JESUS PARA O HOMEM
Dando continuidade ao estudo do livro Pão Nosso, psicografado
por Francisco Cândido Xavier e ditado pelo espírito Emmanuel o tema de hoje se
encontra no capítulo 62, sob o título “JESUS PARA O HOMEM”.
Quando vi esse texto para, percebi que é
impossível falar tudo que se quer dizer sobre Jesus, pois a grandeza desse
espírito puro é imensa. O Mestre é o Governante do planeta Terra, estando
presente na organização do orbe desde sua criação.
Portanto vou me ater a discorrer da importância de Jesus para
o homem.
Sabemos então que Jesus é o espírito crístico responsável
pelo orbe desde sua criação, estando a testa com sua equipe de espíritos em
tudo que diz respeito ao planeta terra incluindo aí todos os reinos mineral,
vegetal, animal e hominal.
Deus em sua infinita bondade permite, que esse espírito
sinônimo de amor incondicional, encarne no nosso planeta, há dois mil anos
passados para ser nosso modelo e guia.
Emmanuel neste texto, não nos fala especificamente de
religião, mas sim de vida, de como Jesus viveu a vida para nos dar o legado do
Evangelho, no intuito de promover nossa evolução como espíritos e por
conseguinte nossa felicidade.
O ser humano se modifica quando toma o Cristo como referência
sentindo-se imbuído a agir como Jesus e isto é maravilhoso porque nossa
evolução se torna mais rápida e entendemos o real significado da palavra amor.
Emmanuel neste texto que iremos estudar, pega um versículo de
Paulo, que está em Filipenses 2:8 e nos mostra todo significado das palavras ali
contidas.
Diz o versículo: “E achado em forma como homem,
humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz”.
Jesus sendo espírito puro já havia passado pela prova e
expiação da humanidade há muitos milênios.
Ele pertencia e pertence a categoria da angelitude.
Como espirito puro não encarna há muito tempo, abriu mão de
tudo para vir como um ser comum.
Humilhou-se a si mesmo por puro devotamento e amor.
Neste versículo quando Paulo diz “obediente até a morte, e
morte de cruz”, nos fala da perfeita fidelidade e obediência do
Mestre ao Pai, que se deixou morrer na morte mais infamante da época, a
crucificação.
Emmanuel continua enunciando o proceder do Mestre, nos
dizendo:
Que Jesus desceu com o propósito de servir e não de ser
servido, saindo do esplendor das estrelas, dos sóis e planetas celestes para a
escuridão (do planeta terra), vindo nascer numa humilíssima manjedoura.
Que na condição de espirito puro seu limite era o infinito,
mas agora se via limitado, preso a um corpo de carne saindo da grandeza à
abnegação, exercendo o ofício de carpinteiro.
Exercendo a verdadeira humildade, Jesus desce da divindade
dos anjos a miséria dos homens.
Convive com pecadores ao invés da convivência dos gênios a
que estava acostumado.
De governador do mundo a servo de todos.
E embora fosse um homem santo que se fez nosso irmão,
encontrou a perseguição, o desamparo, o ódio, quando era benfeitor, salvador e
emissário do amor.
Emmanuel diz ainda:
De redentor dos séculos a prisioneiro das sombras...
De celeste pastor a ovelha oprimida...
De poderoso trono a cruz do martírio...
Do verbo santificante ao angustiado silêncio...
Aqui cumpre saber que o Mestre se cala, pois seu silêncio
também é lição, ensinamento de aceitação, paciência, resiliência e perdão.
De advogado das criaturas a réu sem defesa.
Jesus não julgava, pois via o próximo como irmão e a todos
advogava suas causas com justiça e bondade e a ele não foi dado o direito de
defesa.
Dos braços dos amigos ao contacto dos ladrões.
Quando da infamante crucificação, Jesus foi afastado de todos
por quem nutria afeição e colocado ao lado de ladrões, para humilhá-lo fazendo
crer que ele era também um criminoso.
De doador da vida eterna sentenciado ao vale da morte.
Jesus é vida em abundância e achavam que matando-o se
extinguiria essa vida e eliminada sua obra.
Humilhou-se e apagou-se para que o homem se eleve e brilhe
para sempre!
Oh! Senhor o que não fizeste por nós, a fim de aprendermos o
caminho da Gloriosa Ressurreição no Reino.
Jesus em toda sua caminhada deu mostras de ser possuidor de
todas as virtudes e veio para ensinar por exemplos e palavras o que devemos
fazer para sermos felizes.
Quando nos mostra a Gloriosa Ressurreição do Reino, ficamos
ciente que o Mestre nos dá a certeza que seu amor abraça a todos e a
ressurreição é na verdade o ressurgimento do Reino entre nós.
Então o convite é para que façamos a nossa parte.

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