sábado, 16 de novembro de 2024

NECESSÁRIO ACORDAR

 

NECESSÁRIO  ACORDAR


Dando continuidade ao estudo do livro “Pão nosso”, psicografado por Francisco Candido Xavier e ditado pelo espírito Emmanuel, hoje veremos o tema do capítulo 68, com o título “Necessário Acordar”.

Como temos visto Emmanuel, retira uma citação do Novo Testamento e faz um texto com uma profunda reflexão.

Este começa com uma citação de Paulo que está em Efésios (5:14) e nos diz:

“Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e o Cristo te esclarecerá”.

Esta frase, Paulo a diz para os seus discípulos em Efésios, que eram em grande número, onde existia uma Igreja por ele fundada e como todas as outras ele estava sempre a par dos acontecimentos, monitorando seus discípulos para que a mensagem do Evangelho fosse transmitida integralmente.

Emmanuel capta a profundidade das palavras de Paulo, vendo que ela pode ser aplicada para todos os tempos, nos dá sua interpretação, abrangendo todo seu significado.

Sabemos que somos espíritos em construção, portanto estamos todos sob um ponto de vista, dormindo, uns mais, outros menos. Mas todos temos que fazer um esforço para despertar do sono da alma, pois só assim vamos abrir os olhos, enxergar e evoluir.

O espirito André Luiz, no livro “Missionários da Luz”, psicografia de Francisco Cândido Xavier, vai nos dizer que por ocasião de uma visita a um local de atendimento no plano espiritual, da existência de inúmeros espíritos que se encontram em sono profundo desde a sua desencarnação, tal o apego a vida material, criando uma letargia em si mesmos que os forçava a dormir initerruptamente, vivendo seus pesadelos num inferno que criaram para si próprios.

Na citação de Paulo notamos a gravidade deste sono da alma, quando ele diz “levanta-te dentre os mortos”, e Emmanuel, nos faz ver que muitas criaturas seguem pela vida afora como mortos vivos, quais sonâmbulos, quais zumbis.

Emmanuel em outros textos diz:

“Os verdadeiros mortos estão sepultados na carne terrestre” e também “Viver, é experiência da imortalidade”.

Emmanuel entendendo o sentido atemporal da mensagem de Paulo nos elucida a diferença de estar vivo ou encarnado, pois a criatura pode estar encarnada, mas não viva, porque constrói sua existência tão somente nas experiências vivenciadas na matéria, não levando em conta sua imortalidade e que a presente e demais encarnações são um ensaio e aprendizado para a verdadeira vida.

Então ela pode estar progredindo na vida material, conquistando louros, acreditando ser feliz e realizada, mas enquanto a criatura não pensa e trabalha também visando a sua imortalidade, ela na realidade não vive apenas existe.

Ao passo que aquele que cultua valores, procedimentos, pensamentos, objetivando a imortalidade, cultuando a sua espiritualidade, este está acordando.

E nesse despertar ele será esclarecido pelo Cristo.

Emmanuel nos diz que não somente os iniciantes, mas também os iniciados, acusam dificuldades na compreensão e aplicação dos ensinamentos do Mestre, ficando na superfície do que aprendem.

Decoram a palavra, ali escrita e não vão mais além, se contentando com a superficialidade, e assim procedendo não se conduzem a mares mais profundos, a um entendimento completo do real significado da palavra.

Emmanuel nos diz ainda, que interpretação e entendimento do Evangelho também é trabalho e que não devemos desistir ao primeiro obstáculo, mas seguir em frente em busca da luz, que na realidade é a busca da nossa espiritualidade.

Outros alegam serem os textos obscuros ou se prendem a questiúnculas literárias, se prendendo a forma desprezando o ensinamento moral.

Evangelho é o pão divino que vem direto do Pai na palavra de Jesus e que dada a época teve que vir com envoltório humano para preservar-se na Terra, alguns não entendem isto e fixam-se no envoltório desprezando o mais importante, que é a mensagem eterna de vida. São como pessoas que recebem um presente, desembrulham o presente e ficam com o que envolvia o presente, descartando o conteúdo.

Emmanuel nos diz que quem dá mais importância a forma, a letra e não ao significado, não despertou sua sensibilidade para uso de suas faculdades superiores, permanecendo paralisado, dormindo.

No capítulo 1 do livro “Mensageiros” Narcisa diz para André Luiz:

Enquanto nos engolfamos apenas em cálculos e raciocínios, o Evangelho nos parece apenas um repositório de conhecimentos comuns”.

Mas quando a criatura desperta o sentimento, indo mais fundo ela vai adquirindo mais sensibilidade para compreender e aplicar o Evangelho.

Outros se deixam envolver momentaneamente com a beleza do evangelho, sentem-se tocados, mas depressa esquecem o que viram, ouviram e sentiram, interpretando como um sonho, como uma cena sagrada e relegadas ao esquecimento o coração não adere, dormitando, incapaz de analisar e compreender.

Faz-se necessário que conheçamos a nós mesmos, para saber o que fazer, o que desejar, a que propósitos temos que atender e a que finalidades se destinam e examinando-nos conseguimos emergir da animalidade e senhorearmos nosso próprio destino, com entendimento de que a observância nos ensinamentos do Evangelho torna essa jornada reencarnatória muito mais fácil e produtiva.

Numerosos encarnados, que se acreditam religiosos são levados engrossando fileiras de sonâmbulos inconscientes, nas circunstancias de cada dia.

Falam em Deus, em fé e espiritualidade, como se estivessem num pesadelo, pois associam as dores, os resgates, as provas a sofrimentos que são obrigados a passar, como se fossem castigos impostos por Deus e não consequências e aprendizado, e assim procedendo distorcem a mensagem do Cristo.

 Essas criaturas são então levadas de roldão pelo incessante rio da vida, fazendo-as rolar no turbilhão dos acontecimentos. Cegas, dormentes e semimortas até que despertem e se levantem através do esforço pessoal, a fim de que o Cristo as esclareça.

Para encerrar nosso estudo de hoje fica a reflexão de como espiritas, a necessidade de acordarmos. Lembremos a instrução do Espirito da Verdade, quando no advento do Espiritismo disse: “Espiritas! Amai-vos, eis o primeiro mandamento, instruí-vos, eis o segundo”, nos dizendo do amor, onde está inserida a caridade, a fraternidade, a benevolência, a humildade, a prática do perdão, a indulgência, e todas as virtudes que compõe o amor, mas também que buscássemos a instrução para  não ficarmos em um sono letárgico na alma e consequentemente sofrendo, aguardando um dia o despertar, para só então acordar e iniciar o processo de  encontrar Jesus e ser feliz.


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