terça-feira, 15 de julho de 2025

CONTIGO MESMO

 

“O Dever e a Transformação Íntima -                  Contigo Mesmo”

 

Baseada no Livro dos Espíritos (Cap. XVII) e no livro Renovando Atitudes, de Hammed

 

Boa noite a todos, que a paz do Mestre Jesus nos envolva e fortaleça os nossos corações!

 

Hoje, convido cada um de vocês a uma caminhada íntima, um mergulho sereno em nós mesmos, através de dois temas que se entrelaçam como o espírito e a consciência:

“O Dever”, conforme o Livro dos Espíritos, e “Contigo Mesmo”, do livro Renovando Atitudes, psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto, pelo espírito Hammed.

 

1. O dever – A lei silenciosa da consciência

 

Allan Kardec, ao tratar do dever no Capítulo XVII de O Livro dos Espíritos, nos ensina que:

“O dever é a obrigação moral para consigo mesmo, em primeiro lugar, e depois para com os outros.”

E continua:

“O dever é a lei da vida. Encontra-se nos mais ínfimos detalhes, como nos atos mais elevados.”

 Irmãos, o dever de que nos fala a Doutrina Espírita não é um fardo, nem uma imposição externa.

É a voz da consciência, que nos chama à fidelidade com o que é justo, bom e verdadeiro.

 É a bússola que aponta o caminho reto, mesmo quando ele exige esforço, renúncia e superação.

 

2. Contigo Mesmo – O início da verdadeira mudança

 

É nesse ponto que entra a preciosa lição do espírito Hammed, em Renovando Atitudes, capítulo “Contigo Mesmo”.

 Ele nos alerta que, muitas vezes, culpamos o mundo, os outros, a vida — mas esquecemos de olhar para dentro.

 E nos diz com sabedoria:

“Enquanto não nos decidirmos a nos libertar das máscaras do ego e das ilusões do orgulho, permaneceremos em guerras internas.”

Transformar o mundo começa por transformar a si mesmo.

E transformar-se exige olhar com sinceridade para as próprias imperfeições — sem medo, sem culpa e sem disfarces.

 

3. O dever de ser verdadeiro

 

No mesmo trecho do Livro dos Espíritos, encontramos esta frase marcante:

 

“O mérito está na dificuldade vencida.”

Cumprir o dever não é parecer correto.

É agir com retidão, mesmo que ninguém esteja vendo.

É resistir ao impulso do egoísmo, ao arrastamento do orgulho, mesmo que ninguém aplauda.

 

E Hammed completa:

 

“Aceitar-se como se é, sem se acomodar com o que se é, é o início da verdadeira transformação.”

 

Aceitar-se... sem se acomodar.

Olha que equilíbrio bonito entre amor e responsabilidade!

4. A transformação começa contigo mesmo]

 

Amigos e amigas, o dever não é um caminho de culpa, mas de luz interior.

Não é auto exigência impiedosa, mas compromisso com o progresso espiritual.

Começa com o dever de sermos fiéis à nossa consciência.

O dever de calar quando a palavra machuca.

O dever de agir quando a omissão prejudica.

O dever de perdoar, mesmo que doa.

E o dever de se perdoar, mesmo após ter caído.

5. O dever como ato de amor

 

Cumprir o dever é um ato de amor.

E esse amor, antes de ser para o outro, é um compromisso contigo mesmo.

“Sede perfeitos, como perfeito é o vosso Pai Celestial” — disse Jesus.

Mas Ele sabia que nossa perfeição é um caminho, não um ponto de chegada.

Por isso, o dever, mais do que cobrar perfeição, nos convida à sinceridade:

Ser autêntico. Ser verdadeiro. Ser melhor do que fomos


Para concluirmos:

 

O dever verdadeiro não oprime — liberta.

Não aprisiona — desperta.

E sua raiz está em ti.

 

Renova tua atitude.

Escuta tua consciência.

Faz o bem mesmo quando ninguém vê.

E lembra-te:

O dever de te melhorares é o teu maior gesto de amor ao mundo.

 

Tudo começa... contigo mesmo.

 

 

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[Encerramento:]

 

Que possamos sair daqui hoje com o coração mais leve e o espírito mais comprometido com essa jornada de transformação.

Não para sermos santos de aparência, mas espíritos sinceros na busca da luz.

 

Muita paz a todos, e que Jesus nos abençoe!

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