MURMURAÇÕES
Dando continuidade ao estudo do
livro “Pão Nosso”, psicografado por Francisco Candido Xavier e ditado pelo
espírito Emmanuel hoje vamos refletir sobre o tema MURMURAÇÕES, que está no
capítulo 75 do referido livro.
Interessante o tema de hoje, porque
trata de uma ação que podemos afirmar com certeza, que todo mundo já fez alguma
vez, ou faz cotidianamente, ou então vai fazer algum dia.
Conforme explicação contida no
Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, murmúrio é a fofoca, o mexerico com
maledicência, dito a meia voz.
É um procedimento onde falamos,
baixinho, para nós mesmos, parecendo que estamos burlando nossa consciência,
pois sabemos que esta ação não é correta.
Emmanuel distende o sentido para lamúria, aquele amargo que afasta o equilíbrio
na revolta contra tudo.
Podemos considerar que o murmúrio é
como uma doença, um vício, que está arraigado na alma do murmurador.
Não é uma doença física, mas sim
uma doença da alma, que prolifera e a criatura que murmura, passa a murmurar em
todas situações e este procedimento vai acarretar danos sérios ao corpo físico.
E mais, a sua proliferação vai
envolver terceiros.
Emmanuel começa a reflexão deste
tema citando as palavras de Paulo (Filipenses 2:14), que diz:
“Fazei todas as
coisas sem murmurações nem contendas”.
Paulo nos orienta a não murmurar. A
fazer todas as coisas justas, que são de nossa obrigação e mesmo aquelas que
não o sejam dando o nosso melhor, fazendo com carinho, com aceitação, atenção,
resignação, evitando as contendas que possam surgir e que dividem conflitando
tanto encarnados como desencarnados.
Aqui entendemos que ocupar-se com
afinco é não dar espaço para murmurações, o trabalho é a oficina que podemos
usar para evitar as lamúrias.
Os murmuradores, segundo Emmanuel,
com leviandade procuram a ingratidão, a miséria moral, o orgulho a vaidade e
todos os flagelos que arruínam almas neste mundo para organizar as palestras da
sombra, onde o bem, o amor, a verdade são focalizados com malícia.
A murmuração é a fermentação
psíquica das contendas.
Ou seja, a criatura com seus
murmúrios vai influenciando pessoas ao seu redor, que se deixando arrebatar
pelos murmúrios, vão originar as contendas e também vão engrossar as fileiras
dos murmuradores.
Lembremos que o pensamento é energia
pura que reverbera no universo e orbita em torno daquele que imanta com seus
pensamentos as lamurias.
Logo entendemos que aquele, que vive a
lamentar-se, só pode atrair irmãozinhos que cultivam semelhante hábito e,
portanto, fica enredado tanto na doença das murmurações, como também com os
doentes.
O murmurador, virtude de seu
permanente azedume é como um espinheiro magnético, ferindo a todos.
Ele só atenta para aspectos
negativos para fazer as conversações. Em tudo vê maledicência, segundas
intenções, maldade subvertendo boas intenções dos outros.
Para ele tudo está errado, nada
serve, não se deve esperar algo melhor em coisa alguma. Seu verbo é a irritação.
Suas observações são injustas e
desanimam.
Emmanuel, nos aconselha que quando
começamos a encontrar motivos fáceis para muitas queixas, devemos fazer um
profundo autoexame, a fim de vermos se não estamos acometidos da enfermidade da
murmuração e caso, após meticuloso exame de nossas atitudes e pensamentos, caso
diagnostiquemos, que esse proceder está se instalando em nós devemos fazer todo
esforço para reverter o processo.
Descoberta nossa tendência e
pratica para murmurações, o dito “Orai e Vigiai”, se faz necessário até que
eliminemos o problema.
Os murmuradores são acumuladores de
energias destrutivas, em virtude de sua influencia perniciosa que invade todos os
lugares do planeta.
Emmanuel nos conclama a lutarmos, o
quanto pudermos contra essas humilhantes atitudes mentais.
Vamos fazer uso de nossa fé, alicerçada
no conhecimento de que Deus está presente sempre em nossas vidas e como nosso Pai
e criador só quer nosso bem.
Emmanuel termina este texto nos
dizendo que conforme afirmam os velhos Provérbios, o coração otimista é
medicamento de paz e alegria.

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