quinta-feira, 18 de maio de 2023

O BEM É INCANSÁVEL

 

O BEM É INCANSÁVEL

 Hoje vamos refletir os ensinamentos contidos no capítulo 11, do livro intitulado “Pão Nosso”, psicografado por Francisco Cândido Xavier e ditado pelo espírito Emanuel. O tema nos diz: O Bem é Incansável e começa com uma exortação de Paulo numa carta aos Tessalonicenses II, 3:13, onde ele manda a mensagem aquela Igreja dizendo: “e vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem”.

Em cima desta sentença Emanuel vai desenvolver o que está explícito na mensagem e vai desdobrá-la em inúmeras reflexões, como vamos ver.

O que é a prática do bem?

A prática do bem é o exercício do amor. É o uso da caridade no trato com o próximo e também conosco mesmo.

Mas esse Bem que Paulo pede é o bem verdadeiro e aqui Emanuel nos diz que a prática do bem verdadeiro é aquela que vem carregada de sentimentos, ou melhor, de virtudes, como a benevolência, a misericórdia, a doação, pois só assim estará o amor sendo usado nesta prática, isento de outros interesses, que venham nos promover ou tornar nosso ato indigno aos olhos de Deus.

Ouvimos muitas pessoas dizerem que estão cansadas com a prática do bem, ou se sentem melindradas por não serem reconhecidas como benfeitoras, ou esperam gratidão daqueles a quem atenderam. Com certeza essa prática do bem , não vem de fonte pura, pois está recheada de motivação egoísta e orgulhosa.

A prática do bem tem que vir orientada pelos ensinamentos do Mestre Jesus, que nos diz “ama teu próximo, como a ti mesmo”.

Se assim for feita o trabalho de semear o bem é incansável, pois nos vestiremos de armadura contra a ingratidão e seguiremos o exemplo do nosso modelo e guia Jesus.

E mais, podemos nos sentir cansados no corpo físico, mas a alma não. Nossa alma vai se sentir cada vez mais envolvida por uma força inquebrantável, pois o amor fraterno assim exercido refrigera, acalma e revigora as energias e nos sentimos cada vez mais fortes, serenos, conscientes do propósito de servir de sermos luz e bálsamo aqueles que sofrem.

Emanuel também nos fala sobre termos prudência em refletirmos sobre os males que nos assaltam depois do bem que julgamos haver semeado ou nutrido, ou seja se praticarmos o bem conforme o Cristo faria se estivesse em nosso lugar, não haverão dúvidas ou avaliações tendenciosas para o que foi feito. Bem simples assim, o bem foi feito e pronto. Agora seguir para novos projetos.

Muitas vezes, criamos empecilhos fantasiosos para não praticarmos o bem, tais como: não tenho tempo, sou muito ocupado, me falta dinheiro etc., e muito pior quando nos colocamos como juízes julgando se aquele que necessita merece nossa prática, nosso atendimento.

Para prática do bem, Jesus nos diz que basta apenas boa vontade.

Rossandro Klinjey, ilustre palestrante espírita, nos fala sobre a prática do bem e ao fazer a pergunta “porque vivemos praticando o mal”, nos esclarece primeiramente que somos um planeta de provas e expiações, portanto o mal habita aqui e que o bem não gera ibope.

Quando lemos, ouvimos e vemos as notícias, se prestarmos atenção, vamos concluir que o mal, a desgraça, o infortúnio coletivo ou não, é que chamam atenção da mídia. Os crimes de toda e qualquer natureza encontram aceitação em nossas conversas e lá vamos nós nos togarmos como juízes, julgando e condenando aqueles que os praticaram.

Com o advento da internet e a criação das redes sociais a prática do mal ficou hight tech, pois agora fica mais amplo a ação de caluniar, julgar, condenar um desafeto, ou qualquer um que nem sabemos o porquê nos desagrada.

O bem é muito pouco proclamado e sabem qual o motivo?

Falta-nos audácia. O mal é audacioso e o bem é tímido. Já passou da hora de revertermos essa condição, até porque estamos em pleno processo de transição planetária, de planeta de provas e expiações para planeta de regeneração.

Cristo quando precisou de alguém que fosse capaz de superar todas dificuldades com fé e semear o evangelho não foi entre seus apóstolos que procurou aquele que faria a diferença. Foi buscar Saulo, que embora acreditando estar praticando o que era certo, determinado pelo Sinédrio, perseguia e matava os cristãos, reconheceu estar errado no encontro em Damasco e convertido agora como Paulo, continuou audacioso e determinado em divulgar o cristianismo.

O Cristo viu em Saulo a audácia que era necessária para semear em todos a boa nova e assim foi feito.

Emanuel nos diz ainda que para que a prática do bem seja realizada existe a necessidade de nos conhecermos o mais profundamente possível, pois ao nos conhecermos poderemos aquilatar nossas fraquezas, vícios, más tendências, nosso orgulho, nosso egoísmo e trabalhando isto em nós seremos resilientes e vamos nos habilitar para compreender e aceitar os desequílibrios alheios.

A prática do bem é feita no dia-a-dia, a todo momento, com palavras, atos, com silêncio, com respeito a todos.

Temos que ficar cientes que quem mais ganha somos nós, pois não existe felicidade maior do que ser útil, de enxugar lágrimas, de salvar vidas, de sermos faternos.

Para encerrarmos, nosso estudo de hoje lembremo-nos que fomos criados para sermos espíritos puros, co-criadores da obra do Pai e que para alcançarmos esse estágio, só através do bem feito com amor, com empatia, com sentimento, porque se houver uma pontinha de tédio ou algo que contrarie a caridade é porque o bem ainda não emergiu de nós mesmos.


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