sexta-feira, 16 de maio de 2025

CONFORME O AMOR

 

CONFORME  O  AMOR

 

Vamos dar prosseguimento ao estudo do livro “Pão Nosso”, psicografado por Francisco Cândido Xavier e ditado pelo espírito Emmanuel e para tanto o tema de hoje está no capítulo 83 sob o título “Conforme o Amor”.

Emmanuel vai refletir, neste tema sobre o Versículo 14:15 da Epístola de Paulo aos Romanos que nos diz:

“Mas, se por causa do teu alimento, se contrista teu irmão, já não andas conforme o amor. Não destruas por causa da tua comida aquele por quem o Cristo morreu”.

Para entendermos melhor esse Versículo temos que lembrar a época em que Paulo escreveu, bem como as normas e os dogmas do Judaísmo.

Sabemos que na religião dos judeus, o Judaísmo, havia a vertente dos judeístas que diziam, que para serem seguidores do judaísmo, o judeu deveria seguir fielmente os rituais, a forma e os dogmas da religião sem qualquer opinião ou ato contrário.

Entre tantas normas e dogmas estavam os referentes a comida, que consideravam algumas impuras, ficando proibido o consumo das mesmas e também mais anteriormente as carnes sacrificadas no Templo.

Paulo sofreu muito tentando dissuadir a todos de dogmas, que não tinham razão de ser, pois não acrescentavam nada a moral ensinada e exemplificada pelo Cristo e por essa razão foi muito perseguido.

Se observarmos atentamente, Paulo nos fala aqui sobre renúncia, empatia e responsabilidade moral.

Emmanuel indo mais fundo na reflexão das palavras de Paulo, nos convida a perceber que não basta termos razão, se nossas atitudes, mesmo justificáveis, causam dor ou escândalo ou outro, devemos reconsiderá-las á luz do amor cristão.

Na maioria das vezes, quando nos deparamos com situações em que temos razão, sobre nossas opiniões sobre o outro, ou sobre seu comportamento, vestimos a toga de juiz e julgamos, dando a sentença e até espalhando o erro deste á todos sem levarmos em consideração o quanto ele irá sofrer e pior ao agirmos assim demonstramos, o orgulho orientando nossos atos e pensamentos, além de estarmos faltando com amor, empatia e caridade.

Em muitos momentos, mesmo estando certos, temos que avaliar se não é melhor ser feliz do que ter razão.

Se somos espíritas e cristãos, nessas horas temos que usar dos ensinamentos e exemplos do Mestre á respeito de perdão, aceitação, amor e caridade.

Neste texto o alimento citado por Paulo pode ser interpretado de forma literal ou simbólica:

Literalmente, refere-se a costumes alimentares que geravam escândalo entre judeus e gentios.

Simbolicamente, representa tudo que é nosso hábito, nossa liberdade pessoal, nossas escolhas, que podem influenciar ou ferir o próximo.

Emmanuel destaca que agir “conforme o amor” é pensar no outro, é ponderar:

- “Mesmo tendo o direito de fazer isso será que estou ferindo meu irmão  

- “Minha liberdade está sendo usada com caridade  

O amor nos convida a delicadeza moral, à compreensão e renúncia, quando necessário.

Somos muitas vezes, referência para alguém, mesmo sem perceber.

Emmanuel nos lembra que nosso exemplo fala mais alto que nossas palavras.

Se nossa conduta fere ou confunde não estamos agindo conforme o amor.

O amor não exige que abramos mão de nossa verdade, mas que saibamos vivê-la com humildade.

“Conformar-se ao amor” é avaliar cada gesto sob os preceitos da caridade, da paciência, da tolerância.

É mais importante preservar a paz do que impor a razão.

Entendendo a mensagem de Paulo e a reflexão de Emmanuel vamos usar nossa maturidade espiritual e com responsabilidade falando e fazendo a verdade, mas com caridade, tenhamos olhos atentos a dor alheia, ajustando nossos atos “conforme o amor”, lembrando que Jesus nunca impôs. Ele compreendia, acolhia e educava pelo exemplo.

Que munidos de coragem saibamos renunciar ao que magoa, ainda que tenhamos razão vivendo com liberdade, mas com fraternidade.


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