quinta-feira, 17 de outubro de 2024

TENHAMOS PAZ

 

TENHAMOS PAZ

 

 

                

                Vamos dar continuidade ao estudo do livro “Pão Nosso”, psicografado por Francisco Cândido Xavier e ditado pelo espírito Emmanuel.

                O tema que iremos estudar está no capítulo 65 sob o título “Tenhamos Paz”.

                Antes de refletirmos sobre o texto, vamos tentar entender o real significado da palavra Paz.

               Para facilitar vamos dividir em Paz Externa e Paz Interna, onde:

                Paz Externa seria aquela que fala:

Da ausência de lutas, violências, tranquilidade pública.

Da ausência de conflitos entre pessoas; bom entendimento; harmonia.

Da situação de um país que não está em guerra com outro.

Do restabelecimento de relações amigáveis entre países beligerantes; cessação de hostilidades.

De tratado de paz.

                 Paz Interna seria aquela que diz respeito:

A ausência de conflitos íntimos;

A tranquilidade da alma;

Ao sossego;

Ao repouso, ao silêncio;

A harmonia consigo mesmo.

         Neste momento estamos com inúmeros países em guerra uns com os outros, tais como Rússia versus Ucrânia, Israel versus Resbolah e Hammas.

                Ameaças entre China e Taiwan, entre Coréia do Norte e Coréia do Sul e tantas outras, sugerindo que como o entendimento não chega trazendo a paz a possibilidade de uma 3ª Grande Guerra Mundial é viável e que por certo iria dizimar mais da metade da vida do planeta, destruindo também flora, fauna, ar e muito mais.

                   Sabemos, que esse processo está inserido na Lei de Destruição, sendo uma das ferramentas usadas pela espiritualidade para alavancar o progresso e a evolução, mas não existirá essa obrigatoriedade se cultivarmos a paz.

                  E aqui passamos a refletir o texto elaborado por Emmanuel, que começa com uma citação de Paulo que está em Tessalonicenses, 5:13, e diz:

Tende paz entre vós”.

                 O título deste texto de Emmanuel é “Tenhamos Paz” e se observarmos com atenção tanto uma como o outro se encontram com o verbo ter na forma imperativa, afirmando que a obrigatoriedade da paz é uma necessidade para seguirmos evoluindo como sociedade, na coletividade e também individualmente.

                 Emmanuel nos fala com a certeza de um espírito iluminado, que sem a paz torna-se impossível a construção do bem, da fraternidade e  do amor, entre todos do orbe.

               Porém somos humanos encarnados em um mundo de provas e expiações, espíritos em construção, onde a ignorância e a belicosidade, predomina e que por esta razão, o aprendiz do Evangelho, deve desenvolver a serenidade interior diante dos conflitos que buscam envolvê-lo a todo instante.

               Emmanuel nos diz ainda que toda mente encarnada sofrendo influencias dos sentidos e percepções, neste mundo material, tem que dominar a si mesmo em totalidade e direcionar ações e pensamentos para a prática do bem, pois só assim a guerra será banida do planeta.

                Entendemos assim que o primeiro passo para a construção da paz é aprendermos a ter paz em si mesmo.

                Isto significa em sermos pacíficos, observando a educação de nossa visão, o gosto e o ímpeto, em sermos brandos com todos.

            Ser pacífico é um exercício que como as demais virtudes, depende de boa vontade em mudar e vigilância constante dos nossos pensamentos e atos.         

          Geralmente nossas inclinações distorcem o que vemos, ouvimos e sentimos e com isto ficamos distantes da realidade essencial.

              Nossas perturbações internas fazem com que informações lançadas com boa intenção sejam interpretadas de acordo com o que distorcemos.

         A luz ou a treva absorvem nossa inteligência e vamos sentir com reflexão ou com o caos, aquilo que instalamos no próprio entendimento.

       Emmanuel termina este texto, afirmando que sem calma é impossível trabalhar para o bem e que sem paz dentro de nós jamais alcançaremos, os círculos da verdadeira paz.

                Para encerrar nosso estudo de hoje, vimos que para a construção da paz é necessário que sejamos pacíficos com todos, com nossa família, amigos, colegas, afetos e desafetos e pacíficos conosco mesmo, entendendo, que embora sejamos criações de Deus, criados para sermos espíritos puros, temos vícios e más tendências, adquiridos ao longo de inúmeras reencarnações e isto faz parte do aprendizado nessa caminhada de se construir a si próprio.

                   Jesus além de seu exemplo, nos deixa em seu Evangelho, a frase:  bem aventurados os pacíficos, pois eles serão chamados filhos de Deus”, nos dizendo que a doçura, a moderação, a mansuetude, a afabilidade a paciência são os caminhos que nos levam sermos chamados filhos de Deus ficando entendido que é condenável a violência, a cólera e toda expressão descortês com respeito ao semelhante.

                   Em continuação da construção de um ser pacífico, sejamos também pacificadores, pois assim seremos mensageiros e organizadores da paz, e quanto mais pacificadores no planeta a paz estará garantida.