A VINHA
Dando continuidade ao
nosso estudo do livro “Pão Nosso”, psicografado por Francisco Cândido Xavier,
ditado pelo espírito Emmanuel o tema de hoje se encontra no capítulo 29, sob o
título de “A vinha”.
Para termos um melhor
entendimento das reflexões de Emmanuel, vamos lembrar que a parábola dos
Trabalhadores da Vinha, que serviu de base para o nosso estudo de hoje, possui
conceitos profundos, nos fala em sentido figurado da vinha, da jornada de
trabalho, do pagamento justo, do últimos serem os primeiros, mas em essência,
designa o local dos serviços humanos e refere-se ao volume de obrigações que os
aprendizes receberam do Mestre Divino.
Emmanuel, no texto do
nosso estudo de hoje, começa suas reflexões, pinçando desta parábola a
sentença:
“E disse-lhes; ide
vós também para a vinha e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram.”
(Mateus,20:4)
Emmanuel, traz a baila a
figura da vinha, muito usada metaforicamente no Velho e Novo Testamento bem
como nos ensinamentos do Cristo, por ser muito comum o plantio de videiras e o
uso do vinho por aqueles povos. A importância desta simbologia é tão forte que
quando da codificação do espiritismo, mais precisamente na publicação do Livro
dos Espíritos, os espíritos solicitaram a Kardec, que inserisse no cabeçário
dos Prolegômenos, o desenho que eles fizeram, de uma cepa, um ramo de videira,
contendo o galho, as folhas e frutos, porque ela é um emblema do Criador, dirão
eles.
Todos os princípios
materiais e espirituais podem se representar nela.
Resumindo:
A VINHA é a terra, nosso
planeta, morada de almas e também de espíritos em processo de construção
buscando a perfeição;
A CEPA é o nosso corpo material;
O LÍCOR é o espírito e
O FRUTO é a alma, sintetizando a união do corpo
com o espírito.
A conclusão que se chega
é que a vinha por ser a nossa Terra, tem como o senhor dessa vinha Jesus, o
governante do nosso planeta que vem como comandante dessa nave, organizando,
estruturando e conduzindo o Orbe, com maestria e perfeição desde sua formação a
bilhões de anos, onde essa vinha já passou pelos estágios de mundo primitivo, e
atualmente mundo de provas e expiações. Fomos e somos todos convidados a
trabalhar nessa vinha visando nosso aperfeiçoamento para de espírito simples e
ignorante chegarmos a espíritos puros e nesse processo se desenrolam inúmeras
reencarnações.
Já poderíamos ter galgado
uma posição melhor na escala evolutiva. Mas a evolução não se dá de um dia para
o outro, demanda tempo, aprendizado, resgates, regeneração, reparação e como
somos presos aos interesses do mundo material e ainda não termos entendido que
somos espíritos imortais usando corpos carnais, nos prendemos a desejos idéias
e conceitos inerentes a matéria, que nada somam a nossa espiritualidade e assim
cultuamos o egoísmo e o orgulho, desenvolvendo as antivirtudes da vaidade, dos
preconceitos, da usura, dos desmandos no poder e tantos outras que fazem
dissabores e permitem a presença da famosa mestra Dra., Dor em nossas vidas. Estas
consequências aparecem nas reencarnações, aí se caracterizando como expiações e
provas.
Deus, em sua bondade
infinita, permite que reencarnemos nessa vinha do Mestre tantas vezes quanto
forem precisas, até que se conclua o total resgate e reparação dos erros
cometidos. Assim somos sempre convidados a trabalhar nos tornando trabalhadores
cocriadores de Jesus na sua vinha. Todos serão pagos igualmente com justiça, do
primeiro ao último trabalhador.
Porém ao nos desviarmos
da prática do bem seremos como a videira que tem ramos que secam ou frutos que
apodrecem, aí sendo necessária a poda, combatendo os fungos, cortando os galhos
ressequidos, extirpando os maus frutos e isto representando nossos vícios, más
tendências ao serem eliminados, fará que a videira volte a florescer cheia de
vida e gerar sementes.
Esse reflorescer
significa nossas diversas reencarnações, que vão nos capacitar para trabalhar
na vinha de Jesus.
Atualmente nos
encontramos ainda, acreditando que o Orbe é o palco de todos nossos desvarios e
fazemos dele o tablado de hegemonias raciais e politicas promovendo a guerra em
todas as suas nuances, velada ou mostrada, incluindo aí a guerra armada.
Segundo a ONU, somos no planeta 193 países e
mais de 50 se encontram em guerra uns com os outros e também em guerras civis,
promovendo, mortes, fome, iniquidades, doenças, ódios, despertando o pior nos
homens.
Mas ao mesmo tempo, este
processo faz parte de separar o joio do trigo, de fazer a poda necessária para
a transição do orbe para planeta de regeneração.
Emmanuel nos diz que
embora ainda vivamos na bestialidade do uso da força, da falta de brandura da
ausência de mansuetude vamos despertar para nosso imenso engano, pois junto a
crosta terrestre estão os filhos da razão, que como uma enxertia exitosa, irão
trazer consigo, quando de suas encarnações, a tarefa de contribuir para que
tenhamos no orbe um padrão de vida mais elevado.
Para encerrar,
lembremo-nos que sendo a vinha do Cristo, ele nos abraça a todos como irmãos e
trabalhadores. Então sabedores que somos os trabalhadores da última hora num
planeta que está em pleno processo de transição façamos a nossa parte o mais
que pudermos, sendo fraternos com todos sem distinção ou preconceitos,
praticando o bem, praticando a caridade com piedade e beneficência para que a
nossa vinha, não seja apenas nossa, mas que seja de todos, para que a de todos
também seja nossa e assim cobriremos todo o planeta traduzindo a vinha em amor
fraterno incondicional e lembrando quando desanimarmos, que o Senhor nos
concedeu a cada um, material justo e bom, bastando apenas boa vontade
alicerçada no amor.
Saiu também na terceira
hora e tendo visto na praça outros sem nada fazer mandou-os também para a vinha
prometendo pagamento razoável e eles para lá se foram.
Saiu ainda na sexta e na
nona hora do dia e fez a mesma coisa.
Tendo saído na décima
primeira hora ao encontrar outros que estavam sem fazer nada perguntou-lhes:
Porque permaneceis aí durante todo dia sem trabalhar? Eles responderam: Porque
ninguém nos aliciou; e ele lhes disse: Ide vós também para a minha vinha.
Ao término da jornada
chamou-os e começou a paga-los começando desde os últimos até os primeiros e a
todos foram dados os mesmos valores de um denário a cada um.
Os trabalhadores da
primeira hora, acreditando que deveriam receber mais que os da última hora
argumentavam a injustiça de haverem trabalhado todo dia enquanto eles
trabalharam somente uma hora.
Ele então lhes disse: Eu
não vos fiz injustiça, pois paguei-lhes o que foi acertado, por mim, dou a
estes últimos o mesmo valor. Não me é permitido fazer o que quero? E o vosso
olho é mau porque sou bom?
