quinta-feira, 21 de março de 2019

O IMPERATIVO DA AÇÃO


O IMPERATIVO DA AÇÃO



Tema retirado do livro “JESUS NO LAR” de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito de Neio Lucio, capítulo 45 e nos fala sobre o imperativo da ação e para tal passamos a leitura do referido capítulo:



O imperativo da ação


Explanavam os aprendizes, acaloradamente, sobre as necessidades de preparação para o Reino Divino. Filipe, circunspecto, salientava o impositivo da meditação. Tiago, o mais velho, opinava pelo retiro espiritual; os discípulos do movimento renovador, a seu ver, deviam isolar-se em zona inacessível ao pecado. João optava pela adoração constante, chegando ao extremo de sugerir o abandono das atividades profissionais, por parte de cada um, a fim de poderem entoar hosanas contínuos ao Pai Amantíssimo. Bartolomeu destacava a necessidade do jejum incessante, com abstenção de todo contacto com as pessoas impuras.
Chamado à manifestação direta pela palavra indagadora de Simão, Jesus perguntou, nominalmente:
— Pedro, qual é a água que desprende miasmas pestilenciais?
— Sem dúvida — respondeu o apóstolo, intrigado —, é a água estagnada, sem proveito.
Sorridente, dirigiu-se ao filho de Alfeu, indagando:
— Tiago, qual é o peixe que flutua inerte na onda?
— É o peixe morto, Senhor — redarguiu o discípulo, desapontado.
— Bartolomeu, qual é a terra que se enche de matagais daninhos à plantação útil?
O interpelado pensou, pensou e esclareceu:
— Indiscutivelmente, é a terra boa desprezada, porque o solo empedrado e áspero é quase sempre estéril.
O Mestre, evidenciando sincera satisfação, concentrou a atenção em Tadeu e inquiriu:
— Tadeu, qual é a túnica que se converte em ninho da traça destruidora?
— É a túnica não usada.
Endereçando expressivo gesto a Judas, interrogou:
— Que acontece ao talento sepultado?
— Perde-se por inútil, Senhor.
Logo após, assinalou com o olhar um dos filhos de Zebedeu e falou, mais incisivo:
— Tiago, onde se acoitam as serpentes e os lobos?
— Nos lugares em ruína ou votados ao abandono.
— André — disse o Cristo, fixando o irmão de Pedro —, qual é, em verdade, a função do fermento?
— Mestre, a missão do fermento é dar vida ao pão.
Em seguida, pousando nos companheiros o olhar penetrante e doce, acrescentou, bem humorado:
— O tempo está repleto de adoradores e a miséria rodeia Jerusalém. Se a luz não serve para expulsar as trevas, se o pão deve fugir ao faminto e se o remédio precisa distanciar-se do enfermo, onde encontraremos proveito no trabalho a que nos propomos? O Reino Divino guarda o imperativo da ação por ordem fundamental. Sigamos para diante e propaguemos a verdade salvadora, através dos pensamentos, das palavras, das obras e de nossas próprias vidas. O Todo Sábio criou a semente para produzir com o infinito. Desce do alto a claridade do Sol cada dia para extinguir as sombras da Terra. Não é outro o ministério da Boa Nova. Amar, servindo, é venerar o Pai, acima de todas as coisas; e servir, amando, é amparar o próximo como a nós mesmos. Pautar-se por estas normas, em nosso movimento de redenção, é praticar toda a Lei.


Nesta história, Jesus nos fala do imperativo da ação para o advento do Reino Divino, que se fazia urgente, na prática e propagação da verdade salvadora, através de pensamentos, palavras, atos, das obras e de nossas vidas.
Jesus, nosso amado mestre, sendo um espírito puro, possui todo conhecimento, que faz com que sua palavra, ensinamentos e exemplos sejam para todos os tempos, para qualquer época, ou seja, uma doutrina totalmente atemporal, podendo ser aplicada por qualquer credo, gênero e diversidades na nossa época atual.
Estamos, a todo o momento, e muito mais agora, vivenciando grandes catástrofes, a nível global, com tsunamis, furacões, ciclones, incêndios, enchentes, mexendo o globo e ocasionando imensa quantidade de desencarnes, parecendo que a natureza e o planeta estão contra nós. Sem contar com desatinos de atos, que estão tomando conta da mídia tais como, feminicídio, genocídio em escolas, e sabedores que somos, através do espiritismo, do momento que estamos passando, estamos conscientes do mais que há de vir.
 
Cabe o estudo da Gênese, livro que compõe as obras básicas de Kardec, capítulo XVIII, em seu item 9 : Sim, decerto, a Humanidade
se transforma, como já se transformou noutras épocas, e cada
transformação se assinala por uma crise que é, para o gênero humano, o que são para os o indivíduos, a crise do
crescimento. Aquelas se tornam, muitas vezes, penosas,
dolorosas, e arrebatam consigo as gerações e as instituições, mas,
são sempre seguidas de uma fase de progresso material e moral. …

Vera Meira Bestene, em artigo no Portal do Espírito, com o Título NACIMENTO DE UM NOVO MUNDO, explica-nos, como segue, de forma sucinta o presente momento: 

Estamos neste período de crescimento.
Um período que não iniciou hoje, agora. Estamos já há praticamente ou mais de um século neste tempo de transformação.
Neste período de crescimento, que estamos passando, o espiritismo
florescerá e seus frutos serão visíveis. A transformação das sociedades
poderão até ser penosas, dolorosas, que refletirão, também, no mundo dos
espíritos pois, reencarnáveis que são, estão diretamente ligados com as
comoções que passamos, entretanto serão passageiras como nos esclarece a Gênese.
O Universo, como um todo, nos projeta que as perturbações que sentimos
e que percebemos, são apenas projeções parciais, isoladas, que se nos
afiguram grandiosas, entretanto, se olhadas no conjunto, podemos perceber que tais comoções são apenas aparentes e que se harmonizam como o todo.
O progresso da humanidade é inconteste. Os resultados que o homem vem chegando sob o ponto de vista das ciências e artes, são evidentes. Resta-nos realizar ainda um imenso progresso que é o de realizar,
promover a harmonia entre si, a fraternidade e o amor ao próximo, a
caridade efetiva, a solidariedade desinteressada, estando assim se
revestindo das características necessárias ao progresso e bem estar moral.
O espiritismo não cria a renovação social. O amadurecimento da
humanidade é que fará esta renovação. Ë o Espiritismo, entretanto, o mais
apto a secundar o movimento de regeneração porque tem um grande poder moralizador,  e com suas tendências progressistas surgiu na hora em que
teria utilidade e também no tempo certo da compreensão dele.
Para que na Terra sejam felizes os homens, necessário se faz que a povoem
espíritos bons, sejam eles encarnados ou desencarnados. Havendo chegado
o tempo, grande emigração se verifica e os que continuem praticando o
mal pelo mal, verificada a transformação da terra, serão excluídos, para
que não ocasionem mais outras e novas comoções. Irão expiar o
endurecimento de seus corações, uns em mundos inferiores, outros em
raças terrestres ainda atrasadas, equivalentes a mundos daquela ordem, às
quais levariam os conhecimentos adquiridos com o objetivo de fazê-las avançar.
Tudo se processará exteriormente com a capital diferença de que um
aparte dos Espíritos que estavam encarnados na Terra, não mais
reencarnarão neste planeta. Cada criança que nascer, em vez de um
espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nela reencarnaria, virá um espírito mais adiantado e propenso ao bem.
A regeneração da humanidade, portanto, não exige absolutamente a
renovação integral dos Espíritos, basta a modificação de suas disposições morais.
Opera-se, neste instante, um desses movimentos destinados a fazer a
remodelação da humanidade. A multiplicidade das causas de destruição
é um sinal característico de que os tempos são chegados. São as folhas
novas da primavera que ressurgem e fazem desabrochar um NOVO MUNDO.
Prezados irmãos, de posse desses conhecimentos embasados pelos acontecimentos e também já descritos pela doutrina espírita, cabe aqui usarmos os ensinamentos de Mestre na história que nos convida ao imperativo da ação. E que ação é esta? Simplesmente modificarmos nossos pensamentos, atitudes e atos. Se quisermos pleitear um reencarne na Terra, já como planeta de regeneração, com a ausência do mal e a presença do bem, do amor, da caridade, da piedade, necessário se faz uma ação imediata em busca de desenvolvermos dentro de nós o homem de bem e para nós espíritas, o espírita de bem. Comecemos hoje, já ao sairmos daqui, com nossos familiares, vizinhos, conhecidos, desconhecidos e necessitados. Jesus nos convida a abrirmos nossos corações e abraçarmos a todos como irmãos amando, mas amando de verdade, sendo úteis materialmente e espiritualmente, com aquela palavra amiga, com aquele ombro solidário para saber ouvir as queixas de quem sofre, com a palavra que anima e incentiva a  seguir a estrada, com a doação não apenas do que é supérfluo, mas sim também do que nos é necessário, quando o outro se ache mais necessitado que nós. Que nossas críticas sejam para criticarmos nossos atos, nossas más tendências, nossos vícios, nosso orgulho e nosso egoísmo e assim ficarmos vigilantes para não incidirmos nem nos reincidirmos, nos mesmos erros e assim fazendo conseguiremos talvez carimbar o passaporte para esse novo mundo que se descortina e no qual iremos a passos largos em direção ao Pai.





Nenhum comentário:

Postar um comentário