domingo, 5 de fevereiro de 2023

Exposição MÃOS A OBRA

 Mãos a obra 


 Iniciamos o mês de Fevereiro com o estudo de uma nova obra psicografada por Francisco Candido Xavier, ditada pelo espirito de seu mentor Emanuel. 
 Esta obra, faz parte de quatro volumes denominado “Coleção Fonte Viva”, e é cada obra composta de 180 cápítulos com comentários e reflexões dos ensinamentos do Evangelho. E o nosso tema de hoje está no capítulo I, com o título “MÃOS À OBRA”. 
Este texto começa com uma interpelação de Paulo contida na 1ª Epístola aos Coríntios, 14:26 e diz: 
“Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se para edificação”. 
Quando Paulo escreveu esta carta a Igreja de Corinto lutava com certas dificuldades onde eram apreciados diversos problemas espirituais dos companheiros, mas sabemos que os ensinamentos contidos nos evangelhos, são atemporais e não devem ser interpretados na forma da letra, mas pelo sentido da mensagem, que se aplica a todos e todos os tempos. 
Então mãos à obra, é um chamamento, para sacudirmos a condição de inercia e nos tornarmos peças atuantes na edificação de um mundo melhor, pois nos alerta Paulo, tens doutrina, tens revelação, tens língua, tens interpretação. É importante obsevar que esse convite de edificar não se resume apenas em levarmos o conhecimento de todos a nossa e transformarmos o mundo , mas também aplicarmos essas transformações regeneradora a cada um de nós, uma vez que estamos cientes do momento porque estamos passando, de planeta de provas e expiações para planeta de regeneração e que fique bem claro que o processo de regeneração não é aplicado ao orbe, mas aos habitantes deles, ou seja, a nós. Esse processo vem afunilando as oportunidades, pois existem uma gama imensa de irmãos desencarnados esperando uma oportunidade para aqui encarnar e tentar como trabalhadores da última hora a sua regeneração, Com isso não podemos perder essa encarnação presente, para tentarmos nos livrar dos vícios e imperfeições que carregamos de vidas pretéritas, praticando, vivendo no dia-a-dia o evangelho do Cristo, praticando a verdadeira caridade, que só tem compromisso com o bem ao próximo, pois o Mestre deixa claro que a caridade é a estrada que conduz ao Pai. 
Portanto nesse comportamento regenerador estaremos carimbando o passaporte para o mundo de regeneração. Estamos sempre achando desculpas para justificar nossos erros, nossa inercia na prática do bem. E porque agimos assim, se já temos consciência do certo e do errado? A resposta diz respeito a nossa incidência e reincidência ao mal. Ou seja por estarmos presos a materialidade da carne vimos tão somente o mundo material e os valores tomam a forma errônea, porque passamos a viver achando que o importante é o ter e não o ser. Esquecemos que na encarnação nosso corpo material, vai do berço ao túmulo e que ao desencarnarmos temos que prestar conta de tudo que nos foi confiado nesta vida, como: filhos, amores, trabalhos, comportamentos e prática da caridade. Aqueles que reincidem no mal, não terão a pena da danação eterna, pois Des em sua infinita bondade e justiça, concede sempre uma nova chance de repararmos e transformarmos os erros em acertos através de novas reencarnações. Mas não se enganem, pois nada atrasa a Lei Natural do progresso e aqueles que continuarem a se deleitar no mal, serão convidados a deixar o orbe e irem reencarnar em outros mundos de provas e expiações e até mesmo em mundos primitivos. Deus em sua infinita misericórdia nos permitiu a vinda do Messias esse espirito de luz, que veio para nos servir de modelo e guia, através dos seus exemplos e ensinamentos contidos no evangelho. Mas, muitas pessoas e também seguimentos religiosos colocam a imagem de Jesus num patamar inalcansável, por vezes atribuindo a ele a condição de Deus. Esquecem que Jesus é o governante do nosso orbe e que também esteve na formação e concepção do nosso planeta sempre deixa claro que somos filhos do mesmo pai, portanto somos irmãos em Cristo e criação de Deus. Foi Jesus que disse: “Sois deuses e se tivesses a fé do tamanho de um grão de mostarda, serieis capaz de mover montanhas”, e aqui entendemos montanhas não com o sentido literal da palavra, mas com a interpretação dos nossos problemas de foro intimo, de nossas imperfeições, do nosso egoísmo, de nosso orgulho. Também deixou claro no livro Jesus no Lar, psicografado por Francisco Candido Xavier e ditado pelo espírito Néio Lucio, “que para a prática do bem nos falta somente boa vontade”. Então, mãos à obra também se aplica a nós espiritas, no sentido de espalharmos o evangelho do cristo e entendermos de vez, que praticar a caridade não é tão somente doar alimentos, ou bens materiais, ou vir ao centro espírita dar passes, participar de reuniões mediúnicas ou fazer exposições. 
Não, ao espírita cabe o dever de praticar a caridade em toda sua abrangência, no cotidiano, nas pequenas e corriqueiras situações também, e assim fazendo o mãos à obra. Emanuel nos chama a atenção em não nos prendermos a fenomenologia do espiritismo e sim ao estudo e a pratica do evangelho com a finalidade de nos tornarmos homens de bem e caminharmos em direção ao Pai. Então feito o convite: MÃOS À OBRA.