TENHAMOS
PAZ
Vamos dar continuidade ao estudo do livro “Pão Nosso”, psicografado por Francisco Cândido Xavier e ditado pelo espírito Emmanuel.
O tema que iremos estudar está
no capítulo 65 sob o título “Tenhamos Paz”.
Antes de refletirmos sobre o
texto, vamos tentar entender o real significado da palavra Paz.
Para facilitar vamos
dividir em Paz Externa e Paz Interna, onde:
Paz Externa seria aquela que
fala:
Da ausência de lutas,
violências, tranquilidade pública.
Da ausência de conflitos
entre pessoas; bom entendimento; harmonia.
Da situação de um país
que não está em guerra com outro.
Do restabelecimento de
relações amigáveis entre países beligerantes; cessação de hostilidades.
De tratado de paz.
Paz Interna seria aquela que
diz respeito:
A ausência de conflitos
íntimos;
A tranquilidade da alma;
Ao sossego;
Ao repouso, ao silêncio;
A harmonia consigo mesmo.
Neste momento estamos com
inúmeros países em guerra uns com os outros, tais como Rússia versus Ucrânia,
Israel versus Resbolah e Hammas.
Ameaças entre China e Taiwan,
entre Coréia do Norte e Coréia do Sul e tantas outras, sugerindo que como o
entendimento não chega trazendo a paz a possibilidade de uma 3ª Grande Guerra
Mundial é viável e que por certo iria dizimar mais da metade da vida do planeta,
destruindo também flora, fauna, ar e muito mais.
Sabemos, que esse processo está
inserido na Lei de Destruição, sendo uma das ferramentas usadas pela
espiritualidade para alavancar o progresso e a evolução, mas não existirá essa
obrigatoriedade se cultivarmos a paz.
E aqui passamos a refletir o
texto elaborado por Emmanuel, que começa com uma citação de Paulo que está em
Tessalonicenses, 5:13, e diz:
“Tende paz entre
vós”.
O título deste texto de Emmanuel
é “Tenhamos Paz” e se observarmos com atenção tanto uma como o outro se
encontram com o verbo ter na forma imperativa, afirmando que a obrigatoriedade
da paz é uma necessidade para seguirmos evoluindo como sociedade, na
coletividade e também individualmente.
Emmanuel nos fala com a certeza de um espírito iluminado, que sem a paz
torna-se impossível a construção do bem, da fraternidade e do amor, entre todos do orbe.
Porém somos humanos encarnados
em um mundo de provas e expiações, espíritos em construção, onde a ignorância e
a belicosidade, predomina e que por esta razão, o aprendiz do Evangelho, deve
desenvolver a serenidade interior diante dos conflitos que buscam envolvê-lo a
todo instante.
Emmanuel nos diz ainda que toda
mente encarnada sofrendo influencias dos sentidos e percepções, neste mundo
material, tem que dominar a si mesmo em totalidade e direcionar ações e
pensamentos para a prática do bem, pois só assim a guerra será banida do planeta.
Entendemos assim que o primeiro
passo para a construção da paz é aprendermos a ter paz em si mesmo.
Isto significa em sermos
pacíficos, observando a educação de nossa visão, o gosto e o ímpeto, em sermos
brandos com todos.
Ser pacífico é um exercício que
como as demais virtudes, depende de boa vontade em mudar e vigilância constante
dos nossos pensamentos e atos.
Geralmente nossas inclinações
distorcem o que vemos, ouvimos e sentimos e com isto ficamos distantes da
realidade essencial.
Nossas perturbações internas
fazem com que informações lançadas com boa intenção sejam interpretadas de
acordo com o que distorcemos.
A luz ou a treva absorvem
nossa inteligência e vamos sentir com reflexão ou com o caos, aquilo que
instalamos no próprio entendimento.
Emmanuel termina este texto,
afirmando que sem calma é impossível trabalhar para o bem e que sem paz dentro
de nós jamais alcançaremos, os círculos da verdadeira paz.
Para encerrar nosso estudo de
hoje, vimos que para a construção da paz é necessário que sejamos pacíficos com
todos, com nossa família, amigos, colegas, afetos e desafetos e pacíficos
conosco mesmo, entendendo, que embora sejamos criações de Deus, criados para
sermos espíritos puros, temos vícios e más tendências, adquiridos ao longo de
inúmeras reencarnações e isto faz parte do aprendizado nessa caminhada de se
construir a si próprio.
Jesus além de seu exemplo,
nos deixa em seu Evangelho, a frase: “bem
aventurados os pacíficos, pois eles serão chamados filhos de Deus”, nos
dizendo que a doçura, a moderação, a mansuetude, a afabilidade a paciência são
os caminhos que nos levam sermos chamados filhos de Deus ficando entendido que
é condenável a violência, a cólera e toda expressão descortês com respeito ao
semelhante.
Em continuação da construção
de um ser pacífico, sejamos também pacificadores, pois assim seremos mensageiros
e organizadores da paz, e quanto mais pacificadores no planeta a paz estará
garantida.
