de nossa tranquilidade essencial.

  Entendemos que a observância naquilo que não é supérfluo, é o essencial e necessário para a nossa vida como encarnados e vivendo assim iremos construindo uma vida coroada de amor, fraternidade, perdão, benevolência e quando tivermos cumpridos nossa jornada reencarnatória, poderemos partir com a consciência tranquila na certeza, que fizemos o melhor.

  Que nesse natal, agradeçamos ao aniversariante, Jesus, por tudo que fez e faz por nós, conduzindo-nos para o entendimento do que é verdadeiramente essencial e consequentemente para a nossa felicidade.

  

 

 

terça-feira, 8 de novembro de 2022

O VENENOSO ANTAGONISTA


 

 

O VENENOSO ANTAGONISTA

 

  

  Dando continuidade ao estudo do livro Jesus no Lar, psicografado por Francisco Candido Xavier, ditado pelo espírito Néio Lúcio, vamos ver hoje o texto do capítulo 40, denominado O Venenoso Antagonista.

  Convém lembrarmos que este livro é repleto de estórias contadas nas reuniões em casa de Simão Pedro, onde Jesus, por meio delas ensinava e fazia o Evangelho no Lar.

 

  Como foi dito, em determinada noite, refrescada de brisas cariciantes, Filipe, de mãos calejadas, falou das angústias que lhe povoavam a alma, com tanta emotivida e amargura que aflitivas notas de dor empolgaram a assembléia. E interpelado pelo respeitoso carinho de Pedro, que voltou a tanger o problema das tentações, o Mestre contou, pausadamente:

 

 

O Senhor, Nosso Pai, precisou de pequeno grupo de servidores numa cidade revoltada e dissoluta e, para isso, localizou no centro dela uma família de cinco pessoas, pai, mãe e três filhos que o amavam e lhe honravam as leis sábias e justas. Aí situados, os felizes colaboradores começaram por servi-lo, brilhantemente. Fundaram ativo núcleo de caridade e fé transformadora que valia por avançada sementeira de vida celeste; e tanto se salientaram na devoção e na prática da bondade que o Espírito das Trevas passou a mover-lhes guerra tenaz. A princípio, flagelou-os com os morcegos da maledicência; todavia, os servos sinceros se uniram na tolerância e venceram. Espalhou ao redor deles, logo após, as sombras da pobreza; contudo, os trabalhadores dedicados se congregaram no serviço incessante e superaram as dificuldades. Em seguida, atormentou-os com as serpentes da calúnia; entretanto, os heróis desconhecidos fizeram construtivo silêncio e derrotaram o escuro perseguidor. Depois de semelhantes ataques, o Gênio Satânico modificou as normas de ação e enviou-lhes os demônios da vaidade, que revestiram os servos fiéis do Senhor de vastas considerações sociais, como se houvessem galgado os pináculos do poder de um momento para outro; entretanto, os cooperadores previdentes se fizeram mais humildes e atribuíam toda a glória que os visitava ao Pai que está nos Céus. Foi então que os seres escarninhos e perversos encheram-lhes a casa de preciosidades e dinheiro, de modo a entorpecer-lhes a capacidade de trabalhar; mas o conjunto amoroso, robustecido na confiança e na prece, recebia moedas e dádivas, passando-as para diante, a serviço dos desalentados e dos aflitos. Exasperado, o Espírito das Trevas mandou-lhes, então, o Demônio da Tristeza que, muito de leve, alcançou a mente do chefe da heróica família e disse-lhe, solene: — És um homem, não um anjo... Não te envergonhas, pois, de falar tão insistentemente no Senhor, quando conheces, de perto, as próprias imperfeições? Busca, antes de tudo, sentir a extensão de tuas fraquezas na carne!... Chora teus erros, faze penitência perante o Eterno! Clama tuas culpas, tuas culpas!... Registrando a advertência, o infeliz alarmou-se, esqueceu-se de que o homem só pode ser útil à grandeza do Pai, através do próprio trabalho na execução dos celestes desígnios e, entristecendo-se profundamente, acreditou-se culpado e criminoso para sempre, de maneira irremediável. Desde o instante em que admitiu a incapacidade de reerguimento, recusou a alimentação do corpo, deitou-se e, decorridos alguns dias, morreu de pesar. Vendo-o desaparecer, sob compacta onda de lamentações e lágrimas, a esposa seguiu-lhe os passos, oprimida de inominável angústia, e os filhos, dentro de algumas semanas, trilharam a mesma rota. E assim o venenoso antagonista venceu os denodados colaboradores da crença e do amor, um a um, sem necessidade de outra arma que não fosse pequena sugestão de tristeza. Interrompeu-se a palavra do Mestre, por longos instantes, mas nenhum dos presentes ousou Intervir no assunto. Sentindo, assim, que os companheiros preferiam guardar silêncio, o Divino Amigo concluiu expressivamente: — Enquanto um homem possui recursos para trabalhar e servir com os pés, com as mãos, com o sentimento e com a inteligência, a tristeza destrutiva em torno dele não é mais que a visita ameaçadora do Gênio das Trevas em sua guerra desventurada e persistente contra a luz.

 

 

 

  Esta singela estória contada pelo Mestre nos parece pueril, a princípio, mas é de uma profundidade absurda, sem contar sua atemporalidade, sendo aplicada, seus ensinamentos a todas as épocas.

  Começa, então, dizendo que Deus, nosso pai, precisa de nós para disseminarmos o bem, para semearmos a fé, a caridade, a benevolência e assim somos ferramentas para construção de um mundo fraterno e feliz.

  Mas, para tanto iremos encontrar como antagônicos ao bem, a inveja, o orgulho, o egoísmo que terão como armas a maledicência, a sombra da pobreza, a calúnia, a vaidade, a riqueza.

  Todo este conjunto é uma das faces do mal e o mal, quando ataca o faz na surdina, arquitetando planos, para explorar nossas fraquezas.

  Por exemplo: a maledicência e a calúnia são silenciosas e vão minando o que pensam e o que falam de nós.

  Por sua vez a vaidade, a pobreza, a riqueza, o orgulho e o egoísmo nos aprisionam em nós mesmos e num mundo materialista, onde importa o ter e não o ser.

  Jesus, com sua sabedoria conclui nesta estória, o pântano que é a TRISTEZA.

  Tristeza, palavra que combina com estar sem alegria, esmorecido, com falta de alegria, com o desânimo, prevalecendo no coração e nos atos.

  Sim sabemos, que por vezes ficamos tristes, com a perda de um ente querido, com um, desamor, com o desemprego, com uma doença, por vezes incurável e é normal derramarmos lágrimas, ficarmos um pouco perdidos, mas não podemos esquecer, que estamos num planeta escola e que tudo é passageiro, e a função das dores, não é castigo, mas decorrências de vidas passadas e atos da presente vida que servem como lições para o novo porvir na espiritualidade e na nossa evolução.

  Devemos nos conscientizar, como diz o renomado palestrante Haroldo Dutra, que temos que começar a pensar como espíritos imortais a caminho da perfeição e da felicidade plena e que a vida não consiste no caminho do berço ao túmulo. É muito mais que isso. Somos a soma de muitas reencarnações e seremos muito mais ainda.

  A tristeza é pois, uma doença da alma, que nos infringe danos também no corpo e no psiquismo, sendo por vezes carregada por nós para outras encarnações impregnadas no nosso perispirito, levando-nos a cometer desatinos, tais como o suicidio direto e indireto.

  O segredo para não entrarmos na vibe da tristeza é não cultuarmos a tristeza. É não curtir como se fosse legal entrar na fossa. Ficamos tristes, mas não damos importância capital a tristeza como se não houvesse mais nada no mundo.

  Se procedermos assim, vamos criando um campo magnético e vamos imantando tudo de ruim, espiritual e material.

  Quando nos deixamos envolver por essa tristeza infinta, desenvolvemos a auto piedade, que nos puxa mais para baixo ainda, sem contar que nosso campo vibratório vai ao encontro daqueles que estão desencarnados vibrando também nesse campo e que possívelmente ficaremos sintonizados criando uma obsessão.

  Para não entrarmos nessa ciranda é importante que observemos o conselho do mestre Orai e Vigiai, orar por aqueles que querem nos infringir a tristeza e vigiar nossas atitudes, nossos pensamentos, não alimentando a tristeza, para que ela não cresça e se torne um monstro que irá nos devorar.

  È no trabalho, seja ele qual for que iremos encontrar forças para vencer a tristeza. Ocupar-se é o segredo! Ocupar-se com o trabalho, com o trabalho no bem, ajudando o próximo, não ficando na ociosidade, assim não teremos nem tempo, nem disposição para ficarmos tristes, muito pelo contrário teremos sempre um sorriso certos de que tudo passa e que Deus sempre zela por nós.

 

 

domingo, 11 de setembro de 2022

O PROBLEMA DIFICIL

 

O PROBLEMA DIFICIL

 

 

  Hoje daremos continuidade, ao estudo do livro ¨Jesus no Lar¨, obra psicografada por Francisco Candido Xavier, ditada pelo espírito Neio Lúcio.

  Este livro trata de histórias do Mestre com seus discípulos, em noites reunidos à casa de Simão Pedro, visando levar os ensinamentos do Evangelho de forma singela e ao mesmo tempo profunda. A bem da verdade este procedimento é a prática do Evangelho no Lar.

  O tema do nosso estudo é o capítulo 36 do referido livro e intitula-se: O Problema Difícil.

  A seguir, vamos ler o texto do livro para que possamos comentar.

 

 

  O PROBLEMA DIFICIL

 

 

  Entre os comentários da noite, um dos companheiros mostrou-se interessado em conhecer a questão mais difícil de resolver, nos serviços referentes à procura da Luz Divina.

  Em que setor da luta espiritual se colocaria o mais complicado problema?

  Depois de assinalar variadas considerações, ao redor do assunto, o Mestre fixou no semblante uma atitude profundamente compreensiva e contou:

  - Um grande sábio possuía três filhos jovens, inteligentes e consagrados à sabedoria. Em certa manhã, eles altercavam a propósito do obstáculo mais difícil de vencer no grande caminho da vida.

  No auge da discussão, prevendo talvez conseqüências desagradáveis, o genitor benevolente chamou-os a si e confiou-lhes curiosa tarefa.

  Iriam os três ao palácio do príncipe governante, conduzindo algumas dádivas que muito lhes honraria o espírito de cordialidade e gentileza.

  O primeiro seria o portador de rico vaso de argila preciosa.

  O segundo levaria uma corça rara.

  O terceiro transportaria um bolo primoroso da família.

  O trio fraterno recebeu a missão com entusiástica promessa de serviço para a pequena viagem de três milhas; no entanto, a meio do caminho, principiaram a discutir.

  O depositário do vaso não concordou com a maneira pela qual o irmão puxava a corça delicada, e o responsável pelo animal dava instruções ao carregador do bolo, a fim de que não tropeçasse, perdendo o manjar; este último aconselhava o portador do vaso valioso, para que não caísse.

  O pequeno séqüito seguia, estrada afora, dificilmente, porquanto cada viajor permanecia atento a obrigações que diziam respeito aos outros, através de observações acaloradas e incessantes.

  Em dado momento, o irmão que conduzia o animalzinho olvida a própria tarefa, a fim de consertar a posição da peça de argila nos braços do companheiro, e o vaso, premido pelas inquietações de ambos, escorrega, de súbito, para espatifar-se no cascalho poeirento.

  Com o choque, o distraído orientador da corça perde o governo do animal, que foge espantado, abrigando-se em floresta próxima.

  O carregador do bolo avança para sustar-lhe a fuga, internando-se pelo mato a dentro, e o conteúdo de prateada bandeja se perde totalmente no chão.

  Desapontados e irritadiços, os três rapazes tornam à presença paterna, apresentando cada qual a sua queixa e a sua derrota.

  O sábio, porém, sorriu e explicou-lhes:

  - Aproveitem o ensinamento da estrada. Se cada um de vocês estivesse vigilante na própria tarefa, não colheriam as sombras do fracasso, O mais intrincado problema do mundo, meus filhos, é o de cada homem cuidar dos próprios negócios, sem intrometer-se nas atividades alheias. Enquanto cogitamos de responsabilidades que competem aos outros, as nossas viverão esquecidas.

  Jesus calou-se, pensativo, e uma prece de amor e reconhecimento completou a lição.

 

 

Reflexões

 

 

Na referida noite, que trata o texto, a preocupação de um dos companheiros era de saber qual seria o problema mais dificil de se resolver, na prática dos serviços junto a luz divina.

E Jesus conclui com esta história, que importar-se com a vida alheia e não com a sua própria é o problema mais difícil, porque além de ir contra os ensinamentos do Evangelho, prejudica a vida de todos.

Quando viramos censores dos procederes alheios, nos tornamos juízes e quem somos nós para julgarmos e condenarmos a quem quer que seja, se nem mesmo o Mestre agiu assim.

É impressionante como temos facilidade de julgar, rotular e condenar o próximo, como se fossemos experts no modo de viver e pior, geralmente, achamos que nós é que temos a razão. E com essas atitudes geramos dissabores tais como rancores, ódios, depressões, tristeza, doenças psicosomáticas e físicas também.

Além disso também estaremos fazendo uma bagagem, que vai nos acompanhar por outras encarnações e para livrar-nos desse vício moral será a custa de muito sofrimento decorrente dessas ações.

Afora isto teremos a companhia indesejável de espíritos inferiores, que se comprazem no mal querendo nos arrastar com eles e por vezes tornando-se nossos obsessores.

No Evangelho do Cristo, a pedra fundamental, a estrada que leva a perfeição é a caridade e o espiritismo ratifica com o axioma ¨fora da caridade não há salvação¨.

Temos que entender de uma vez, que a caridade pode e deve ser exercida a todo momento e em todas situações, ainda mais em situações em que nossa opinião ou conselho vá fazer a diferença.

Quanto a emitir um ponto de vista, um aconselhamento, um ensinamento, temos que ser caridosos para que nossos argumentos sejam delicados, sensíveis e explicativos e não impositivos, afinal não somos detentores da verdade absoluta e aquilo que é bom para nós, pode não ser bom para o outro e isto é respeitar o livre arbítrio do outro, isto é saber conviver com as opiniões divergentes, é ser social, pois na prática da troca de experiências com sinceridade e bom propósito estamos desenvolvendo o espírito social e fomos criados para sermos sociais, interagindo uns com os outros. A isto também podemos chamar de ações fraternas, pois fraternidade é esse sentimento de sabermos ser todos irmãos filhos do mesmo Pai, nos ajudando visando o progresso material e espiritual do próximo.

Jesus nos aconselha a cuidarmos de nossas vidas e nesta história está claro o significado da palavra estrada, que é vida E as tarefas que temos de cumprir são com vistas a nossa evolução com a prática do bem. Fica também explicitado o dito, “orai e vigiai”, ou seja orai por todos e vigiai os nossos atos, e palavras no tratamento com o próximo, afim de que o sentimento fraterno e a cooperação mútua, sejam laços de amor.

Então façamos nessa atual estrada o cumprimento de nossas obrigações, cuidando tão somente em ajudar o próximo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

A REGRA DE AJUDAR


 

A REGRA DE AJUDAR

 

 

INTRODUÇÃO

 

  Dando continuidade ao estudo do livro “Jesus no Lar”, pisicografado pelo médium Francisco Candido Xavier, ditado pelo espírito Néio Lucio, hoje vamos ver o capítulo 30, sob o título A Regra e Ajudar.

  Este livro trata dos ensinamentos do Mestre, aos seu discípulos nas noites, reunidos na casa de Simão Pedro. Poderíamos afirmar, que se tratava na realidade do Evangelho no Lar.

  Vamos abordar o tema A Regra de Ajudar. 

 Para tanto vamos ver a pequena história contida no livro no decorrer iremos tecer comentários, afim de dirimir quaisquer dúvidas.

 

 

TEXTO DO LIVRO

 

 João, no auge da curiosidade juvenil, compreendendo que se achava à frente de novos métodos de viver, tal a grandeza com que o Evangelho transparecia dos ensinamentos do Senhor, perguntou a Jesus qual a maneira mais digna de se portar o aprendiz, diante do próximo, no sentido de ajudar aos semelhantes, ao que o Amigo Divino respondeu, com voz clara e firme:

 

— João, se procuras uma regra de auxiliar os outros, beneficiando a ti mesmo, não te esqueças de amar o companheiro de jornada terrestre, tanto quanto desejas ser querido e amparado por ele.

 Jesus, quando nos fala em auxiliar os outros, beneficiando a si mesmo, nos lembra dos seus ensinamentos, talvez de maior importância, que são: amar o próximo como a si mesmo e faça ao teu próximo aquilo que gostaria que te fizessem. Aí se encontram todas as idéias de fraternidade, de amor, de ajuda mútua, coroada com a prática de virtudes como a caridade, a beneficência, a misericórdia. Sim porque a palavra “ajuda”, aqui tem a conotação de caridade e como já foi dito e é sabido a porta da caridade é a que nos conduz a felicidade, e a evolução moral nossa e também do orbe, pois sabemos que a prática do bem, assim como a do mal, geram energia, que nos afetam, uns mais, outros menos, conforme nosso adiantamento moral e nossa vibração em nossa bioesfera.

 

A pretexto de cultivar a verdade, não transformes a própria existência numa batalha em que teus pés atravessem o mundo, qual furioso combatente no deserto; recorda que a maioria dos enfermos conhece, de algum modo, a moléstia que lhes é própria, reclamando amizade e entendimento, acima da medicação.

Neste páragrafo o Mestre, nos fala sobre o desejo de sermos verdadeiros, não escondendo a verdade, doa a quem doer, mas que tenhamos bom senso e nos lembra que quem está doente, seja física, psicológica ou espiritual, não necessita nem de um juiz, nem de um verdugo, para julgá-lo e condená-lo por seus erros, pois que a maioria sabe o mal de que é acometido e nessa hora reclama como remédio, o ombro amigo, o afago, o olhar condescendente a amizade sincera, mais do que a medicação.

 

Lembra-te de que não há corações na Terra, sem problemas difíceis a resolver; em razão disso, aprende a cortesia fraternal para com todos.

Se estamos encarnados nesse planeta de provas e expiações, não é por capricho nem castigo de Deus e sim por consequência de nossas escolhas praticadas em vidas pretéritas. Estas encarnações, passando pelos perrengues das consequêcias é que vão corrigir nossos erros, eliminando nossas más tendências, vícios e reincidências. Em razão disto o Mestre nos afirma, que todos, na terra, temos problemas para resolver e que somos, cada um a seu modo difíceis e para tanto nos orienta sermos fraternalmente corteses com todos. Mais ainda, com aqueles que nos causam dissabores. Já foi dito do nosso planeta de provas e expiações, pois bem, entendamos como prova e façamos o melhor para aprovação de nossa consciência e do Divino.

 

Acolhe o irmão do caminho, não sómente com a saudação recomendada pelos imperativos da polidez, mas também com o calor do teu sincero propósito de servir.

Aqui Jesus nos diz mais sobre fraternidade, pois que entende que todos no caminho são nossos irmãos e que a ajuda não se limite ao simples cumprimento polido, mas que acolher o irmão não é tão somente dar abrigo, pão e dinheiro, mas acolher a alma também com amor, carinho, desprendimento. Ter como objetivo aquilo que serve para todos, servir, servir e servir, como o Mestre serviu e nos serve a todo instante.

 

Fixa nos olhos as pessoas que te dirigirem a palavra, testemunhando-lhes carinhoso interesse, e guarda sempre a posição de ouvinte delicado e atencioso;

Os olhos são comumente chamados da janela da alma, façamos então que eles traduzam nosso sincero e carinhoso interesse pelos problemas do próximo e ouvindo com atenção tudo que queiram nos dizer. Por vezes guardemos o silêncio frente aos queixumes pois, lembremo-nos que por vezes o silêncio fala mais que mil palavras.

 

Não levantes demasiadamente a voz, porque a segurança e a serenidade com que os mais graves assuntos devem ser tratados não dependem de ruído.

A voz que grita ao debater assuntos mais graves, age como se fosse uma agressão física, o que não deixa de ser pois agride os ouvidos de quem ouve, mas independende disto aquele que grita quer impor e não convencer e ao proceder assim perdeu a serenidade e demonstra insegurança em seus argumentos. E se o outro também começa a gritar, o caos se instala e não se chega a um consenço comum. Gritar assim demonstra uma pessoa colérica, sem autocontrole e que não ajuda a nada nem a ninguém que busca ajuda.

 

Abstém-te das conversações improfícuas; o comentário menos digno é sempre invasão delituosa em questões pessoais.

Nos dias de hoje o que mais se observa é justamente aquilo que chamamos de fofoca, de conversas que não levam a nada e que na maioria das vezes só vão denegrir a imagem de alguém. O conselho aqui é nos abstermos deste tipo de conversações e nos dias de hoje com o advento de internet que tornou o globo uma aldeia, proliferam redes sociais, cobertas de mentiras, de fakes, de cultura ao ódio, ao rancor, a vingança.

Esses procederes são tão devastadores na vida daquele que é atingido, que por vezes, pode conduzi-lo ao suicídio e a responsabilidade dessa condução será nossa.

 

Louva quem trabalha e, ainda mesmo diante dos maus e dos ociosos, procura exaltar o bem que são suscetíveis de produzir.

Já diz o ditado popular: “o ócio é a oficina do diabo”, e é porisso que o trabalho esta contido nas Leis Naturais, junto com a lei do progresso. Devemos enaltecer aquele que trabalha, mas não nos esqueçamos daqueles que estão ociosos, eles podem vir a fazer a diferença, pois podem ser os trabalhadores da última hora.

 

Foge ao pessimismo, guardando embora a prudência indispensável perante as criaturas arrojadas em negócios respeitáveis, mas passageiros, do mundo; a tristeza improdutiva, que apenas sabe lastimar-se, nunca foi útil à Humanidade, necessitada de bom ânimo.

É sabido que o pensamento é energia construtiva ou destrutiva e que aliado ao ânimo, a vontade de construir, de fazer, pode gerar desenvolvimento nos negócios, em empresas, à humanidade. Mas devemos ter prudência com o sucesso, uma vez que tudo é passageiro e o que conta é o que se fez com o que nos foi emprestado na vida. Mas também, o pessimismo, a lástima constante, a tristeza, não leva nada ou melhor nos leva a depressão e a obcessão.

 

Usa, cotidianamente, a chave luminosa do sorriso fraterno; com o gesto espontâneo de bondade, podemos sustar muitos crimes e apagar muitos males.

Quem não se sente desarmado frente á um sorriso sincero? Quem não se sente acolhido frente a um sorriso sincero? Um sorriso conforta quem recebe e felicita o que dá. O sorriso com o gesto espontâneo de bondade apaga os males, as palavras desastrosas. Aqui o conselho consiste em sorrir com sinceridade com bondade, com coração.

 

Faze o possível por ser pontual; não deixes o companheiro à tua espera, a fim de que te não seja atribuída uma falsa importância.

Atribuir aquele que te espera a importância necessária, concedendo a ele a pontualidade no servir.

 

Agradece todos os benefícios da estrada, respeitando os grandes e os pequenos; se o Sol aquece a vida, é a semente de trigo que fornece o pão.

Gratidão a todos que nos ajudam na caminhada, lembrando que tanto os grandes, como os pequenos fazem parte da engrenagem e todos tem o mesmo valor.

 

 Deixa que as águas vivas e invisíveis do Amor, que procedem de Deus, Nosso Pai, atravessem o teu coração, em favor do círculo de luta em que vives;

Amor é a força divina que engrandece a vida e confere poder.

Façamos, sobretudo, o melhor que pudermos, na felicidade e na elevação de todos os que nos cercam, não somente aqui, mas em qualquer parte, não apenas hoje, mas sempre.

Silenciou o Cristo e, assinalando a beleza do programa exposto, o jovem apóstolo inquiriu respeitosamente:

— Senhor, como conseguirei executar tão expressivos ensinamentos?

O Mestre respondeu, resoluto: — A boa-vontade é nosso recurso de cada hora. E, afagando os cabelos do discípulo inquieto, encerrou as preces da noite.

 

A proposta do texto consiste em aplicarmos com boa vontade as regras da ajuda, propostas por Jesus, para socorrermos nossos irmãos, quando for possível.


 

terça-feira, 7 de junho de 2022

A CARIDADE DESCONHECIDA

 

Exposição: A CARIDADE DESCONHECIDA

 

 Ensinamentos do Cristo presentes no livro “Jesus no Lar”, capítulo 20, escrito por Francisco Candido Xavier, ditado pelo espírito Néio Lúcio.

  

TEXTO:

 A conversação em casa de Pedro versava nessa noite, sobre a prática do bem, com viva colaboração verbal de todos.

  Como expressar a compaixão, sem dinheiro? Por que meios incentivar a beneficência, sem recursos monetários? Com essas interrogativas, grandes nomes da fortuna material eram invocados e a maioria inclinava-se a admitir que somente os poderosos da Terra se encontravam à altura de estimular a piedade ativa, quando o Mestre interferiu opinando, bondoso.

  - Um sincero devoto da Lei foi exortado por determinações do céu ao exercício da beneficência; entretanto, vivia em extrema pobreza e não podia, de modo algum, retirar a mínima parcela de seu salário para socorro aos semelhantes. Em verdade, dava de si mesmo, quanto possível, em boas palavras e gestos pessoais de conforto e estímulo a quantos se achavam em sofrimento e dificuldade, porém, magoava-lhe o coração a impossibilidade de distribuir agasalho e pão com os andrajosos e famintos à margem de sua estrada.

  Rodeado de filhinhos pequeninos, era escravo do lar que lhe absorvia o suor.

  Reconheceu, todavia, que, se lhe era vedado o esforço na caridade pública, podia perfeitamente guerrear o mal, em todas as circunstâncias de sua marcha pela Terra.

  Assim é que passou a extinguir, com incessante, atenção, todos os pensamentos inferiores que lhe eram sugeridos; quando em contato com pessoas interessadas na maledicência, retraia-se, cortês, e, em respodendo a alguma interpelação direta, recordava essa ou aquela pequena virtude da vítima ausente; se aguém diante dele, dava pasto à cólera fácil, considerava a ira como enfermidade digna de tratamento e recolhia-se à quietude; insultos alheios batiam-lhe no espírito à maneira de calhaus em barril de mel, porquanto, além de não reagir, prosseguia tratando o ofensor com a fraternidade habitual; a calúnia não encontrava acesso em sua alma, de vez que toda denúncia torpe se perdia, inútil, em seu grande silêncio; reparando ameaças sobre a tranquilidade de alguém, tentava desfazer as nuvens da incomprensão, sem alarde, antes que assumissem feição tempestuosa; se alguma sentença condenatória bailava em torno do próximo, mobilizava espontâneo, todas as possbilidades ao seu alcance na defesa delicada e imperceptível; seu zelo contra a incursão e a extenção do mal era tão fortemente minucioso que chegava a retirar detritos e pedras da via pública, para que não oferecessem perigo aos transeuntes.

  Adotando essas diretrizes, chegou ao termo da jornada humana, incapaz de atender às sugestões da beneficência que o mundo conhece. jamais pudera estender uma tigela de sopa ou ofertar uma pele de carneiro aos irmãos necessitados.

  Nessa posição, a morte buscou-o ao tribunal divino, onde o servidor humile compareceu receoso e desalentado. Temia o julgamento das autoridades celestes, quando, de improviso, foi aureolado por brilhante diadema, e, porque indagasse, em lágrimas, a razão do inesperado prêmio, foi informado de que a sublime recompensa se referia à sua triunfante posição na guerra contra o mal, em que se fizera valoroso empreiteiro.

  Fixou o Mestre nos aprendizes o olhar percuciente e calmo e concluiu, em tom amigo:

  - Distribuamos o pão e a cobertura, acendamos luz para a ignorância e intensifiquemos a fraternidade aniquilando a discórdia, mas não nos esqueçamos do combate metódico e sereno contra o mal, em esforço diário, convictos de que, nessa batalha santificante, conquistaremos a divina coroa da caridade desconhecida.

 

 

REFLEXÕES: Caridade, pequena palavra composta de quatro sílabas, transbordando de significados, para ser aplicada como ferramenta principal, fundamental, no nosso dia-a-dia, em todas ocasiões. A Caridade é a estrada que conduz todos nós a perfeição, pois pela caridade, além de promovermos a beneficência aos desvalidos, pela sua prática desenvolvemos todas as virtudes inerentes a palavra amor, tais como: a misericórdia, a piedade e o amor fraterno por todos.

  Muito embora o Mestre nos tenha ensinado e exemplificado a prática da caridade, ainda não o fazemos como deveria ser feita.

  Acreditamos que basta doarmos bens materiais de consumo, que estaremos sendo caridosos.

  Não que a caridade material não seja necessária, ela é e muito, pois alimenta o necessitado com fome, veste aquele com frio abriga aquele sem teto. Mas ser caridoso é muito mais que isso, além da doação daquilo que nos sobra, também a doação daquilo que não nos sobra, mas que podemos dividir.

  Mais ainda, é doar-se com a prática da caridade moral.

  Isto quer dizer que a verdadeira caridade é praticada com benevolência, branda, humilde, com misericórdia, sem preconceitos, nem julgamentos, mas com amor considerando a todos como irmãos, sendo fraternos em todas ocasiões.

  Jesus nos diz que a caridade, pode ser praticada a todo momento, junto de nossos familiares, em nossas casas, nos nossos locais de trabalho, nas horas de dor, lazer, de tristezas, de alegrias.

  Se olharmos o próximo com atenção, veremos o quanto podemos ajudar, seja provendo de bens materiais, seja com um olhar, um afago, uma palavra ou um ombro amigo. As vezes até o silêncio se torna caridade, quando calados ouvimos os queixumes daquele que desabafa sua dor.

  O texto também mostra a prática da caridade pelo cidadão preocupado com o que possa acontecer com aqueles que convivem no mesmo espaço, na mesma rua, na mesma cidade e esse exemplo de cidadania é caridade, porque está imbuida de sentimento fraternal.

  No Evangelho Segundo o Espiritismo, lá está no Cap.XIII, a máxima do Cristo, “Não saiba a vossa mão esquerda o que dá a vossa mão direita”, e este conselho é para a prática da caridade mantendo, se for posível o anonimato.

  Esta é a mensagem central do texto, a ocultação da mão que dá, fazendo a beneficência sem ostentação, evitanto o constrangimento daquele que pede, ou recebe.

  Mas para que a caridade seja autentica e desconhecida, não pode ter a falsa modéstia. Aquela que deixa que apareça um pedacinho do que fez afim de ter o ego massageado e o orgulho inflado. Ao invés de ter agradecimentos pelo seu serviço, cai logo no esquecimento e pior, as lágrimas que deveria secar, por vaidade, caem no coração do aflito e o fazem sofrer mais ainda.

  Não nos esqueçamos da lei natural, também uma lei de física: a cada ação corresponde uma reação, e este que assim procede sofrerá, não por castigo, pois Deus não castiga ninguém, mas por consequência de seus atos.

  A caridade desconhecida é possuidora de dois méritos. Além de ser caridade material é também caridade moral, pois resguarda o amor próprio do beneficiado evitando que se sinta humilhado.

  Neste momento, até as palavras para ofertar a doação, se caridosas, tem que ser brandas e afáveis e essa caridade fica totalmete sublimada, quando o benfeitor acha meios de figurar como beneficado diante daquele que presta o serviço.

  Em suma, a prática dos ensinamentos e do exemplos dados pelo Mestre, nos faz concluir que o evangelho do Cristo é todo ele uma exortação à caridade, pois se obervarmos em toas párabolas, em todos os ditos em todos os atos, lá está, se não de forma explícita, está sublimada, mas com certeza está.

  O espiritismo faz da caridade a sua bandeira, o seu alicerce, quando exemplo do mestre diz: “Fora da caridade, não há salvação”.

  Devemos observar estas palavras que são um convite e fazer deste o nosso lema também, afinal somos espíritas e Cristãos e devemos diariamente praticar a caridade, até que se torne um proceder corriqueiro em nossas vidas, que vai nos levar a perfeição e consequentemente a felicidade eterna.

 

                              

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 17 de maio de 2022

REDENÇÃO

 

Esta é uma estória fictícia, mas que bem poderia ser real, pois está inclusa nas leis naturais de Deus, nas leis de física de ação e reação

 

 

REDENÇÃO

 

 

Caia a chuva em grossos pingos, que com a força do vento fustigava o corpo magro e trôpego, que cambaleava sem destino, sem rumo, perdido em seus pensamentos, que teimavam em se repetir a todo momento. Não, ele não queria pensar, ou melhor, queria esquecer o tormento que sua vida se tornara.

A natureza da tempestade presente, ainda reforçava mais esse sentimento de culpa, de remorso, pelo ato impensado.

E pior, ele talvez não tivesse a clareza da situação, mas dentro de si havia a certeza de que morrera, ou melhor, como dizem os espíritas, desencarnara. Porém, sentia-se confuso, pois achava que com a morte tudo terminaria e restaria só o silêncio.

Era estranha a sensação de saber que o ato tresloucado do suicídio lograra êxito e a morte era sua companheira ao mesmo tempo que sentia a vida pulsando dentro de si e ao seu redor.

Sim ele tivera a coragem de puxar o gatilho contra o próprio crâneo, para covardemente fugir da vida, se esconder dos problemas, que ele mesmo havia criado.

Não conseguia ver ninguém, pois a escuridão que o cercava era densa e pegajosa. Sentia um cheiro fétido de sangue coagulado, que escorreu do buraco em sua cabeça, por onde a bala havia trespassado.

Mesmo chovendo a cântaros a água não limpava seu ferimento, nem tampouco a nódoa de sua alma. Seus pés pareciam presos a uma lama, embora caminhasse em uma calçada suja.

Vez em quando ouvia choros pungentes, lamentos tristes, gritos de dor; dor que não era física, mas d’alma.

Não conseguia ver de onde, ou quem estava sofrendo tanto, pois as trevas tragavam toda e qualquer luz. Mesmo assim, ele seguia em frente, caminhando com um peso insuportável em suas pernas.

Agora ouvia risadas sarcásticas, que logo se tornaram gargalhadas zombeteiras. Esses risos, não lhe davam vontade de também rir, ao contrário passou a sentir medo, um medo monstruoso, que tomou conta de todo seu ser. Tentou correr, mas foi impossível, pois sentia que aqueles que riam, tinham o poder de acorrentá-lo e tortura-lo com seu medo e com escárnio.

Lembrava agora das lições, quando adolescente, do grupo espírita que frequentava, mas que abandonara para não se sentir cobrado por seus atos,

Recordava haviam lhe falado de um tal Umbral, lugar, que os devedores morais iam.

Ele então concluiu que estava no Umbral, um lugar que ele construiu, plasmou, com seu remorso, porque um juiz implacável, chamado Consciência, começou a julgá-lo e nada fugia, nenhum detalhe de sua vida escapava do crivo da Consciência.

Sua vida passou em um instante diante de seus olhos.

Pôde ver-se criança em um lar equilibrado, harmonioso, com pais amorosos, humildes, mas honestos e trabalhadores. Viu seus irmãos queridos. Estava numa família feliz, tinha tudo para vencer e ser feliz.

Pôde ver também vidas passadas e os erros que cometera, tendo inclusive repetido o mesmo ato em três outras encarnações.

Viu o compromisso feito com os espíritos superiores encarregados de sua reencarnação recente, afirmando na ocasião, que iria ser diferente, pois não se afastaria da espiritualidade e com certeza, ia ser um homem de bem e ia respeitar e amar o maior presente que Deus lhe dera: A vida!

Finalmente o torpor que se segue ao desencarne começava a dar lugar ao discernimento e conseguia perceber o que havia feito.

Logo se viu chorando e gritando desesperado se sentindo cercado pelo desprezo daqueles que como ele, julgavam-no e condenavam-no gritando aos seus ouvidos: - Suicida! Suicida!

Começou então a ter consciência, que aquele sofrimento já durava anos e seus olhos estavam sempre molhados de lágrimas e sua voz era rouca de tanto gritar.

Com o passar do tempo teve a certeza de que se encontrava preso dentro de si, num vale, aquele conhecido como Vale dos Suicidas. Sim, ele existe, mas é dentro de nós.

Então pela primeira vez, lembrou-se tirara a vida pelo que ele chamava de amor. Morrera por amor. Amava Rosinha, mas ela só o queria como seu brinquedo, um joguete em suas mãos e ele achou que a machucaria e que também fugiria da dor do desprezo, sacrificando o bem mais precioso que tinha: sua vida!

Agora chorava copiosamente, mas não mais de mágoa, de raiva, de medo, mas de tristeza, com o coração cheio de arrependimento. Clamou por Deus, lembrando as palavras e a súplica: “Pai afasta de mim esse cálice” e “Pedi e obtereis”.

Na sua súplica agora havia o arrependimento sincero e a consciência de que o fato falho fora só seu e por isso implorava o perdão pelo desperdício da vida.

Foi então que os risos pararam, os xingamentos e gritos calaram e uma luz, um silêncio, uma paz reconfortante, tomou conta de tudo.

À sua frente via um ser iluminado emanando uma energia boníssima, que era como um bálsamo em sua alma.

Ele perguntou: - Quem és?

(M) - Teu mentor.

(Ele) - Onde estavas que não me socorrestes, quando precisei?

(M) - Primeiro, não tivestes a humildade de pedir e também não estavas pronto.

(Ele) - E agora?

(M) - Agora meu filho, começas com tua redenção. Nova oportunidade, através de nova reencarnação te será dada. Prepara-te, pois não será fácil, mas terás sempre meu apoio e do Pai, que só quer tua felicidade.

Ele então sentiu que não existia mais o Umbral, mas um mundo cheio de esperanças e trabalho para a realização da grande reforma interior.

Então cheio de gratidão ajoelhou-se e emocionado agradeceu ao Pai zeloso o amor infinito, por ele e aos seus filhos.

 

sábado, 26 de março de 2022

Comprometimento e trabalho na casa espírita

 TRABALHO E COMPROMETIMENTO NA CASA ESPÍRITA

 

 

 

Boa noite. Sejam muito bem vindos a mais esta exposição, onde, em virtude do aniversário de nossa casa, que completou 21 anos, dar continuidade ao tema, que serviu as exposições das reuniões públicas no decorrer deste mês de março, que nos fala do comprometimento do trabalhador espírita nas casas espíritas.

 Nas reuniões passadas, meus colegas explanaram, explicaram e mostraram tudo que se faz na nossa casa “Recanto de Luz”.

Foi nos dito o corpo que compõe essa casa, consta de Presidente; Vice Presidente; Secretária; Tesouraria; Departamento Doutrinário e Espiritual; o Dafa, que cuida das famílias; o DAPS, que promove assistência material as famílias; o AIJ, que faz assistência a infância e Juventude; mais o Departamento de Mídia e Comunicação.

Resumindo, toda essa complexidade visa uma bem organizada empresa para a prática da caridade.

Cumpre ressaltar, que no correr desses 21 anos de existência, todos esses trabalhos não tem qualquer remuneração ou salário e que também não existe qualquer onus aos assistidos pelo Recanto de Luz.

É um trabalho árduo, pois estamos presentes como uma casa de assistência material e espiritual, como um hospital de almas, levando o Evangelho do Cristo, sob a ótica da doutrina espírita.

Mas como foi dito, meus colegas expositores já dissecaram esse tema do trabalho na casa espírita e para não ficar enfadonho nem repetitivo, nesta última reunião do mês de março, vamos falar do empirico do comprometimento do trabalhador na nossa casa Recanto de Luz.

Para melhor abordarmos o tema vamos fazer um parametro com a palavra fé.

E porque fé?

De acordo com o Evangelho Segundo o Espiritismo, obra que é um dos alicerces da doutrina, nos diz que a fé não é somente acreditar em Deus.

Fé é muito mais que crer, é assumir um compromisso com Deus, é ser fiel não apenas ao ser que é Deus, mas nas diretrizes de Deus, fiel e cumpridor daquilo que Deus nos pede e que está tão bem explicitado no Evangelho de Jesus.

Aqui entendemos a importância da palavra comprometimento, que significa se comprometer, se envolver com a fé em todos os caminhos e com todas ferrramentas que ela nos dá para bem realizarmos as ações que promovam o bem ao próximo.

Agora nos perguntamos: Existe necessidade da existência de casas espíritas?

É claro que sim. Outros segmentos, tais como, religioso, científico ou estudantil, tem a necessidade de ambientes onde se possa estudar, experimentar ou orar e o Espiritismo sendo uma filosofia, com muita ciência e também religiosidade, necessita à exemplo da “Casa do Caminho” onde o apóstolo Paulo ministrava o Evangelho do Cristo, de casas ou centros onde se possa estudar, ensinar, aprender e mais que tudo praticar o bem.

Aqui então, entra a cereja do bolo, que é a figura do trabalhador da casa espírita, pois em qualquer função onde estiver atuando o comprometimento do trabalhador na casa espírita, tem que ser como a fé, aquela fé, que já falamos, uma fé estudada, com lógica, sem falsos dogmas, sem ser cega, ou seja o trabalhador na casa espírita tem que estar envolvido, comprometido com o trabalho que vai realizar, sem contudo se deixar envolver por fanatismo, nem tampouco ser um espiríta de carreira, para melhor entender espírita de carreira é aquele que frequenta uma casa espírita almejando cargos como recepcionista, expositor, médium, presidência, etc.

O comprometimento do trabalhador na casa espírita requer antes de tudo amor. Amor fraternal, onde no atendimento aq próximo, seja ele quem for, ou como for, ser visto como um irmão.

Na casa espírita o trabalhador se doa. Doa seu tempo, sua disposição, sua vontade de fazer com que as dores alheias sejam minimizadas ou desapareçam.

Todos que estamos trabalhando na casa espírita temos como lema as palavras de Kardec, que é a frase que diz : - “Fora da Caridade não há Salvação”. Este é o objetivo de todo trabalhador espírita.

É uma luta dífícil, pois temos como nosso primeiro obstáculo as práticas ruins, os vícios, as más tendências, nossas imperfeições que viemos adquirindo em tantas encarnações passadas. Sem falar que nos encontramos na escola chamada Terra, um planeta de provas e expiações.

Mas, sabemos que aqui estamos como prova ou como expiação e isto faz parte do aprendizado para evoluimos em todos os sentidos e assim carimbarmos o passaporte para o mundo de regeneração.

A casa espírita e o comprometimento do trabalhador abre uma porta para a prática, quase incógnita da caridade, como nos ensinou o Mestre.

O pagamento, o salário, a remuneração pelo trabalho é a consciência e a felicidade de se sentir útil, de fazer o bem, de seguir os passos de Jesus e fazer a coisa certa. Ao enxergarmos a todos como irmãos, com todas suas diferenças passamos a respeitar, aceitar e amar. E isso faz toda a diferença, para que sejamos mais felizes e enfrentemos os revezes da vida com coragem e resignação.

O trabalhador espírita comprometido com a responsabilidade de sua atuação, usa de todas as virtudes que puder para atendimento ao próximo, tais como a benevolência, a beneficência, o saber ouvir e o saber calar.

Para encerrarmos nossa exposição, aqueles que não frequentam, ou que não trabalham numa casa espirita, sugiro, dêem-se essa oportunidade e verão sua vidas se transformarem por modificarem seus posicionamentos, seus pontos de vista, seu modus vivendi, suas atitudes.

Para tanto, o Recanto de Luz está sempre com suas portas abertas, bastando apenas entrar.

Muito obrigado.

 

 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

0 SERVO INCONSTANTE

 

O Servo Inconstante

 

 

O Servo Inconstante é uma história do Mestre, presente no livro “Jesus no Lar” de autoria de Néio Lucio, psicografado por Francisco Candido Xavier.

 

 

  Á frente de todos os presentes, o Mestre narrou com simplicidade: — Certo homem encontrou a luz da Revelação Divina e desejou ardentemente habilitar-se para viver entre os Anjos do Céu.

 

Tanto suplicou essa bênção ao Pai que, através da inspiração, o Senhor o enviou ao aprimoramento necessário com vistas ao fim a que se propunha.

Por intermédio de vários amigos, orientados pelo Poder Divino, o candidato, que demonstrava acentuada tendência pela escultura, foi conduzido a colaborar com antigo mestre, em mármore valioso. No entanto, a breve tempo, demitiu-se, alegando a impossibilidade de submeter-se a um homem ríspido e intratável;

Transferiu-se, desse modo, para uma oficina consagrada à confecção de utilidades de madeira, sob as diretrizes de velho escultor. Abandonou-o também, sem delongas, asseverando que lhe não era possível suportá-lo.

 Em seguida, empregou-se sob as determinações de conhecido operário especializado em construção de colunas em estilo grego. Não tardou, entretanto, a deixá-lo, declarando não lhe tolerar as exigências.

Logo após, entregou-se ao trabalho, sob as ordens de experimentado escultor de ornamentações em arcos festivos, mas finda uma semana, fugiu aos compromissos assumidos, afirmando haver encontrado um chefe por demais violento e irritadiço.

Depois, colocou-se sob a orientação de um fabricante de arcas preciosas, de quem se afastou, em poucos dias, a pretexto de se tratar de criatura desalmada e cruel.

E, assim, de tarefa em tarefa, de oficina em oficina, o aspirante ao Céu dizia, invariavelmente, que lhe não era possível incorporar as próprias energias à experiência terrestre, por encontrar, em toda parte, o erro, a maldade e a perseguição nos que o dirigiam, até que a morte veio buscá-lo à presença dos Anjos do Senhor. Com surpresa, porém, não os encontrou tão sorridentes quanto aguardava. Um deles avançou, triste, e indagou: — Amigo, por que não te preparaste ante os imperativos do Céu? 14 O interpelado que identificava a própria inferioridade, nas sombras em que se envolvia, clamou em pranto que só havia encontrado exigência e dureza nos condutores da luta humana. O Mensageiro, no entanto, observou, com amargura: — O Pai chamou-te a servir em teu próprio proveito e, não, a julgar. Cada homem dará conta de si mesmo a Deus. Ninguém escapará à Justiça Divina que se pronuncia no momento preciso. Como pudeste esquecer tão simples verdade, dentro da vida? O malho bate a bigorna, o ferreiro conduz o malho, o comerciante examina a obra do ferreiro, o povo dá opinião sobre o negociante, e o Senhor, no Conjunto, analisa e julga a todos. Se fugiste a pequenos serviços do mundo, sob a alegação de que os outros eram incapazes e indignos da direção, como poderás entender o ministério celestial? E o trabalhador inconstante passou às conseqüências de sua queda impensada.

Jesus fez uma pausa e concluiu: — Quem estiver sob o domínio de pessoas enérgicas e endurecidas na disciplina, excelentes resultados conseguirão recolher se souber e puder aproveitar-lhes a aspereza, inspirando-se na madeira bruta ao contacto da plaina benfeitora. Abençoada seja a mão que educa e corrige, mas bem aventurado seja aquele que se deixa aperfeiçoar ao seu toque de renovação e aprimoramento, porque os mestres do mundo sempre reclamam a lição de outros mestres, mas a obra do bem, quando realizada para todos, permanece eternamente.

 

 

 

As lições do Mestre, são atemporais e cheias de ensinamentos e interpretações das mais diversas. É o caso dessa pequena história, que mostra a inconstância do servo, que mesmo querendo viver entre os Anjos do Céu, sempre atentava para os defeitos dos empregadores, acusando-os da sua inconstância e impossibilidade de aperfeiçoar-se. Em suma, sob seu julgamentos, todos eram errados, perversos, ditadores e quando a morte veio buscá-lo, caiu em si, ao ver que se fez juiz dos outros ao invés de si mesmo.

Sob a ótica do espiritismo vamos aprofundar a interpretação dessa história, primeiramente nos perguntando quem é o servo inconstante?

Concluimos que o servo somos todos nós encarnados nesse planeta de provas e expiações. Somos nós, que cheios de imperfeições, estamos sempre pedindo ao Pai novas oportunidades para cumprirmos nossas provas e expiações, buscando a angelitude, tal como o servo da história. E Deus, usando de sua bondade e justiça infinita nos cede novas e infinitas oportunidades na pluralidade de reencarnações, como os diversos empregos do servo, onde nunca estamos sozinhos abandonados a mercê do acaso, mas sim guardados por anjos-de-guarda e espíritos simpáticos ao nosso sucesso espiritual.

Mas somos falhos e incontáveis vezes somos reincidentes nos mesmos erros, porque ainda permeia entre nós encarnados e também desencarnados, o Orgulho e o Egoísmo e esses dois males, nos cegam a visão e o entendimento de que tudo está no lugar e na hora certa.

Que nosso Pai Celestial, conhece a todos e a tudo no universo e como um pai zeloso sabe o que precisamos para nossa evolução espiritual, seja prova, expiação, premiação ou corretivo e que fique bem claro que isso não é castigo, mas consequência do que fizemos nessa ou em vidas passadas quando do uso de nosso livre arbítrio.

As diversas encarnações não são para serem julgadas, pois se bem aprendidas, nos geram boas virtudes, tais como paciência, aceitação, resiliência, humildade, empatia, amor, prática da caridade, da benevolência e da misericórdia.

Só a Deus cabe julgar. Jesus nos ensina “atire a primeira pedra, aquele que estiver sem pecados”, até porque se formos julgar, por sermos ignorantes e não termos a visão além da vida presente iremos incorrer em erro e não seremos nem bons nem justos.

Quando no processo encarnatório nos virmos às mãos de pais, patrões, chefes, companheiros, déspotas, ásperos, recalcados, agradeçamos a oportunidade que nos é dada para nos reformarmos e sermos verdadeiramente cristãos, usando e abusando da indulgência e do perdão, pois quem sabe, com nossas atitudes conseguiremos tocar esse irmão, que poderá ser ao invés de um desafeto, ser mais um amigo, mais um irmão.

Segundo o renomado expositor espirita Nazareno Feitosa: - “todo irmão que nos faz chorar é o nosso personal trainer do amor”.

E ao procedermos aceitando a todos como irmãos nossa estada nessa vida, além de ficar mais leve, nos preparará para uma outra vida futura melhor.