quinta-feira, 1 de agosto de 2024

A LEI DE DESTRUIÇÃO E A FÉ

 A Lei de Destruição e a Fé.  


Tendo em vista o flagelo que se abateu no Rio Grande do Sul, com enchentes em muitas cidades, o tema escolhido é sobre a lei de Destruição e a Fé. 

O Livro dos Espíritos, obra basilar da doutrina espírita, é dividido em quatro (4) livros, contendo no livro terceiro (3º), capítulos I a VI o tema que iremos ver nesta noite, que é a lei de Destruição. 

Por ocasião da codificação da doutrina, Alan Kardec indaga aos espíritos sobre a Lei Natural ao que eles esclarecem serem as leis de Deus, imutáveis, eternas, perfeitas regendo o universo material e o universo moral, as únicas verdadeiras para a felicidade do homem, indicando-lhe o que fazer e não fazer para ser feliz. 

Dentre estas leis, vamos encontrar a Lei de Destruição, que temos visto ao longo dos tempos agindo com a extinção de espécimes da fauna e flora, com desaparecimento de civilizações inteiras, com transformações geográficas do orbe, com guerras e barbáries humanas, com a morte de estrelas e sóis no universo, até onde nossa vista alcança, com flagelos diversos e pandemias. 

Os espíritos lhe dizem que é preciso que tudo se destrua para renascer e se regenerar e que o que chamamos de destruição é somente o processo de transformação para renovar e melhorar os seres vivos. 

Já está mais que na hora de entendermos que somos espíritos vestindo um corpo de carne e não o contrário e que este corpo físico tem prazo de validade, que vai do berço ao tumulo e que serve para evolução, desde quando viemos com a condição de princípio inteligente e que indestrutível sofre diferentes metamorfoses para evoluir. 

Se observarmos atentamente, vamos ver que nosso planeta vem sendo acometido de tempos em tempos, por diferentes flagelos, desastres e pandemias, incluindo aqui as guerras e vemos que a humanidade sai sempre melhor e que nesses momentos aflora o melhor das pessoas, muito embora também alguns mostram o seu pior, mas tudo faz parte dos planos divinos e nosso planeta tem em seu comando nosso amado mestre Jesus. 

Temos que mudar nossos paradigmas e ver que a morte não é a cessação da vida, pelo contrário é a porta para uma nova vida e que essas desgraças tem o sentido de nos despertar. Importante que entendamos que muitos, ou melhor, todos flagelos, guerras, pandemias, tem o homem como causador.

 Então essas coisas não são castigos de Deus, uma vez que Deus não castiga ninguém, mas são consequências de nossas escolhas, ao desarmonizarmos o planeta, vamos pagar o preço, com enchentes, incêndios, verões causticantes, invernos rigorosíssimos e doenças. Deus por sua vez permite, pois temos livre arbítrio e consciência e condições de fazermos as escolhas. 

Como já dissemos temos que mudar nossa visão, para citar um exemplo, graças a Segunda Guerra Mundial, desenvolveram-se as ideias para a ida do homem à Lua, o uso do Césio para bombardear na radioterapia os canceres e tantas outras invenções e descobertas, que vem facilitando nossas vidas. 

Chegamos à conclusão que a destruição está entranhada na natureza, ou seja, a lei de destruição não é um elemento acidental, mas estrutural e que falando da morte orgânica, tudo que possui forma, tudo que nossos olhos veem, está sujeito a destruição. 

A respeito de uma citação do Cristo que diz que “o Reino de Deus não vem com aparências exteriores”, Emmanuel nos diz que tudo que os olhos mortais podem contemplar está morto ou está morrendo. Todos estamos caminhando em direção ao nosso velório e cada dia vivido é um dia a menos como reencarnado, sendo inúmeras as causas para provocar nossos desencarnes, por exemplo: idade avançada com falência dos órgãos, pandemias, catástrofes, guerras, flagelos, etc. 

 Quando desencarnamos, não levamos nada, ficam os bens materiais casa, carro, conta bancária, roupas, pessoas, donde entendemos que a desencarnação é uma profunda renovação e a cada nova existência adquirimos um novo grau de perfeição. 

Os animais tem que passar pela destruição, para que o princípio inteligente aprenda os automatismos que hoje temos. Haroldo Dutra renomado palestrante espírita, cita como exemplo a inocente zebrinha pastando e bebendo água num rio, quando sorrateiramente vem um crocodilo e devora a coitadinha. 

Esse princípio inteligente armazena esse fato e o coloca como automatismo, no seu instinto para a próxima encarnação. Para nós que só vemos a forma, esses impactos são muito dolorosos, mas para Deus o olhar é outro, pois a morte não existe, o espírito é imortal e Deus cria seres imortais. É preciso ver o fim para apreciar os resultados. 

Classificamos como flagelos, o que deveríamos entender como renovação, porque só vemos a forma e não o objetivo, que é nos conduzir pela encarnação e desencarnação a um patamar evolutivo melhor, até chegarmos à condição de espíritos puros. 

Progresso se faz com nascimentos e velórios.

 E onde entra a fé nesse contexto? 

Primeiramente temos que entender o que é fé. 

 Fé não é apenas crer em Deus. Todos que professam uma religião até mesmo aqueles a que chamam pagãos acreditam em Deus. E isto é ter fé? É claro que não fé é muito além de crer, pois aqueles que apenas creem estão somente envolvidos e a verdadeira fé em Deus exige que se esteja comprometido. 

Para exemplificar: num café da manhã com ovos, a galinha está apenas envolvida (bota o ovo e vai embora), mas o ovo, esse está comprometido. 

Então a fé raciocinada é esse entendimento, que tudo está correto na criação, que Deus é infinitamente bom e justo, que os perrengues porque passamos são consequências de nossas escolhas e os falados flagelos servem para nosso aprimoramento onde vamos exercer a aceitação, a resignação, a resiliência, o sentimento de fraternidade e amor, praticando a caridade, olhando a todos como Jesus ensinou e exemplificou, ou seja fazendo ao outro o queríamos que nos fizessem. 

E para encerrar, quando vierem as águas invadindo nossas casas, levando nossos carros, empregos, pessoas, vamos fazer o possível e o impossível para superar as dificuldades, dando o nosso melhor, mas com fé, sem maldizer a vida, pois tudo é para um bem maior e não esqueçamos, que Jesus está no comando dessa nau chamada planeta Terra e nada de errado pode acontecer. 

 

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