terça-feira, 4 de novembro de 2025

AMAR SEM SOFRER

 


Amar, não sofrer: Uma leitura espírita sobre o amor consciente

Introdução

O amor é uma das experiências mais profundas e transformadoras da existência humana. Ao longo da história, ele tem sido exaltado como força criadora, sentimento sublime e caminho para a plenitude. No entanto, também tem sido confundido com sofrimento, posse, dependência e dor. Essa confusão é abordada com sensibilidade e profundidade no texto “Amar, não sofrer”, presente na obra Renovando Atitudes, psicografada por Francisco do Espírito Santo Neto, sob orientação do espírito Hamed.

A proposta de Hamed é clara: amar não deve ser sinônimo de sofrer. O sofrimento, segundo ele, nasce da forma equivocada como interpretamos o amor — especialmente quando o associamos à posse, ao controle e à dependência emocional. Essa reflexão encontra respaldo na Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec, que apresenta o amor como expressão da lei divina, força que liberta e promove a evolução do espírito.

Esta exposição tem como objetivo analisar o conteúdo do texto “Amar, não sofrer” à luz dos ensinamentos espíritas, especialmente das obras O Livro dos Espíritos, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. Através dessa análise, busca-se compreender como o Espiritismo propõe uma vivência do amor pautada na liberdade, no respeito mútuo e na maturidade emocional, afastando-se das concepções materialistas que frequentemente conduzem ao sofrimento.

O amor como força libertadora

No texto de Hamed, o amor é apresentado como uma força que liberta, que respeita a individualidade do outro e que promove o crescimento mútuo. Amar não é prender, controlar ou exigir; é permitir que o outro seja quem é, com liberdade e autenticidade.

Essa visão está em consonância com os ensinamentos de Allan Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XI (“Amar o próximo como a si mesmo”), onde o amor é descrito como sentimento que aproxima o ser humano de Deus. O verdadeiro amor é aquele que se expressa pela caridade, pela compreensão e pela aceitação, sem imposições ou expectativas egoístas.

Sofrimento como construção mental

Hamed afirma que o sofrimento no amor não é inevitável, mas sim uma construção mental baseada em expectativas irreais, medos e carências. Sofremos quando projetamos no outro a responsabilidade pela nossa felicidade, quando esperamos que ele nos complete ou nos salve de nossas inseguranças.

Em O Livro dos Espíritos, questões 913 e 914, os Espíritos ensinam que as paixões tornam-se nocivas quando dominam o homem, gerando desequilíbrio e sofrimento. O amor, quando contaminado por sentimentos como o egoísmo e o orgulho, deixa de ser força libertadora e se transforma em fonte de dor.

A ilusão do apego e da posse

Um dos principais pontos abordados por Hamed é a ilusão de que amar é possuir. O apego, segundo ele, é uma forma de medo — medo de perder, de ficar só, de não ser suficiente. Amar com apego é querer controlar o outro, moldá-lo às nossas necessidades, o que inevitavelmente gera sofrimento.

No Espiritismo, o apego é visto como obstáculo à evolução espiritual. Em O Céu e o Inferno, Kardec apresenta relatos de espíritos que sofrem após a morte por estarem presos a pessoas, bens ou situações da vida material. O desapego, por outro lado, é virtude que liberta o espírito e o prepara para experiências mais elevadas.

O papel do autoconhecimento

Para amar sem sofrer, é necessário conhecer-se. Hamed enfatiza que o autoconhecimento é caminho essencial para transformar o modo como amamos. Quando não conhecemos nossas emoções, carências e padrões de comportamento, projetamos no outro nossas inseguranças, criando vínculos baseados na dependência.

A Doutrina Espírita valoriza o autoconhecimento como ferramenta de reforma íntima. Em O Livro dos Espíritos, questão 919, Santo Agostinho recomenda o exame diário de consciência como forma de progresso espiritual. Conhecer-se é identificar as causas internas do sofrimento e trabalhar para superá-las com coragem e lucidez.

A maturidade espiritual no amor

Amar com maturidade espiritual é compreender que o amor não exige reciprocidade, controle ou recompensa. É um sentimento que se basta em si mesmo, que se expressa na doação, no respeito e na aceitação do outro como ele é.

Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XVII (“Sede perfeitos”), Kardec apresenta o amor como virtude essencial do homem de bem. Esse amor é universal, desinteressado e compassivo — muito diferente do amor possessivo que tantas vezes causa dor.

Hamed propõe que a maturidade no amor surge quando deixamos de buscar no outro aquilo que só podemos encontrar em nós mesmos: paz, equilíbrio e sentido. Quando nos tornamos inteiros, podemos amar com leveza, sem exigir, sem cobrar, sem sofrer.

Casos práticos e exemplos

Ao longo do capítulo “Amar, não sofrer”, Hamed apresenta exemplos de situações comuns em que o amor se confunde com sofrimento: relacionamentos marcados por ciúme, controle, dependência ou idealizações. Ele mostra como essas experiências são oportunidades de aprendizado e crescimento, desde que enfrentadas com consciência.

A Doutrina Espírita nos convida a enxergar os relacionamentos como instrumentos de evolução. Cada vínculo afetivo é uma chance de desenvolver virtudes como paciência, tolerância, perdão e desapego. Mesmo as dores do amor têm um propósito educativo, desde que compreendidas sob a ótica espiritual.

Comparações com outras visões espirituais

Em muitas tradições religiosas, o amor é associado ao sacrifício, à renúncia e até ao sofrimento como prova de fé. Embora o Espiritismo reconheça o valor do esforço e da superação, ele propõe uma visão mais equilibrada e racional do amor.

Allan Kardec, ao codificar a Doutrina Espírita, buscou conciliar fé e razão. O amor, nesse contexto, não é sofrimento, mas sim libertação. Ele é a expressão mais elevada da lei de justiça, amor e caridade, conforme descrito em O Livro dos Espíritos, questão 886.

Essa abordagem diferencia o Espiritismo de outras visões que romantizam a dor como parte essencial do amor. Para os espíritas, o sofrimento não é um fim em si mesmo, mas um sinal de que há algo a ser compreendido, curado e transformado.

Conclusão

A análise do texto “Amar, não sofrer” sob a ótica da Doutrina Espírita revela uma proposta profunda de transformação interior. Amar verdadeiramente é libertar, compreender, respeitar — e não sofrer. O sofrimento no amor nasce da ignorância, do apego e da dependência emocional, e pode ser superado através do autoconhecimento e da maturidade espiritual.

O Espiritismo nos convida a viver o amor como expressão da lei divina, como força que edifica e promove a evolução do espírito. Ao compreender que o amor não exige posse, reciprocidade ou controle, libertamo-nos das amarras do sofrimento e abrimos espaço para relações mais saudáveis, conscientes e elevadas.

Que esta reflexão inspire o leitor a revisar seus conceitos sobre o amor, a buscar o equilíbrio nas relações e a trilhar o caminho da paz interior, iluminado pela luz da Doutrina Espírita.


Referências bibliográficas

  • KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. FEB.
  • KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB.
  • KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. FEB.
  • KARDEC, Allan. A Gênese. FEB.
  • NETO, Francisco do Espírito Santo. Renovando Atitudes. Ditado pelo espírito Hamed. Boa Nova.

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

 

PRECONCEITO

 

 

Exposição de 13.09.25

 

 

Boa tarde.

Sejam todos presentes, bem como aqueles que nos assistem, ou que posteriormente nos assistirão, pelo nosso canal do You Tube, muito bem vindos.

Hoje iremos refletir sobre o texto intitulado “Preconceito”, que está no livro “Renovando Atitudes”, psicografado por Francisco do Espirito Santo, ditado pelo espírito Hamed.

Para início vamos significar de acordo com o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa a soma das palavras pré, mais a palavra conceito, formando a palavra preconceito, que significa:

- Conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos, idéia pré concebida;

- Julgamento ou opinião formada sem se levar em conta o fato que os conteste; prejuízo;

- Suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a outras raças, credos, religiões, etc.

Entendemos que essa odiosa palavra além de todo prejuízo que causa aos outros e também a nós, incita o bulling.

A grandeza do prejuízo que o preconceito causa se verifica individualmente e coletivamente. Citamos como exemplo três espécies de preconceito, muito presente entre nós. São eles:

1 - O preconceito junto as mulheres, que em diversos países do planeta e também no nosso é colocada abaixo dos homens, numa orientação puramente machista, onde ocupa nos empregos, função subalterna e pasmem, quando desempenham função análoga ao colega homem, recebem remuneração menor.

  Muitas mulheres quando engravidam são dispensadas e os motivos embora vestidos de legais são na realidade determinados pelo preconceito.

Esquecem-se que as mulheres também são filhas do mesmo PAI, e que em alguma reencarnação fomos ou seremos mulheres e mães, para fazermos um ciclo evolutivo, onde aprenderemos todas as formas de amar e sermos amados.

 

2 - O preconceito junto aos negros, que desde que foram trazidos à força na condição de escravos, sempre foram considerados e tratados como sub raça, até mesmo em tempos mais remotos diziam que o negro era menos que bicho, pois nem alma tinham. Mesmo com a abolição o preconceito não desapareceu, ao contrário agora vem coberto de uma sutileza aveludada e por trás falam xingamentos cheios de ironia.

Morrem mais negros assassinados nas ruas do que outras etnias.

Os presídios tem muitos mais negros que brancos.

Esquecem-se que a alma não tem cor e que somos todos membros da grande família universal, e que isto nos torna irmãos em espírito tendo Deus como nosso Pai e Criador. Amanhã ou depois podemos ser negros também.

 

 

3 - O preconceito de gênero é tão inacreditável, que se declara um grande imbecil quem professa esse preconceito. Pessoas diferentes sempre existiram e sempre exixtirão.

E qual o problema nisto.

Não está ferindo ninguém, está como todo ser humano em busca da felicidade, tentando um lugar na sociedade, como todo mundo.

Enganam-se aqueles que medem o caráter de alguém pela sua preferência sexual.

Somos todos iguais criados por Deus como espiritos simples e ignorantes, caminhando em busca do objetivo maior que é sermos espiritos puros, homens, mulheres, negros, gays, lésbicas, trans, as raças que compõe a população do planeta, todos teremos o mesmo destino, sermos bem aventurados como espiritos puros em eterna comunhão com Deus.

 

Interessante como o ser humano tem uma criatividade imensa para elaborar preconceitos em tudo, pessoas, fatos, comidas, calunias, e tantas outras.

Vou citar algumas expressóes, que disfarçadas como “engraçadas ou carinhosas” vem carregadas de preconceito ou bulling:

Tripa Seca, CDF, Santinho, Negrão, Viado, Bicha, Sapatão, Deixa que Eu Chuto, Quatro Olhos, Gordão, Pouca Renda e tantas outras.

Muitos vão dizer que é mimimi, mas aquele que recebe esse ”carinho” com certeza não gosta e se por muitas vezes se cala é para não virar mais chacota nas mãos dos que usam estes termos e apelidos.

Hammed começa este texto citando uma conversa de Zaqueu (que era cobrador de impostos) com Jesus, onde o Mestre demonstra não possuir nenhum preconceito e imune a qualquer influência alheia. Então:

 

  “Tendo-o visto lhe disse: Zaqueu, apressai-vos em descer, porque é preciso que eu me aloje hoje em vossa casa. Zaqueu desceu logo e o recebeu com alegria. Vendo isso todos murmuraram dizendo: Ele foi alojar-se na casa de um homem de má vida”. (Cap.XVI, item 4)

 

Hammed nos provoca a uma profunda reflexão que harmoniza a sua visão psicológica com os princípios do espiritismo, nos convidando a entender que o preconceito não é apenas um julgamento artificial, mas uma manifestação de nossas próprias imperfeições.

Ele sugere que a aversão ao “diferente” está enraizada em nossas inseguranças e na dificuldade de aceitar o que não compreendemos ou o que desafia nossas crenças limitadas.

O preconceito surge, portanto, como uma forma de defesa do ego, um mecanismo que usamos para nos proteger daquilo que nos parece uma ameaça à nossa identidade ou ao nosso senso de normalidade.

 

O Espiritismo complementa essa visão, oferecendo um panorama mais amplo sobre a origem do preconceito.

A doutrina nos ensina que somos espíritos em evolução, reencarnando em diferentes corpos, gêneros, etnias e condições sociais.

Essa jornada evolutiva é uma oportunidade para aprendermos a lidar com nossas próprias fraquezas e desenvolver o amor incondicional.

Quando manifestamos preconceito, estamos, na verdade, esquecendo essa essência. Estamos presos à ilusão da matéria e das diferenças externas, ignorando, que por baixo da pele, somos todos espíritos com o mesmo destino: a perfeição.

O preconceito é a negação da fraternidade universal, um dos pilares do espiritismo. Ele nos afasta da lei de amor, que Jesus tanto exemplificou.

A solução para o preconceito, segundo Hammed e a doutrina espírita, não está em apontar o dedo para o outro, mas em olhar para dentro de nós mesmos.

A renovação de atitudes proposta no livro é, nesse contexto, uma necessidade urgente.

Precisamos identificar e desconstruir os preconceitos que carregamos, muitas vezes de forma inconsciente.

Isso exige um trabalho de autoconhecimento sincero, de questionar nossas certezas e de nos abrirmos para a diversidade.

A verdadeira evolução não se mede pela posição social ou pela cor de nossa pele, mas pela nossa capacidade de amar e aceitar o próximo, sem distinção.

O preconceito, em sua essência é uma atitude contrária à lei de progresso e de caridade, e só pode ser superado com a prática diária do amor e da empatia.

Não podemos esquecer que estamos em pleno processo de transição planetária e se quisermos carimbar o passaporte para o mundo de Regeneração, precisamos eliminar esse entrave que impede nossa evolução e nos faz esquecer o que Jesus nos ensinou e exemplificou, que é amar o próximo como a si mesmo e fazer aos outros aquilo que gostariamos que nos fizessem.

Resumindo, temos que conjugar a todo momento em nossos pensamentos, atos e palavras o verbo amar.

Muito obrigado.

 

 

terça-feira, 15 de julho de 2025

CONTIGO MESMO

 

“O Dever e a Transformação Íntima -                  Contigo Mesmo”

 

Baseada no Livro dos Espíritos (Cap. XVII) e no livro Renovando Atitudes, de Hammed

 

Boa noite a todos, que a paz do Mestre Jesus nos envolva e fortaleça os nossos corações!

 

Hoje, convido cada um de vocês a uma caminhada íntima, um mergulho sereno em nós mesmos, através de dois temas que se entrelaçam como o espírito e a consciência:

“O Dever”, conforme o Livro dos Espíritos, e “Contigo Mesmo”, do livro Renovando Atitudes, psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto, pelo espírito Hammed.

 

1. O dever – A lei silenciosa da consciência

 

Allan Kardec, ao tratar do dever no Capítulo XVII de O Livro dos Espíritos, nos ensina que:

“O dever é a obrigação moral para consigo mesmo, em primeiro lugar, e depois para com os outros.”

E continua:

“O dever é a lei da vida. Encontra-se nos mais ínfimos detalhes, como nos atos mais elevados.”

 Irmãos, o dever de que nos fala a Doutrina Espírita não é um fardo, nem uma imposição externa.

É a voz da consciência, que nos chama à fidelidade com o que é justo, bom e verdadeiro.

 É a bússola que aponta o caminho reto, mesmo quando ele exige esforço, renúncia e superação.

 

2. Contigo Mesmo – O início da verdadeira mudança

 

É nesse ponto que entra a preciosa lição do espírito Hammed, em Renovando Atitudes, capítulo “Contigo Mesmo”.

 Ele nos alerta que, muitas vezes, culpamos o mundo, os outros, a vida — mas esquecemos de olhar para dentro.

 E nos diz com sabedoria:

“Enquanto não nos decidirmos a nos libertar das máscaras do ego e das ilusões do orgulho, permaneceremos em guerras internas.”

Transformar o mundo começa por transformar a si mesmo.

E transformar-se exige olhar com sinceridade para as próprias imperfeições — sem medo, sem culpa e sem disfarces.

 

3. O dever de ser verdadeiro

 

No mesmo trecho do Livro dos Espíritos, encontramos esta frase marcante:

 

“O mérito está na dificuldade vencida.”

Cumprir o dever não é parecer correto.

É agir com retidão, mesmo que ninguém esteja vendo.

É resistir ao impulso do egoísmo, ao arrastamento do orgulho, mesmo que ninguém aplauda.

 

E Hammed completa:

 

“Aceitar-se como se é, sem se acomodar com o que se é, é o início da verdadeira transformação.”

 

Aceitar-se... sem se acomodar.

Olha que equilíbrio bonito entre amor e responsabilidade!

4. A transformação começa contigo mesmo]

 

Amigos e amigas, o dever não é um caminho de culpa, mas de luz interior.

Não é auto exigência impiedosa, mas compromisso com o progresso espiritual.

Começa com o dever de sermos fiéis à nossa consciência.

O dever de calar quando a palavra machuca.

O dever de agir quando a omissão prejudica.

O dever de perdoar, mesmo que doa.

E o dever de se perdoar, mesmo após ter caído.

5. O dever como ato de amor

 

Cumprir o dever é um ato de amor.

E esse amor, antes de ser para o outro, é um compromisso contigo mesmo.

“Sede perfeitos, como perfeito é o vosso Pai Celestial” — disse Jesus.

Mas Ele sabia que nossa perfeição é um caminho, não um ponto de chegada.

Por isso, o dever, mais do que cobrar perfeição, nos convida à sinceridade:

Ser autêntico. Ser verdadeiro. Ser melhor do que fomos


Para concluirmos:

 

O dever verdadeiro não oprime — liberta.

Não aprisiona — desperta.

E sua raiz está em ti.

 

Renova tua atitude.

Escuta tua consciência.

Faz o bem mesmo quando ninguém vê.

E lembra-te:

O dever de te melhorares é o teu maior gesto de amor ao mundo.

 

Tudo começa... contigo mesmo.

 

 

---

 

[Encerramento:]

 

Que possamos sair daqui hoje com o coração mais leve e o espírito mais comprometido com essa jornada de transformação.

Não para sermos santos de aparência, mas espíritos sinceros na busca da luz.

 

Muita paz a todos, e que Jesus nos abençoe!

SACUDIR O PÓ

 

Sacudir o Pó: Um Caminho de Renovação e Fé

 

 

Boa tarde.

Nosso estudo de hoje é um texto com o título “Sacudir o Pó”, retirado dos livros “Renovando Atitudes” psicografado por Francisco do Espirito Santo Neto, ditado pelo espírito Hammed e do livro “Pão Nosso”, psicografado por Francisco Cândido Xavier, ditado pelo espírito Emmanuel.

 

Ambos nos convidam a uma jornada de reflexão, crescimento e transformação, elementos essenciais para "sacudir o pó" da vida e seguir em frente com fé e propósito.

"Sacudir o pó" é mais do que uma simples metáfora; é um convite à liberação do que nos prende, à reorganização de nossas prioridades e à reafirmação de nossa fé.

O Que Significa Sacudir o Pó?

Em um sentido espiritual e existencial, "sacudir o pó" pode significar:

 * Deixar para trás as mágoas e ressentimentos: Assim como o pó se acumula e obscurece, as mágoas não resolvidas pesam em nossa alma. É preciso liberá-las para que a luz da paz possa brilhar.

 * Abandonar velhos hábitos e atitudes negativas: "Renovando Atitudes" nos desafia a identificar e transformar padrões de pensamento e comportamento que nos impedem de progredir. Sacudir o pó é romper com a inércia e buscar novas formas de agir.

 * Superar o desânimo e a inércia: A vida, muitas vezes, nos apresenta desafios que podem nos abater. "Pão Nosso" nos lembra da importância da fé diária e da confiança em Deus para levantar a cabeça e seguir em frente, sacudindo a poeira da derrota.

 * Revitalizar a fé e a esperança: Quando nos sentimos sobrecarregados, nossa fé pode parecer empoeirada. "Sacudir o pó" é reacender a chama da esperança, reafirmar a crença no divino e na capacidade de superação.

 * Recomeçar com leveza: Ao nos desapegarmos do que não serve mais, abrimos espaço para o novo. É como tirar o peso desnecessário de uma bagagem para seguir viagem com mais leveza e otimismo.

 

Inspirando-se nos Livros:

 

"Pão Nosso" nos oferece uma reflexão diária, um alimento espiritual que nos fortalece para as lutas do cotidiano. Ele nos ensina a:

 * Buscar a renovação a cada amanhecer: Cada dia é uma nova oportunidade para sacudir o pó de ontem e recomeçar.

 * Praticar a gratidão: A gratidão é um poderoso "detergente" que limpa a negatividade e abre caminho para a alegria.

 * Exercitar a paciência e a resiliência: Em meio às dificuldades, a fé nos ajuda a suportar e a entender que o pó pode ser sacudido, e a vida continua.

"Renovando Atitudes" é um manual para a mudança interna, um guia para "sacudir o pó" de nossas próprias mentalidades. Ele nos encoraja a:

 * Autoavaliar-se com honestidade: Somente reconhecendo o "pó" que se acumulou podemos iniciar o processo de limpeza.

 * Cultivar pensamentos positivos: Nossas atitudes nascem em nossa mente. Mudar a forma como pensamos é o primeiro passo para uma vida mais leve.

 * Agir com propósito: Não basta apenas sacudir o pó; é preciso ter um destino, um objetivo para o qual estamos caminhando.

Convite à Reflexão e Ação

Que esta exposição seja um convite a todos para um momento de introspecção.

Pense:

 

 * O que você precisa "sacudir o pó" em sua vida hoje?

 * Quais atitudes estão impedindo seu crescimento?

 * Como a fé pode ser a sua ferramenta para essa limpeza e renovação?

 

Que a mensagem de "Sacudir o Pó" inspire cada um a buscar a leveza, a renovação e a alegria de viver, com a certeza de que a cada dia é possível recomeçar, nutrindo a alma com o "Pão Nosso" e "Renovando Atitudes" para uma vida plena.

sexta-feira, 16 de maio de 2025

CONFORME O AMOR

 

CONFORME  O  AMOR

 

Vamos dar prosseguimento ao estudo do livro “Pão Nosso”, psicografado por Francisco Cândido Xavier e ditado pelo espírito Emmanuel e para tanto o tema de hoje está no capítulo 83 sob o título “Conforme o Amor”.

Emmanuel vai refletir, neste tema sobre o Versículo 14:15 da Epístola de Paulo aos Romanos que nos diz:

“Mas, se por causa do teu alimento, se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem o Cristo morreu”.

Para entendermos melhor esse Versículo temos que lembrar a época em que Paulo escreveu, bem como as normas e os dogmas do Judaísmo.

Sabemos que na religião dos judeus, o Judaísmo, havia a vertente dos judeístas que diziam, que para serem seguidores do judaísmo, o judeu deveria seguir fielmente os rituais, a forma e os dogmas da religião sem qualquer opinião ou ato contrário.

Entre tantas normas e dogmas estavam os referentes a comida, que consideravam algumas impuras, ficando proibido o consumo das mesmas e também mais anteriormente as carnes sacrificadas no Templo.

Paulo sofreu muito tentando dissuadir a todos de dogmas, que não tinham razão de ser, pois não acrescentavam nada a moral ensinada e exemplificada pelo Cristo e por essa razão foi muito perseguido.

Se observarmos atentamente, Paulo nos fala aqui sobre renúncia, empatia e responsabilidade moral.

Emmanuel indo mais fundo na reflexão das palavras de Paulo, nos convida a perceber que não basta termos razão, se nossas atitudes, mesmo justificáveis, causam dor ou escândalo ou outro, devemos reconsiderá-las á luz do amor cristão.

Na maioria das vezes, quando nos deparamos com situações em que temos razão, sobre nossas opiniões sobre o outro, ou sobre seu comportamento, vestimos a toga de juiz e julgamos, dando a sentença e até espalhando o erro deste á todos sem levarmos em consideração o quanto ele irá sofrer e pior ao agirmos assim demonstramos, o orgulho orientando nossos atos e pensamentos, além de estarmos faltando com amor, empatia e caridade.

Em muitos momentos, mesmo estando certos, temos que avaliar se não é melhor ser feliz do que ter razão.

Se somos espíritas e cristãos, nessas horas temos que usar dos ensinamentos e exemplos do Mestre á respeito de perdão, aceitação, amor e caridade.

Neste texto o alimento citado por Paulo pode ser interpretado de forma literal ou simbólica:

Literalmente, refere-se a costumes alimentares que geravam escândalo entre judeus e gentios.

Simbolicamente, representa tudo que é nosso hábito, nossa liberdade pessoal, nossas escolhas, que podem influenciar ou ferir o próximo.

Emmanuel destaca que agir “conforme o amor” é pensar no outro, é ponderar:

- “Mesmo tendo o direito de fazer isso será que estou ferindo meu irmão  

- “Minha liberdade está sendo usada com caridade  

O amor nos convida a delicadeza moral, à compreensão e renúncia, quando necessário.

Somos muitas vezes, referência para alguém, mesmo sem perceber.

Emmanuel nos lembra que nosso exemplo fala mais alto que nossas palavras.

Se nossa conduta fere ou confunde não estamos agindo conforme o amor.

O amor não exige que abramos mão de nossa verdade, mas que saibamos vivê-la com humildade.

“Conformar-se ao amor” é avaliar cada gesto sob os preceitos da caridade, da paciência, da tolerância.

É mais importante preservar a paz do que impor a razão.

Entendendo a mensagem de Paulo e a reflexão de Emmanuel vamos usar nossa maturidade espiritual e com responsabilidade falando e fazendo a verdade, mas com caridade, tenhamos olhos atentos a dor alheia, ajustando nossos atos “conforme o amor”, lembrando que Jesus nunca impôs. Ele compreendia, acolhia e educava pelo exemplo.

Que munidos de coragem saibamos renunciar ao que magoa, ainda que tenhamos razão vivendo com liberdade, mas com fraternidade.


SEGUNDO A CARNE

 

SEGUNDO A CARNE

 

 


Dando continuidade ao estudo do livro “Pão Nosso” psicografado por Francisco Candido Xavier e ditado pelo espírito Emmanuel, vamos ver o capítulo 78 com o tema intitulado “Segundo a carne”.

Emmanuel começa este texto, fazendo uma profunda reflexão sobre a natureza humana e os desafios da jornada terrena através da interpretação de uma citação de Paulo, que se encontra em Romanos capítulo 8, versículo 13, que diz:

“Porque se viverdes segundo a carne, morrereis”.

Vivemos num mundo de imenso apelo material, onde temos valorizado por demais o Ter em vez do Ser.

 Os valores se acham subvertidos, onde se dá valor aquele que tem poder de mando, que tem posses, posição social, beleza física, inúmeros seguidores em redes sociais.

Existe uma sofreguidão em se “curtir a vida adoidado”, como se tivéssemos uma única e ser feliz é viver segundo a carne.

Deus em sua bondade infinita tem enviado inúmeras oportunidades e caminhos para nos conscientizarmos que somos espíritos vestidos de carne.

Assim sabemos que o corpo que nos serve a alma tem prazo curto de validade, que vai do berço ao túmulo e que ao regressarmos a pátria espiritual, nada levamos.

Na mala as coisas da matéria não nos servem de nada, quando formos desencarnados.

Só aquilo que diz respeito a nossa espiritualidade tem valor.

Levamos todas as virtudes, mas também vícios, más tendências, as boas e más ações que praticamos.

Os verbos amar, perdoar, ajudar e a prática da caridade é que vão nos abrir para uma nova reencarnação com provas e expiações cada vez menos sofridas.

Ou seja, o que importa é viver segundo o espírito, para que nossa evolução seja sempre num crescendo.

Com isto não queremos dizer que devemos ignorar a carne, não longe disto, pois precisamos deste corpo para nossas provas e expiações, neste mundo de provas e expiações, em que nos encontramos, portanto, temos que viver como encarnados inseridos no contexto da carne, contudo, não devemos dar demasiada importância ao mundo material.

Neste texto Emmanuel destaca a ilusão da vida material, onde muitos se perdem buscando os prazeres efêmeros da carne e isto faz com que a visão da alma fica obscurecida e, portanto, impedida de perceber a verdadeira essência da matéria.

A vida de um encarnado, agindo assim, é apenas uma série de acontecimentos vazios e que as limitações em todo o movimento, acontecimento, vontade será sempre um fantasma incessante.

Que em virtude das noções negativas, será como ter o cérebro esmagado, encontrando-se com a morte, a cada passo uma vez que ele não dá o real valor para vida espiritual, não cultiva a espiritualidade que a vida fugaz está com o tempo es esvaindo.

Os desejos e impulsos são os laços da carne que nos aprisionam no mundo material.

Os vícios, as paixões desenfreadas, o egoísmo, a vaidade impedem nossa evolução espiritual.

Sendo assim, não conta com a benção do amor, uma vez que acredita de que os laços afetivos são meros acidentes no mecanismo dos desejos eventuais.

Na verdade, nem conhece o verdadeiro amor, aquele que transcende a carne, e assim, não ama e nem é amado.

Quando a grande mestra chamada Dor, que é a benfeitora e conservadora do mundo se lhe apresenta, é intolerável e na maioria das vezes é encarada como um sofrimento injusto e na maioria das vezes exclama revoltado: - Porque eu!

Emmanuel nos apresenta a dor como uma alavanca para o despertar da consciência.

Através da dor somos impulsionados a questionar nossos valores, a buscar um sentido mais profundo para a vida e a desenvolver compaixão e empatia.

Emmanuel nos fala também sobre a disciplina onde aprendemos a controlar nossos impulsos, a cultivar hábitos saudáveis e a trilhar o caminho do bem.

Para quem vive segundo a carne, a disciplina é encarada como uma prisão e prestar serviços aos semelhantes é encarado como pesada humilhação.

Para Emmanuel a disciplina é farol que nos guia na jornada do autoconhecimento e transformação.

Outra grande dificuldade de quem vive sob o jugo da carne, é a prática do perdão.

Não perdoa, não sabe renunciar, dói ceder em favor de alguém, mesmo estando com razão (preferindo ter razão do que ser feliz).

É tão intransigente que não perdoa nem a si mesmo e quando perdoa o próximo exige um pagamento.

Jesus nos ensinou em seu evangelho, que antes de entrares em teu quarto intimo para orar, reconcilia-te antes com teu próximo.

O perdão é antes de tudo um ato de amor.

 

Para concluir fica evidente, que viver segundo a carne é uma existência egoísta, que se resume do berço ao tumulo e pior independente de ótima condição social, e de todos os bens materiais que possa ter, no final a conclusão é de um grande vazio, uma tristeza incompreensível que a falta de espiritualidade faz.

Temos que ter consciência que somos espíritos imortais, trajando um corpo de carne, num mundo material, de provas e expiações, para expiar, provar, resgatar e aprender, para evoluirmos para outro patamar e que essa vida e as outras que se seguirem enquanto estivermos encarnados é transitória e viver segundo a carne é não ver que a vida é um presente divino, uma oportunidade para o aprendizado, o crescimento e a felicidade.

Ao celebrarmos a vida em sua plenitude reconhecemos a beleza e a grandiosidade da criação e nos conectamos com a nossa essência divina.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

M U R M U R A Ç O E S

 

MURMURAÇÕES


            Dando continuidade ao estudo do livro “Pão Nosso”, psicografado por Francisco Candido Xavier e ditado pelo espírito Emmanuel hoje vamos refletir sobre o tema MURMURAÇÕES, que está no capítulo 75 do referido livro.

            Interessante o tema de hoje, porque trata de uma ação que podemos afirmar com certeza, que todo mundo já fez alguma vez, ou faz cotidianamente, ou então vai fazer algum dia.

            Conforme explicação contida no Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, murmúrio é a fofoca, o mexerico com maledicência, dito a meia voz.

           É um procedimento onde falamos, baixinho, para nós mesmos, parecendo que estamos burlando nossa consciência, pois sabemos que esta ação não é correta.

           Emmanuel distende o sentido para  lamúria, aquele amargo que afasta o equilíbrio na revolta contra tudo.

            Podemos considerar que o murmúrio é como uma doença, um vício, que está arraigado na alma do murmurador.

            Não é uma doença física, mas sim uma doença da alma, que prolifera e a criatura que murmura, passa a murmurar em todas situações e este procedimento vai acarretar danos sérios ao corpo físico.

            E mais, a sua proliferação vai envolver terceiros.

            Emmanuel começa a reflexão deste tema citando as palavras de Paulo (Filipenses 2:14), que diz:

“Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas”.

            Paulo nos orienta a não murmurar. A fazer todas as coisas justas, que são de nossa obrigação e mesmo aquelas que não o sejam dando o nosso melhor, fazendo com carinho, com aceitação, atenção, resignação, evitando as contendas que possam surgir e que dividem conflitando tanto encarnados como desencarnados.

           Aqui entendemos que ocupar-se com afinco é não dar espaço para murmurações, o trabalho é a oficina que podemos usar para evitar as lamúrias.

          Os murmuradores, segundo Emmanuel, com leviandade procuram a ingratidão, a miséria moral, o orgulho a vaidade e todos os flagelos que arruínam almas neste mundo para organizar as palestras da sombra, onde o bem, o amor, a verdade são focalizados com malícia.

           A murmuração é a fermentação psíquica das contendas.

          Ou seja, a criatura com seus murmúrios vai influenciando pessoas ao seu redor, que se deixando arrebatar pelos murmúrios, vão originar as contendas e também vão engrossar as fileiras dos murmuradores.

          Lembremos que o pensamento é energia pura que reverbera no universo e orbita em torno daquele que imanta com seus pensamentos as lamurias.

         Logo entendemos que aquele, que vive a lamentar-se, só pode atrair irmãozinhos que cultivam semelhante hábito e, portanto, fica enredado tanto na doença das murmurações, como também com os doentes.

            O murmurador, virtude de seu permanente azedume é como um espinheiro magnético, ferindo a todos.

            Ele só atenta para aspectos negativos para fazer as conversações. Em tudo vê maledicência, segundas intenções, maldade subvertendo boas intenções dos outros.

            Para ele tudo está errado, nada serve, não se deve esperar algo melhor em coisa alguma. Seu verbo é a irritação.  Suas observações são injustas e desanimam.

            Emmanuel, nos aconselha que quando começamos a encontrar motivos fáceis para muitas queixas, devemos fazer um profundo autoexame, a fim de vermos se não estamos acometidos da enfermidade da murmuração e caso, após meticuloso exame de nossas atitudes e pensamentos, caso diagnostiquemos, que esse proceder está se instalando em nós devemos fazer todo esforço para reverter o processo.

            Descoberta nossa tendência e pratica para murmurações, o dito “Orai e Vigiai”, se faz necessário até que eliminemos o problema.

            Os murmuradores são acumuladores de energias destrutivas, em virtude de sua influencia perniciosa que invade todos os lugares do planeta.

           Emmanuel nos conclama a lutarmos, o quanto pudermos contra essas humilhantes atitudes mentais.

           Vamos fazer uso de nossa fé, alicerçada no conhecimento de que Deus está presente sempre em nossas vidas e como nosso Pai e criador só quer nosso bem.

           Emmanuel termina este texto nos dizendo que conforme afirmam os velhos Provérbios, o coração otimista é medicamento de paz e alegria.