domingo, 11 de setembro de 2022

O PROBLEMA DIFICIL

 

O PROBLEMA DIFICIL

 

 

  Hoje daremos continuidade, ao estudo do livro ¨Jesus no Lar¨, obra psicografada por Francisco Candido Xavier, ditada pelo espírito Neio Lúcio.

  Este livro trata de histórias do Mestre com seus discípulos, em noites reunidos à casa de Simão Pedro, visando levar os ensinamentos do Evangelho de forma singela e ao mesmo tempo profunda. A bem da verdade este procedimento é a prática do Evangelho no Lar.

  O tema do nosso estudo é o capítulo 36 do referido livro e intitula-se: O Problema Difícil.

  A seguir, vamos ler o texto do livro para que possamos comentar.

 

 

  O PROBLEMA DIFICIL

 

 

  Entre os comentários da noite, um dos companheiros mostrou-se interessado em conhecer a questão mais difícil de resolver, nos serviços referentes à procura da Luz Divina.

  Em que setor da luta espiritual se colocaria o mais complicado problema?

  Depois de assinalar variadas considerações, ao redor do assunto, o Mestre fixou no semblante uma atitude profundamente compreensiva e contou:

  - Um grande sábio possuía três filhos jovens, inteligentes e consagrados à sabedoria. Em certa manhã, eles altercavam a propósito do obstáculo mais difícil de vencer no grande caminho da vida.

  No auge da discussão, prevendo talvez conseqüências desagradáveis, o genitor benevolente chamou-os a si e confiou-lhes curiosa tarefa.

  Iriam os três ao palácio do príncipe governante, conduzindo algumas dádivas que muito lhes honraria o espírito de cordialidade e gentileza.

  O primeiro seria o portador de rico vaso de argila preciosa.

  O segundo levaria uma corça rara.

  O terceiro transportaria um bolo primoroso da família.

  O trio fraterno recebeu a missão com entusiástica promessa de serviço para a pequena viagem de três milhas; no entanto, a meio do caminho, principiaram a discutir.

  O depositário do vaso não concordou com a maneira pela qual o irmão puxava a corça delicada, e o responsável pelo animal dava instruções ao carregador do bolo, a fim de que não tropeçasse, perdendo o manjar; este último aconselhava o portador do vaso valioso, para que não caísse.

  O pequeno séqüito seguia, estrada afora, dificilmente, porquanto cada viajor permanecia atento a obrigações que diziam respeito aos outros, através de observações acaloradas e incessantes.

  Em dado momento, o irmão que conduzia o animalzinho olvida a própria tarefa, a fim de consertar a posição da peça de argila nos braços do companheiro, e o vaso, premido pelas inquietações de ambos, escorrega, de súbito, para espatifar-se no cascalho poeirento.

  Com o choque, o distraído orientador da corça perde o governo do animal, que foge espantado, abrigando-se em floresta próxima.

  O carregador do bolo avança para sustar-lhe a fuga, internando-se pelo mato a dentro, e o conteúdo de prateada bandeja se perde totalmente no chão.

  Desapontados e irritadiços, os três rapazes tornam à presença paterna, apresentando cada qual a sua queixa e a sua derrota.

  O sábio, porém, sorriu e explicou-lhes:

  - Aproveitem o ensinamento da estrada. Se cada um de vocês estivesse vigilante na própria tarefa, não colheriam as sombras do fracasso, O mais intrincado problema do mundo, meus filhos, é o de cada homem cuidar dos próprios negócios, sem intrometer-se nas atividades alheias. Enquanto cogitamos de responsabilidades que competem aos outros, as nossas viverão esquecidas.

  Jesus calou-se, pensativo, e uma prece de amor e reconhecimento completou a lição.

 

 

Reflexões

 

 

Na referida noite, que trata o texto, a preocupação de um dos companheiros era de saber qual seria o problema mais dificil de se resolver, na prática dos serviços junto a luz divina.

E Jesus conclui com esta história, que importar-se com a vida alheia e não com a sua própria é o problema mais difícil, porque além de ir contra os ensinamentos do Evangelho, prejudica a vida de todos.

Quando viramos censores dos procederes alheios, nos tornamos juízes e quem somos nós para julgarmos e condenarmos a quem quer que seja, se nem mesmo o Mestre agiu assim.

É impressionante como temos facilidade de julgar, rotular e condenar o próximo, como se fossemos experts no modo de viver e pior, geralmente, achamos que nós é que temos a razão. E com essas atitudes geramos dissabores tais como rancores, ódios, depressões, tristeza, doenças psicosomáticas e físicas também.

Além disso também estaremos fazendo uma bagagem, que vai nos acompanhar por outras encarnações e para livrar-nos desse vício moral será a custa de muito sofrimento decorrente dessas ações.

Afora isto teremos a companhia indesejável de espíritos inferiores, que se comprazem no mal querendo nos arrastar com eles e por vezes tornando-se nossos obsessores.

No Evangelho do Cristo, a pedra fundamental, a estrada que leva a perfeição é a caridade e o espiritismo ratifica com o axioma ¨fora da caridade não há salvação¨.

Temos que entender de uma vez, que a caridade pode e deve ser exercida a todo momento e em todas situações, ainda mais em situações em que nossa opinião ou conselho vá fazer a diferença.

Quanto a emitir um ponto de vista, um aconselhamento, um ensinamento, temos que ser caridosos para que nossos argumentos sejam delicados, sensíveis e explicativos e não impositivos, afinal não somos detentores da verdade absoluta e aquilo que é bom para nós, pode não ser bom para o outro e isto é respeitar o livre arbítrio do outro, isto é saber conviver com as opiniões divergentes, é ser social, pois na prática da troca de experiências com sinceridade e bom propósito estamos desenvolvendo o espírito social e fomos criados para sermos sociais, interagindo uns com os outros. A isto também podemos chamar de ações fraternas, pois fraternidade é esse sentimento de sabermos ser todos irmãos filhos do mesmo Pai, nos ajudando visando o progresso material e espiritual do próximo.

Jesus nos aconselha a cuidarmos de nossas vidas e nesta história está claro o significado da palavra estrada, que é vida E as tarefas que temos de cumprir são com vistas a nossa evolução com a prática do bem. Fica também explicitado o dito, “orai e vigiai”, ou seja orai por todos e vigiai os nossos atos, e palavras no tratamento com o próximo, afim de que o sentimento fraterno e a cooperação mútua, sejam laços de amor.

Então façamos nessa atual estrada o cumprimento de nossas obrigações, cuidando tão somente em ajudar o próximo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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