quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

M U R M U R A Ç O E S

 

MURMURAÇÕES


            Dando continuidade ao estudo do livro “Pão Nosso”, psicografado por Francisco Candido Xavier e ditado pelo espírito Emmanuel hoje vamos refletir sobre o tema MURMURAÇÕES, que está no capítulo 75 do referido livro.

            Interessante o tema de hoje, porque trata de uma ação que podemos afirmar com certeza, que todo mundo já fez alguma vez, ou faz cotidianamente, ou então vai fazer algum dia.

            Conforme explicação contida no Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, murmúrio é a fofoca, o mexerico com maledicência, dito a meia voz.

           É um procedimento onde falamos, baixinho, para nós mesmos, parecendo que estamos burlando nossa consciência, pois sabemos que esta ação não é correta.

           Emmanuel distende o sentido para  lamúria, aquele amargo que afasta o equilíbrio na revolta contra tudo.

            Podemos considerar que o murmúrio é como uma doença, um vício, que está arraigado na alma do murmurador.

            Não é uma doença física, mas sim uma doença da alma, que prolifera e a criatura que murmura, passa a murmurar em todas situações e este procedimento vai acarretar danos sérios ao corpo físico.

            E mais, a sua proliferação vai envolver terceiros.

            Emmanuel começa a reflexão deste tema citando as palavras de Paulo (Filipenses 2:14), que diz:

“Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas”.

            Paulo nos orienta a não murmurar. A fazer todas as coisas justas, que são de nossa obrigação e mesmo aquelas que não o sejam dando o nosso melhor, fazendo com carinho, com aceitação, atenção, resignação, evitando as contendas que possam surgir e que dividem conflitando tanto encarnados como desencarnados.

           Aqui entendemos que ocupar-se com afinco é não dar espaço para murmurações, o trabalho é a oficina que podemos usar para evitar as lamúrias.

          Os murmuradores, segundo Emmanuel, com leviandade procuram a ingratidão, a miséria moral, o orgulho a vaidade e todos os flagelos que arruínam almas neste mundo para organizar as palestras da sombra, onde o bem, o amor, a verdade são focalizados com malícia.

           A murmuração é a fermentação psíquica das contendas.

          Ou seja, a criatura com seus murmúrios vai influenciando pessoas ao seu redor, que se deixando arrebatar pelos murmúrios, vão originar as contendas e também vão engrossar as fileiras dos murmuradores.

          Lembremos que o pensamento é energia pura que reverbera no universo e orbita em torno daquele que imanta com seus pensamentos as lamurias.

         Logo entendemos que aquele, que vive a lamentar-se, só pode atrair irmãozinhos que cultivam semelhante hábito e, portanto, fica enredado tanto na doença das murmurações, como também com os doentes.

            O murmurador, virtude de seu permanente azedume é como um espinheiro magnético, ferindo a todos.

            Ele só atenta para aspectos negativos para fazer as conversações. Em tudo vê maledicência, segundas intenções, maldade subvertendo boas intenções dos outros.

            Para ele tudo está errado, nada serve, não se deve esperar algo melhor em coisa alguma. Seu verbo é a irritação.  Suas observações são injustas e desanimam.

            Emmanuel, nos aconselha que quando começamos a encontrar motivos fáceis para muitas queixas, devemos fazer um profundo autoexame, a fim de vermos se não estamos acometidos da enfermidade da murmuração e caso, após meticuloso exame de nossas atitudes e pensamentos, caso diagnostiquemos, que esse proceder está se instalando em nós devemos fazer todo esforço para reverter o processo.

            Descoberta nossa tendência e pratica para murmurações, o dito “Orai e Vigiai”, se faz necessário até que eliminemos o problema.

            Os murmuradores são acumuladores de energias destrutivas, em virtude de sua influencia perniciosa que invade todos os lugares do planeta.

           Emmanuel nos conclama a lutarmos, o quanto pudermos contra essas humilhantes atitudes mentais.

           Vamos fazer uso de nossa fé, alicerçada no conhecimento de que Deus está presente sempre em nossas vidas e como nosso Pai e criador só quer nosso bem.

           Emmanuel termina este texto nos dizendo que conforme afirmam os velhos Provérbios, o coração otimista é medicamento de paz e alegria.


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