A REGRA DE AJUDAR
INTRODUÇÃO
Dando continuidade ao estudo do livro “Jesus no Lar”, pisicografado pelo médium Francisco Candido Xavier, ditado pelo espírito Néio Lucio, hoje vamos ver o capítulo 30, sob o título A Regra e Ajudar.
Este livro trata dos ensinamentos do Mestre, aos seu discípulos nas noites, reunidos na casa de Simão Pedro. Poderíamos afirmar, que se tratava na realidade do Evangelho no Lar.
Vamos abordar o tema A Regra de Ajudar.
Para tanto vamos ver a pequena história contida no livro no decorrer iremos tecer comentários, afim de dirimir quaisquer dúvidas.
TEXTO DO LIVRO
João, no auge da curiosidade juvenil, compreendendo que se achava à frente de novos métodos de viver, tal a grandeza com que o Evangelho transparecia dos ensinamentos do Senhor, perguntou a Jesus qual a maneira mais digna de se portar o aprendiz, diante do próximo, no sentido de ajudar aos semelhantes, ao que o Amigo Divino respondeu, com voz clara e firme:
— João, se procuras uma regra de auxiliar os outros, beneficiando a ti mesmo, não te esqueças de amar o companheiro de jornada terrestre, tanto quanto desejas ser querido e amparado por ele.
Jesus, quando nos fala em auxiliar os outros, beneficiando a si mesmo, nos lembra dos seus ensinamentos, talvez de maior importância, que são: amar o próximo como a si mesmo e faça ao teu próximo aquilo que gostaria que te fizessem. Aí se encontram todas as idéias de fraternidade, de amor, de ajuda mútua, coroada com a prática de virtudes como a caridade, a beneficência, a misericórdia. Sim porque a palavra “ajuda”, aqui tem a conotação de caridade e como já foi dito e é sabido a porta da caridade é a que nos conduz a felicidade, e a evolução moral nossa e também do orbe, pois sabemos que a prática do bem, assim como a do mal, geram energia, que nos afetam, uns mais, outros menos, conforme nosso adiantamento moral e nossa vibração em nossa bioesfera.
A pretexto de cultivar a verdade, não transformes a própria existência numa batalha em que teus pés atravessem o mundo, qual furioso combatente no deserto; recorda que a maioria dos enfermos conhece, de algum modo, a moléstia que lhes é própria, reclamando amizade e entendimento, acima da medicação.
Neste páragrafo o Mestre, nos fala sobre o desejo de sermos verdadeiros, não escondendo a verdade, doa a quem doer, mas que tenhamos bom senso e nos lembra que quem está doente, seja física, psicológica ou espiritual, não necessita nem de um juiz, nem de um verdugo, para julgá-lo e condená-lo por seus erros, pois que a maioria sabe o mal de que é acometido e nessa hora reclama como remédio, o ombro amigo, o afago, o olhar condescendente a amizade sincera, mais do que a medicação.
Lembra-te de que não há corações na Terra, sem problemas difíceis a resolver; em razão disso, aprende a cortesia fraternal para com todos.
Se estamos encarnados nesse planeta de provas e expiações, não é por capricho nem castigo de Deus e sim por consequência de nossas escolhas praticadas em vidas pretéritas. Estas encarnações, passando pelos perrengues das consequêcias é que vão corrigir nossos erros, eliminando nossas más tendências, vícios e reincidências. Em razão disto o Mestre nos afirma, que todos, na terra, temos problemas para resolver e que somos, cada um a seu modo difíceis e para tanto nos orienta sermos fraternalmente corteses com todos. Mais ainda, com aqueles que nos causam dissabores. Já foi dito do nosso planeta de provas e expiações, pois bem, entendamos como prova e façamos o melhor para aprovação de nossa consciência e do Divino.
Acolhe o irmão do caminho, não sómente com a saudação recomendada pelos imperativos da polidez, mas também com o calor do teu sincero propósito de servir.
Aqui Jesus nos diz mais sobre fraternidade, pois que entende que todos no caminho são nossos irmãos e que a ajuda não se limite ao simples cumprimento polido, mas que acolher o irmão não é tão somente dar abrigo, pão e dinheiro, mas acolher a alma também com amor, carinho, desprendimento. Ter como objetivo aquilo que serve para todos, servir, servir e servir, como o Mestre serviu e nos serve a todo instante.
Fixa nos olhos as pessoas que te dirigirem a palavra, testemunhando-lhes carinhoso interesse, e guarda sempre a posição de ouvinte delicado e atencioso;
Os olhos são comumente chamados da janela da alma, façamos então que eles traduzam nosso sincero e carinhoso interesse pelos problemas do próximo e ouvindo com atenção tudo que queiram nos dizer. Por vezes guardemos o silêncio frente aos queixumes pois, lembremo-nos que por vezes o silêncio fala mais que mil palavras.
Não levantes demasiadamente a voz, porque a segurança e a serenidade com que os mais graves assuntos devem ser tratados não dependem de ruído.
A voz que grita ao debater assuntos mais graves, age como se fosse uma agressão física, o que não deixa de ser pois agride os ouvidos de quem ouve, mas independende disto aquele que grita quer impor e não convencer e ao proceder assim perdeu a serenidade e demonstra insegurança em seus argumentos. E se o outro também começa a gritar, o caos se instala e não se chega a um consenço comum. Gritar assim demonstra uma pessoa colérica, sem autocontrole e que não ajuda a nada nem a ninguém que busca ajuda.
Abstém-te das conversações improfícuas; o comentário menos digno é sempre invasão delituosa em questões pessoais.
Nos dias de hoje o que mais se observa é justamente aquilo que chamamos de fofoca, de conversas que não levam a nada e que na maioria das vezes só vão denegrir a imagem de alguém. O conselho aqui é nos abstermos deste tipo de conversações e nos dias de hoje com o advento de internet que tornou o globo uma aldeia, proliferam redes sociais, cobertas de mentiras, de fakes, de cultura ao ódio, ao rancor, a vingança.
Esses procederes são tão devastadores na vida daquele que é atingido, que por vezes, pode conduzi-lo ao suicídio e a responsabilidade dessa condução será nossa.
Louva quem trabalha e, ainda mesmo diante dos maus e dos ociosos, procura exaltar o bem que são suscetíveis de produzir.
Já diz o ditado popular: “o ócio é a oficina do diabo”, e é porisso que o trabalho esta contido nas Leis Naturais, junto com a lei do progresso. Devemos enaltecer aquele que trabalha, mas não nos esqueçamos daqueles que estão ociosos, eles podem vir a fazer a diferença, pois podem ser os trabalhadores da última hora.
Foge ao pessimismo, guardando embora a prudência indispensável perante as criaturas arrojadas em negócios respeitáveis, mas passageiros, do mundo; a tristeza improdutiva, que apenas sabe lastimar-se, nunca foi útil à Humanidade, necessitada de bom ânimo.
É sabido que o pensamento é energia construtiva ou destrutiva e que aliado ao ânimo, a vontade de construir, de fazer, pode gerar desenvolvimento nos negócios, em empresas, à humanidade. Mas devemos ter prudência com o sucesso, uma vez que tudo é passageiro e o que conta é o que se fez com o que nos foi emprestado na vida. Mas também, o pessimismo, a lástima constante, a tristeza, não leva nada ou melhor nos leva a depressão e a obcessão.
Usa, cotidianamente, a chave luminosa do sorriso fraterno; com o gesto espontâneo de bondade, podemos sustar muitos crimes e apagar muitos males.
Quem não se sente desarmado frente á um sorriso sincero? Quem não se sente acolhido frente a um sorriso sincero? Um sorriso conforta quem recebe e felicita o que dá. O sorriso com o gesto espontâneo de bondade apaga os males, as palavras desastrosas. Aqui o conselho consiste em sorrir com sinceridade com bondade, com coração.
Faze o possível por ser pontual; não deixes o companheiro à tua espera, a fim de que te não seja atribuída uma falsa importância.
Atribuir aquele que te espera a importância necessária, concedendo a ele a pontualidade no servir.
Agradece todos os benefícios da estrada, respeitando os grandes e os pequenos; se o Sol aquece a vida, é a semente de trigo que fornece o pão.
Gratidão a todos que nos ajudam na caminhada, lembrando que tanto os grandes, como os pequenos fazem parte da engrenagem e todos tem o mesmo valor.
Deixa que as águas vivas e invisíveis do Amor, que procedem de Deus, Nosso Pai, atravessem o teu coração, em favor do círculo de luta em que vives;
Amor é a força divina que engrandece a vida e confere poder.
Façamos, sobretudo, o melhor que pudermos, na felicidade e na elevação de todos os que nos cercam, não somente aqui, mas em qualquer parte, não apenas hoje, mas sempre.
Silenciou o Cristo e, assinalando a beleza do programa exposto, o jovem apóstolo inquiriu respeitosamente:
— Senhor, como conseguirei executar tão expressivos ensinamentos?
O Mestre respondeu, resoluto: — A boa-vontade é nosso recurso de cada hora. E, afagando os cabelos do discípulo inquieto, encerrou as preces da noite.
A proposta do texto consiste em aplicarmos com boa vontade as regras da ajuda, propostas por Jesus, para socorrermos nossos irmãos, quando for possível.

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