TRABALHO E COMPROMETIMENTO NA CASA ESPÍRITA
Boa noite. Sejam muito bem vindos a mais esta exposição, onde, em virtude do aniversário de nossa casa, que completou 21 anos, dar continuidade ao tema, que serviu as exposições das reuniões públicas no decorrer deste mês de março, que nos fala do comprometimento do trabalhador espírita nas casas espíritas.
Nas reuniões passadas, meus colegas explanaram, explicaram e mostraram tudo que se faz na nossa casa “Recanto de Luz”.
Foi nos dito o corpo que compõe essa casa, consta de Presidente; Vice Presidente; Secretária; Tesouraria; Departamento Doutrinário e Espiritual; o Dafa, que cuida das famílias; o DAPS, que promove assistência material as famílias; o AIJ, que faz assistência a infância e Juventude; mais o Departamento de Mídia e Comunicação.
Resumindo, toda essa complexidade visa uma bem organizada empresa para a prática da caridade.
Cumpre ressaltar, que no correr desses 21 anos de existência, todos esses trabalhos não tem qualquer remuneração ou salário e que também não existe qualquer onus aos assistidos pelo Recanto de Luz.
É um trabalho árduo, pois estamos presentes como uma casa de assistência material e espiritual, como um hospital de almas, levando o Evangelho do Cristo, sob a ótica da doutrina espírita.
Mas como foi dito, meus colegas expositores já dissecaram esse tema do trabalho na casa espírita e para não ficar enfadonho nem repetitivo, nesta última reunião do mês de março, vamos falar do empirico do comprometimento do trabalhador na nossa casa Recanto de Luz.
Para melhor abordarmos o tema vamos fazer um parametro com a palavra fé.
E porque fé?
De acordo com o Evangelho Segundo o Espiritismo, obra que é um dos alicerces da doutrina, nos diz que a fé não é somente acreditar em Deus.
Fé é muito mais que crer, é assumir um compromisso com Deus, é ser fiel não apenas ao ser que é Deus, mas nas diretrizes de Deus, fiel e cumpridor daquilo que Deus nos pede e que está tão bem explicitado no Evangelho de Jesus.
Aqui entendemos a importância da palavra comprometimento, que significa se comprometer, se envolver com a fé em todos os caminhos e com todas ferrramentas que ela nos dá para bem realizarmos as ações que promovam o bem ao próximo.
Agora nos perguntamos: Existe necessidade da existência de casas espíritas?
É claro que sim. Outros segmentos, tais como, religioso, científico ou estudantil, tem a necessidade de ambientes onde se possa estudar, experimentar ou orar e o Espiritismo sendo uma filosofia, com muita ciência e também religiosidade, necessita à exemplo da “Casa do Caminho” onde o apóstolo Paulo ministrava o Evangelho do Cristo, de casas ou centros onde se possa estudar, ensinar, aprender e mais que tudo praticar o bem.
Aqui então, entra a cereja do bolo, que é a figura do trabalhador da casa espírita, pois em qualquer função onde estiver atuando o comprometimento do trabalhador na casa espírita, tem que ser como a fé, aquela fé, que já falamos, uma fé estudada, com lógica, sem falsos dogmas, sem ser cega, ou seja o trabalhador na casa espírita tem que estar envolvido, comprometido com o trabalho que vai realizar, sem contudo se deixar envolver por fanatismo, nem tampouco ser um espiríta de carreira, para melhor entender espírita de carreira é aquele que frequenta uma casa espírita almejando cargos como recepcionista, expositor, médium, presidência, etc.
O comprometimento do trabalhador na casa espírita requer antes de tudo amor. Amor fraternal, onde no atendimento aq próximo, seja ele quem for, ou como for, ser visto como um irmão.
Na casa espírita o trabalhador se doa. Doa seu tempo, sua disposição, sua vontade de fazer com que as dores alheias sejam minimizadas ou desapareçam.
Todos que estamos trabalhando na casa espírita temos como lema as palavras de Kardec, que é a frase que diz : - “Fora da Caridade não há Salvação”. Este é o objetivo de todo trabalhador espírita.
É uma luta dífícil, pois temos como nosso primeiro obstáculo as práticas ruins, os vícios, as más tendências, nossas imperfeições que viemos adquirindo em tantas encarnações passadas. Sem falar que nos encontramos na escola chamada Terra, um planeta de provas e expiações.
Mas, sabemos que aqui estamos como prova ou como expiação e isto faz parte do aprendizado para evoluimos em todos os sentidos e assim carimbarmos o passaporte para o mundo de regeneração.
A casa espírita e o comprometimento do trabalhador abre uma porta para a prática, quase incógnita da caridade, como nos ensinou o Mestre.
O pagamento, o salário, a remuneração pelo trabalho é a consciência e a felicidade de se sentir útil, de fazer o bem, de seguir os passos de Jesus e fazer a coisa certa. Ao enxergarmos a todos como irmãos, com todas suas diferenças passamos a respeitar, aceitar e amar. E isso faz toda a diferença, para que sejamos mais felizes e enfrentemos os revezes da vida com coragem e resignação.
O trabalhador espírita comprometido com a responsabilidade de sua atuação, usa de todas as virtudes que puder para atendimento ao próximo, tais como a benevolência, a beneficência, o saber ouvir e o saber calar.
Para encerrarmos nossa exposição, aqueles que não frequentam, ou que não trabalham numa casa espirita, sugiro, dêem-se essa oportunidade e verão sua vidas se transformarem por modificarem seus posicionamentos, seus pontos de vista, seu modus vivendi, suas atitudes.
Para tanto, o Recanto de Luz está sempre com suas portas abertas, bastando apenas entrar.
Muito obrigado.

Nenhum comentário:
Postar um comentário