sábado, 5 de agosto de 2023

FALSAS ALEGAÇÕES

 

 

 


 

                Dando continuidade ao estudo do livro “Pão Nosso”, psicografado por Francisco Cândido Xavier e ditado pelo espírito Emmanuel, hoje vamos ver o texto do item 19 sob o título “Falsas Alegações”.

                Este texto tem inúmeros assuntos inseridos dentro dele que poderíamos abordar, tais como reencarnação, obsessão, espíritos inferiores, mas hoje vamos nos ater nos assuntos sobre a verdade, as falsas alegações, que é o tema central e o autoconhecimento.

                Afim de fazermos uma reflexão mais abrangente, vamos fazer a leitura do texto e no decorrer, refletiremos as passagens lidas:

 

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FALSAS ALEGAÇÕES

 

Que tenho eu contigo, Jesus, filho do Deus Altíssimo? Peço-te que não me atormentes.”

                                      (Lucas, 8:28)

 

O caso do Espírito perturbado que sentiu a aproximação de Jesus, recebendo-lhe a presença com furiosas indagações, apresenta muitos aspectos dignos de estudo.

A circunstância de suplicar ao Divino Mestre que não o atormentasse requer muita atenção por parte dos discípulos sinceros.

Quem poderá supor o Cristo capaz de infligir tormentos a quer que seja?

E, no caso, trata-se de uma entidade ignorante e perversa que, nos íntimos desvarios, muito já padecia por si mesma. A vizinhança do Mestre, contudo, trazia-lhe claridade suficiente para contemplar o martírio da própria consciência, atolada num pântano de crimes e defecções tenebrosas. A luz castigava-lhe as trevas interiores e revelava-lhe a nudez dolorosa e digna de comiseração.  

O quadro é muito significativo para quantos fogem das verdades religiosas da vida, categorizando-lhe o conteúdo à conta do amargo elixir de angústia e sofrimento.

Esses espíritos indiferentes e gozadores costumam afirmar que os serviços da fé alagam o caminho de lágrima, enevoando o coração.

Tais afirmativas, no entanto, denunciam-nos.

 

Em maior ou menor escala, são companheiros do irmão infeliz que acusava Jesus por ministro de tormentos.

 

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           Para dar inicio as nossas reflexões nos perguntamos, qual o significado de falsas alegações?

          Vamos entender que sejam as famosas “desculpinhas” que comumente usamos para justificarmos nossos atos, tornando verossímil nossa atitude, portanto isenta de qualquer repreensão. Nesse proceder, omitimos e até mesmo mentimos o real acontecimento afim de termos credibilidade frente aos outros e pasmem a nós também.

            E assim vamos fazendo um mundo ilusório, no qual achamos que sempre estamos certos e com razão.

           Construímos e vivemos ilusões e com o tempo vem a descoberta de que a ilusão só cria a desilusão e o descredito de todos que nos cercam, pois as falsas alegações são despidas de credibilidade e sabemos que a mentira como diz o ditado: “tem pernas curtas” e mais hora ou menos hora aparece.

             Este texto, começa com uma lamentação de um espírito obsessor, que sendo uma entidade imersa no mal, perversa já de longa data, estava envolvida em trevas, e ao sentir a presença do Mestre, com sua luminosidade, sentiu-se incomodado.         

             É porque a verdade ofusca e dissipa as trevas e aqueles que se escondem nas mentiras e nas falsas alegações sentem-se confortados em não serem reconhecidos como de fato o são.

               E a verdade vem como a luz desnudando tudo que estava escondido, obscuro e então aqueles pobres espíritos vivenciando o mal, têm um choque ao serem vistos como de fato são.

               A vergonha, o reconhecimento da culpa, produz ainda uma dor psíquica maior ainda, pois têm a própria consciência julgando-os e condenando-os, por suas práticas.

                Emmanuel nos diz ainda, que usamos falsas alegações em cumprimento de práticas frente a religiosidade, isto quer dizer, criamos empecilhos para a prática do bem, da caridade, da fraternidade, usando frases feitas de “não tenho tempo”, “estou muito    ocupado”, “não tenho dinheiro”, “me sinto doente” e por aí vai. Não entendemos que ao exercemos o bem sem falsas alegações e lamentações estamos despertando e exercitando em nós virtudes, que nos encaminham ao Reino dos Céus.

               A pergunta que agora surge é o que fazer para evitar essa tendência de usarmos de falsas alegações para justificarmos nossos erros?

               Primeiramente temos que seguir uma máxima escrita no portal do Oraculo de Delfos, na Grécia Antiga e também proferido por Sócrates, que diz: “conhece a ti mesmo”. Sem o autoconhecimento fica difícil aplicarmos o correto proceder.

               Conhecermo-nos no intuito de buscarmos nossa reforma moral, significa buscarmos dentro de nós, sem falsas alegações o real porquê dos nossos atos.

               Descobrir o que queremos para nossas vidas, o que realmente somos, o quanto somos invejosos, vaidosos, orgulhosos, egoístas, insensíveis. Para tanto podemos fazer como Santo Agostinho que ao deitar-se á noite repassava mentalmente todas as ações do dia, afim de poder reconhecer alguma prática infeliz e tentar consertar no dia seguinte.

                Não importa o sistema, o importante é sondarmos nossa alma e na descoberta de nossos vícios, más tendências, imperfeições morais, buscarmos forças, dentro de nós, para substituirmos o homem velhos, que há muito habita dentro de nós por um homem novo, um homem de bem em conformidade com o que nos ensina o Mestre, no seu Evangelho, quando nos diz: sede perfeitos.

               É difícil? Claro que é. Mas o Pai em sua bondade infinita nos deu o presente da vida, cheia do outros tantos presentes, tais como livre arbítrio, consciência, mentores espirituais, oportunidades infinitas de aprendermos nas múltiplas reencarnações e para tanto basta boa vontade.

                Com certeza iremos reincidir em velhas falsas alegações, em velhos erros, uma vez que somos um somatório de muitas personalidades ao longo dos tempos e muito embora, agora esta seja a melhor versão de nós mesmos, temos um longo caminho pela frente. Mas se adotarmos a verdade como nossa espada e nosso escudo conseguiremos vencer as falsas alegações e começaremos o trabalho da nossa reforma intima. Reforma esta que vai se dar aos poucos, mas com certeza a cada novo dia, uma nova vitória, afinal sabemos quem somos e o que precisa ser feito, para sermos melhores, para termos paz na consciência, para sermos felizes.

                E para sermos verdadeiramente felizes temos que ser fraternos uns com os outros, usando a luz da verdade para descobrirmos as reais necessidades nossas e do próximo.

                  Jesus nos disse: - ‘conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.

                  Podemos empregar esse ditado a todas as situações de nossas vidas e aqui no texto, a verdade sobre nossas falsas alegações nos libertará e poderemos sob a luz do Cristo, caminharmos de cabeça erguida em direção ao Pai.

                 

 

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