Mãos a obra
Iniciamos o mês de Fevereiro com o
estudo de uma nova obra psicografada por
Francisco Candido Xavier, ditada pelo
espirito de seu mentor Emanuel.
Esta obra, faz parte de quatro
volumes denominado “Coleção Fonte
Viva”, e é cada obra composta de 180
cápítulos com comentários e reflexões dos
ensinamentos do Evangelho.
E o nosso tema de hoje está no
capítulo I, com o título “MÃOS À
OBRA”.
Este texto começa com uma
interpelação de Paulo contida na 1ª
Epístola aos Coríntios, 14:26 e diz:
“Que fareis, pois, irmãos? Quando
vos ajuntais, cada um de vós tem
doutrina, tem revelação, tem língua,
tem interpretação. Faça-se para
edificação”.
Quando Paulo escreveu esta carta a
Igreja de Corinto lutava com certas
dificuldades onde eram apreciados
diversos problemas espirituais dos
companheiros, mas sabemos que os
ensinamentos contidos nos evangelhos,
são atemporais e não devem ser
interpretados na forma da letra, mas pelo
sentido da mensagem, que se aplica a
todos e todos os tempos.
Então mãos à obra, é um
chamamento, para sacudirmos a condição
de inercia e nos tornarmos peças atuantes
na edificação de um mundo melhor, pois
nos alerta Paulo, tens doutrina, tens
revelação, tens língua, tens interpretação.
É importante obsevar que esse
convite de edificar não se resume apenas
em levarmos o conhecimento de todos a
nossa e transformarmos o mundo , mas
também aplicarmos essas transformações
regeneradora a cada um de nós, uma vez
que estamos cientes do momento porque
estamos passando, de planeta de provas e
expiações para planeta de regeneração e
que fique bem claro que o processo de
regeneração não é aplicado ao orbe, mas
aos habitantes deles, ou seja, a nós.
Esse processo vem afunilando as
oportunidades, pois existem uma gama
imensa de irmãos desencarnados
esperando uma oportunidade para aqui
encarnar e tentar como trabalhadores da
última hora a sua regeneração, Com isso
não podemos perder essa encarnação
presente, para tentarmos nos livrar dos
vícios e imperfeições que carregamos de
vidas pretéritas, praticando, vivendo no
dia-a-dia o evangelho do Cristo,
praticando a verdadeira caridade, que só
tem compromisso com o bem ao próximo,
pois o Mestre deixa claro que a caridade é
a estrada que conduz ao Pai.
Portanto
nesse comportamento regenerador
estaremos carimbando o passaporte para o
mundo de regeneração.
Estamos sempre achando desculpas
para justificar nossos erros, nossa inercia
na prática do bem. E porque agimos assim,
se já temos consciência do certo e do
errado? A resposta diz respeito a nossa
incidência e reincidência ao mal. Ou seja
por estarmos presos a materialidade da
carne vimos tão somente o mundo
material e os valores tomam a forma
errônea, porque passamos a viver achando
que o importante é o ter e não o ser.
Esquecemos que na encarnação nosso
corpo material, vai do berço ao túmulo e
que ao desencarnarmos temos que prestar
conta de tudo que nos foi confiado nesta
vida, como: filhos, amores, trabalhos,
comportamentos e prática da caridade.
Aqueles que reincidem no mal, não terão a
pena da danação eterna, pois Des em sua
infinita bondade e justiça, concede sempre
uma nova chance de repararmos e
transformarmos os erros em acertos
através de novas reencarnações. Mas não
se enganem, pois nada atrasa a Lei
Natural do progresso e aqueles que
continuarem a se deleitar no mal, serão
convidados a deixar o orbe e irem
reencarnar em outros mundos de provas e
expiações e até mesmo em mundos
primitivos.
Deus em sua infinita misericórdia
nos permitiu a vinda do Messias esse
espirito de luz, que veio para nos servir de
modelo e guia, através dos seus exemplos
e ensinamentos contidos no evangelho.
Mas, muitas pessoas e também
seguimentos religiosos colocam a imagem
de Jesus num patamar inalcansável, por
vezes atribuindo a ele a condição de Deus.
Esquecem que Jesus é o governante do
nosso orbe e que também esteve na
formação e concepção do nosso planeta
sempre deixa claro que somos filhos do
mesmo pai, portanto somos irmãos em
Cristo e criação de Deus.
Foi Jesus que disse: “Sois deuses e se
tivesses a fé do tamanho de um grão de
mostarda, serieis capaz de mover
montanhas”, e aqui entendemos
montanhas não com o sentido literal da
palavra, mas com a interpretação dos
nossos problemas de foro intimo, de
nossas imperfeições, do nosso egoísmo, de
nosso orgulho. Também deixou claro no
livro Jesus no Lar, psicografado por
Francisco Candido Xavier e ditado pelo
espírito Néio Lucio, “que para a prática do
bem nos falta somente boa vontade”.
Então, mãos à obra também se aplica
a nós espiritas, no sentido de espalharmos
o evangelho do cristo e entendermos de
vez, que praticar a caridade não é tão
somente doar alimentos, ou bens
materiais, ou vir ao centro espírita dar
passes, participar de reuniões mediúnicas
ou fazer exposições.
Não, ao espírita cabe
o dever de praticar a caridade em toda sua
abrangência, no cotidiano, nas pequenas e
corriqueiras situações também, e assim
fazendo o mãos à obra. Emanuel nos
chama a atenção em não nos prendermos a
fenomenologia do espiritismo e sim ao
estudo e a pratica do evangelho com a
finalidade de nos tornarmos homens de
bem e caminharmos em direção ao Pai.
Então feito o convite: MÃOS À
OBRA.
