sexta-feira, 18 de setembro de 2020

BEM AVENTURADOSOS AFLITOS


 

 

 BEM AVENTURADOS OS AFLITOS


 

Vimos que as aflições existem aplicadas a todos os homens, principalmente no que tange ao nosso orbe, afinal somos um planeta de expiações e provas, conforme consta no Evangelho, cap. III, parágrafo 15.

De acordo com os atos e decisões, tomados por nós, orientando nossas escolhas, no uso do nosso livre arbítrio, vamos fazendo males, que irão gerar conseqüências, ou seja, aflições.

Jesus nos diz: Bem Aventurados os aflitos, pois serão consolados. Mas serão todos os aflitos bem aventurados? O espiritismo nos diz que não, pois sabemos que somos a causa dos fatores que geram as aflições.

Estamos nos referindo às aflições obtidas nesta vida presente, uma vez que os males não são somente de outras vidas passadas, mas sim das presentes, onde o dito popular nos diz: o que aqui se faz aqui se paga.

É no dia a dia, nas pequenas coisas, que vamos construindo as aflições, que se não observadas se agigantam e transformam-se em sofrimento. Como exemplo, citamos a indisciplina nos horários, no comer, no beber.

Enfim todos os excessos que extrapolam e assim terminam com nossa saúde física e mental. Temos que cuidar através da vigilância de não gerirmos aflições, que podem ser a inveja, o rancor, os preconceitos, o apego aos bens materiais.

 

E o que dizer das aflições que parecem a princípio um mal estranho, não explicável, ou mesmo uma fatalidade do destino, fatos estes, que aqueles que desconhecem a verdadeira fé, julgam como injustiça divina. Aqui citamos:

Perda de entes queridos e também daqueles que são os provedores da família;

Acidentes que não se podem prever;

Perdas de fortunas, embora estivessem cercadas de todas as precauções possíveis;

Os flagelos naturais (tsunami, tornados, terremotos, etc.)

Enfermidades de nascença, que impossibilitam de se ganhar a vida pelo trabalho;

Deformidades, idiotia, autismo, cretinismo e tantas outras.

Assim os incrédulos, não conseguem entender, nem explicar, porque seres são tão desgraçados, ao lado de outros com tanto, às vezes na mesma família. E o que dizer das crianças que morrem em tenra idade e só puderam conhecer sofrimentos, não tendo nem tempo para cometerem deslizes. Esses infortúnios geram naqueles que não tem conhecimento das leis da espiritualidade, a dúvida na justiça e na bondade do criador.

Mas sabemos que o Pai é infinitamente bom e justo e como nas leis naturais não existe efeito sem causa, a dedução lógica é que nós somos a causa das aflições e que se estas aflições não decorrem desta vida, hão de se ser de outras. Assim é na pluralidade das existências nas infinitas encarnações que encontramos respostas para as aflições aparentemente sem razão de ser.

Os sofrimentos decorridos de causas anteriores a presente, são a conseqüência de faltas cometidas em outras vidas e ninguém escapa de uma rigorosa e coerente justiça, assim aquele que sofre hoje esta também expiando faltas do passado.

Deus, associando bondade e justiça permite que as aflições não se tornem um fardo pesado numa única encarnação e com isso por sermos almas imortais e estarmos em um mundo de provas e expiações, são as faltas divididas em muitas encarnações, até que seja expiado todo o passado.

Então o mau que é próspero o será momentaneamente, pois se não expiar hoje, será amanhã:

Aquele que foi duro e desumano poderá ser tratado com dureza e desumanidade;

Se foi orgulhoso, poderá nascer em humilhante condição;

Se foi avaro, egoísta ou fez mau uso de suas riquezas, poderá vir privado do necessário;

Se foi mau filho, poderá sofrer pelo procedimento de seus filhos, etc.

Conclui-se então que as aflições, não são castigos, mas lições em formato de expiações e provas, que visam saldarmos os débitos do pretérito e nos fazerem aprender um correto proceder para o futuro.

Visto estes pontos, fica a pergunta: Então quem são os aflitos merecedores da bem aventurança do que Cristo nos fala?

Bem aventurados são aqueles, que em meio às aflições, ou sofrimentos, entendem que é justo o que estão passando, pois são resgates dos erros cometidos e com isso enfrentam as provas e expiações sem queixumes, sem culpar a providência, muito pelo contrário, agradecendo a Deus a oportunidade de se regenerarem. Se não tivermos uma postura de entendermos as aflições como lições para a vida e usarmos esse entendimento para nos regenerarmos, não estaremos inseridos no contexto de bem aventurança, dito pelo Mestre. Ou seja, aqueles que seguem os ensinamentos e o exemplo do Mestre, fazendo dos seus atos uma conduta cristã, serão os aflitos bem aventurados.

 

 

Então cabe unicamente a nós transformarmos nossas aflições em um presente de Deus, que só quer nosso bem e que ao mudar nosso posicionamento, conseguimos ver que nossas existências nas inúmeras reencarnações são fugazes, quando inseridas na eternidade. E com resignação conseguiremos tornar proveitoso o sofrimento e não estragar o fruto com impaciências para não termos que recomeçar.

 

 

                  

           

Nenhum comentário:

Postar um comentário