quarta-feira, 17 de setembro de 2025

 

PRECONCEITO

 

 

Exposição de 13.09.25

 

 

Boa tarde.

Sejam todos presentes, bem como aqueles que nos assistem, ou que posteriormente nos assistirão, pelo nosso canal do You Tube, muito bem vindos.

Hoje iremos refletir sobre o texto intitulado “Preconceito”, que está no livro “Renovando Atitudes”, psicografado por Francisco do Espirito Santo, ditado pelo espírito Hamed.

Para início vamos significar de acordo com o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa a soma das palavras pré, mais a palavra conceito, formando a palavra preconceito, que significa:

- Conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos, idéia pré concebida;

- Julgamento ou opinião formada sem se levar em conta o fato que os conteste; prejuízo;

- Suspeita, intolerância, ódio irracional ou aversão a outras raças, credos, religiões, etc.

Entendemos que essa odiosa palavra além de todo prejuízo que causa aos outros e também a nós, incita o bulling.

A grandeza do prejuízo que o preconceito causa se verifica individualmente e coletivamente. Citamos como exemplo três espécies de preconceito, muito presente entre nós. São eles:

1 - O preconceito junto as mulheres, que em diversos países do planeta e também no nosso é colocada abaixo dos homens, numa orientação puramente machista, onde ocupa nos empregos, função subalterna e pasmem, quando desempenham função análoga ao colega homem, recebem remuneração menor.

  Muitas mulheres quando engravidam são dispensadas e os motivos embora vestidos de legais são na realidade determinados pelo preconceito.

Esquecem-se que as mulheres também são filhas do mesmo PAI, e que em alguma reencarnação fomos ou seremos mulheres e mães, para fazermos um ciclo evolutivo, onde aprenderemos todas as formas de amar e sermos amados.

 

2 - O preconceito junto aos negros, que desde que foram trazidos à força na condição de escravos, sempre foram considerados e tratados como sub raça, até mesmo em tempos mais remotos diziam que o negro era menos que bicho, pois nem alma tinham. Mesmo com a abolição o preconceito não desapareceu, ao contrário agora vem coberto de uma sutileza aveludada e por trás falam xingamentos cheios de ironia.

Morrem mais negros assassinados nas ruas do que outras etnias.

Os presídios tem muitos mais negros que brancos.

Esquecem-se que a alma não tem cor e que somos todos membros da grande família universal, e que isto nos torna irmãos em espírito tendo Deus como nosso Pai e Criador. Amanhã ou depois podemos ser negros também.

 

 

3 - O preconceito de gênero é tão inacreditável, que se declara um grande imbecil quem professa esse preconceito. Pessoas diferentes sempre existiram e sempre exixtirão.

E qual o problema nisto.

Não está ferindo ninguém, está como todo ser humano em busca da felicidade, tentando um lugar na sociedade, como todo mundo.

Enganam-se aqueles que medem o caráter de alguém pela sua preferência sexual.

Somos todos iguais criados por Deus como espiritos simples e ignorantes, caminhando em busca do objetivo maior que é sermos espiritos puros, homens, mulheres, negros, gays, lésbicas, trans, as raças que compõe a população do planeta, todos teremos o mesmo destino, sermos bem aventurados como espiritos puros em eterna comunhão com Deus.

 

Interessante como o ser humano tem uma criatividade imensa para elaborar preconceitos em tudo, pessoas, fatos, comidas, calunias, e tantas outras.

Vou citar algumas expressóes, que disfarçadas como “engraçadas ou carinhosas” vem carregadas de preconceito ou bulling:

Tripa Seca, CDF, Santinho, Negrão, Viado, Bicha, Sapatão, Deixa que Eu Chuto, Quatro Olhos, Gordão, Pouca Renda e tantas outras.

Muitos vão dizer que é mimimi, mas aquele que recebe esse ”carinho” com certeza não gosta e se por muitas vezes se cala é para não virar mais chacota nas mãos dos que usam estes termos e apelidos.

Hammed começa este texto citando uma conversa de Zaqueu (que era cobrador de impostos) com Jesus, onde o Mestre demonstra não possuir nenhum preconceito e imune a qualquer influência alheia. Então:

 

  “Tendo-o visto lhe disse: Zaqueu, apressai-vos em descer, porque é preciso que eu me aloje hoje em vossa casa. Zaqueu desceu logo e o recebeu com alegria. Vendo isso todos murmuraram dizendo: Ele foi alojar-se na casa de um homem de má vida”. (Cap.XVI, item 4)

 

Hammed nos provoca a uma profunda reflexão que harmoniza a sua visão psicológica com os princípios do espiritismo, nos convidando a entender que o preconceito não é apenas um julgamento artificial, mas uma manifestação de nossas próprias imperfeições.

Ele sugere que a aversão ao “diferente” está enraizada em nossas inseguranças e na dificuldade de aceitar o que não compreendemos ou o que desafia nossas crenças limitadas.

O preconceito surge, portanto, como uma forma de defesa do ego, um mecanismo que usamos para nos proteger daquilo que nos parece uma ameaça à nossa identidade ou ao nosso senso de normalidade.

 

O Espiritismo complementa essa visão, oferecendo um panorama mais amplo sobre a origem do preconceito.

A doutrina nos ensina que somos espíritos em evolução, reencarnando em diferentes corpos, gêneros, etnias e condições sociais.

Essa jornada evolutiva é uma oportunidade para aprendermos a lidar com nossas próprias fraquezas e desenvolver o amor incondicional.

Quando manifestamos preconceito, estamos, na verdade, esquecendo essa essência. Estamos presos à ilusão da matéria e das diferenças externas, ignorando, que por baixo da pele, somos todos espíritos com o mesmo destino: a perfeição.

O preconceito é a negação da fraternidade universal, um dos pilares do espiritismo. Ele nos afasta da lei de amor, que Jesus tanto exemplificou.

A solução para o preconceito, segundo Hammed e a doutrina espírita, não está em apontar o dedo para o outro, mas em olhar para dentro de nós mesmos.

A renovação de atitudes proposta no livro é, nesse contexto, uma necessidade urgente.

Precisamos identificar e desconstruir os preconceitos que carregamos, muitas vezes de forma inconsciente.

Isso exige um trabalho de autoconhecimento sincero, de questionar nossas certezas e de nos abrirmos para a diversidade.

A verdadeira evolução não se mede pela posição social ou pela cor de nossa pele, mas pela nossa capacidade de amar e aceitar o próximo, sem distinção.

O preconceito, em sua essência é uma atitude contrária à lei de progresso e de caridade, e só pode ser superado com a prática diária do amor e da empatia.

Não podemos esquecer que estamos em pleno processo de transição planetária e se quisermos carimbar o passaporte para o mundo de Regeneração, precisamos eliminar esse entrave que impede nossa evolução e nos faz esquecer o que Jesus nos ensinou e exemplificou, que é amar o próximo como a si mesmo e fazer aos outros aquilo que gostariamos que nos fizessem.

Resumindo, temos que conjugar a todo momento em nossos pensamentos, atos e palavras o verbo amar.

Muito obrigado.

 

 

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